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Os 10 melhores filmes de Meryl Streep

Assinalando o Prémio Cecil B. DeMille de Carreira recebido no domingo pela grande actriz na cerimónia dos Globos de Ouro, recordamos os dez melhores filmes de Meryl Streep

Meryl Streep nos Globos de Ouro 2017
©Image Group LA/HFPA Meryl Streep nos Globos de Ouro 2017
Por Eurico de Barros |
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Faça lá as contas: 80 papéis, 19 nomeações aos Óscares, 3 vitórias. Se isto não merece um prémio de carreira, então não sabemos o que merece. A 74ª edição dos Globos de Ouro distinguiu Meryl Streep, de 67 anos, com o prémio Cecil B. DeMille. Enquanto o discurso da actriz norte-americana se tornou viral, nós fomos à procura dos seus 10 melhores filmes. 

 

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Os 10 melhores filmes de Meryl Streep

1

‘O Caçador’, de Michael Cimino (1978)

Revelada neste mesmo ano na televisão na mini-série Holocausto, Meryl Streep surgiu no cinema neste oscarizado filme de Michael Cimino, no papel de Linda, a jovem que tem uma queda pela personagem de Robert De Niro na cidadezinha industrial da Pensilvânia onde se passa parte da acção. Teve uma nomeação, a primeira de para o Óscar de Melhor Actriz Secundária, a primeira de 19 até agora.

2

‘Kramer Contra Kramer’, de Robert Benton (1979)

Streep ganhou o seu primeiro Óscar de Melhor Actriz neste excelente drama doméstico realizado por Robert Benton, onde interpreta uma divorciada que disputa a custódia do filho com o ex-marido, vivido por Dustin Hoffman, que também levou para casa a estatueta de Melhor Actor. O filme é um dos melhores e mais veristas do género, em boa parte graças a Streep e Hoffman.

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3

‘A Mulher do Tenente Francês’, de Karel Reisz (1981)

Baseado no romance de John Fowles, A Mulher do Tenente Francês passa-se durante a rodagem de um filme ambientado na Inglaterra vitoriana do século XIX. Meryl Streep e Jeremy Irons interpretam os actores que representam as personagens principais do filme dentro do filme, e envolvem-se sentimentalmente, tal como aqueles. É a primeira fita onde Streep revela os seus poderes de transfiguração dramática e domínio dos sotaques.

 

4

‘A Escolha de Sofia’, de Alan J. Pakula (1982)

Segundo Óscar de Melhor Actriz para Streep neste filme adaptado do livro de William Styron, onde personifica Sofia, uma mulher que sobreviveu aos campos de concentração nazis da II Guerra Mundial e se instalou em Nova Iorque. Kevin Kline é o homem com quem ela namora e Peter MacNicol o jovem escritor que se torna amigo do casal, e descobre os pesadelos que atormentam Sofia.


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5

‘África Minha’, de Sydney Pollack (1985)

Um dos melhores, mais carismáticos e representativos papéis de Meryl Streep, na pele da aristocrata e escritora dinamarquesa Karen Blixen, que usava o pseudónimo de Isak Dinesen e viveu parte da vida, nos anos 20, numa propriedade no Quénia, onde plantava café. É, mais uma vez, a partir do sotaque que Streep constrói a personagem de Blixen e se vai, pouco a pouco, confundindo com ela. Foi (mais uma vez) nomeada ao Óscar, mas desta não ganhou.

6

‘Um Grito de Coragem’, de Fred Schepisi (1988)

Streep transforma-se numa australiana neste filme baseado num caso real que agitou a Austrália na década de 80. Lindy Chamberlain, uma modesta dona de casa, foi acusada de ter morto a filha bebé quando acampava com a família. Defendeu-se dizendo que um cão selvagem tinha levado a criança, cujo corpo nunca apareceu. Em 2012, foram encontradas provas que lhe deram razão. Prémio de Melhor Actriz no Festival de Cannes.  

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7

‘As Pontes de Madison County’, de Clint Eastwood (1995)

As interpretações de Meryl Streep numa dona de casa frustrada do interior dos EUA, e de Clint Eastwood (que também realiza), num fotógrafo da National Geographic Society, que se envolvem num curto mais ardente romance, elevam da banalidade lacrimal esta adaptação do best-seller de Robert James Waller, dando ao filme uma aura dramática igual aos dos clássicos do género da velha Hollywood.

8

‘Dúvida’, de John Patrick Shanley (2006)

É uma das interpretações menos conhecidas de Meryl Streep, mas uma das melhores da sua carreira. Estamos nos anos 60, em Nova Iorque, num colégio católico. A rígida e exigente freira (Streep) que o dirige desconfia que um novo e popular padre da paróquia, e professor na escola (Philip Seymour Hoffman), tem um passado de molestador de crianças, e faz tudo para o expôr e transferir, embora sem provas concretas.

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9

‘Julie e Julia’, de Nora Ephron (2009)

Meryl Streep costuma dizer que gosta muito de fazer comédia, mas que raramente lhe dão essa oportunidade. Nesta fita da infelizmente já falecida Nora Ephron, Streep consegue puxar um pouco a brasa à sua sardinha de actriz cómica, ao personificar a famosa cozinheira e autora Julia Child, que introduziu a cozinha francesa nos EUA e era conhecida pela sua inabalável boa disposição.  

10

‘Florence Foster Jenkins’, de Stephen Frears (2016)

E foi um realizador inglês que deu a Meryl Streep um dos seus grandes papéis cómicos, o da socialite novaiorquina dos anos 40 que se julgava uma grande cantora de ópera (não era, tudo pelo contrário), dava recitais para os amigos, que a elogiavam, gravava discos pagos do seu bolso e até alugou o Carnegie Hall para uma récita. Streep espreme todo o sumo cómico da personagem sem lhe apagar o lado dramático.

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