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Seis filmes emblemáticos de Marilyn Monroe

Nos 90 anos do nascimento de Marilyn Monroe, recordamos seis dos melhores filmes de uma das actrizes mais lendárias do cinema americano, desaparecida tragicamente e cedo demais

De "Niagara", o seu primeiro sucesso, a "Os Inadaptados", o último que completou antes de morrer, passando por "Os Homens Preferem as Loiras", eis uma escolha dos filmes mais marcantes interpretados pela loura mais carismática e sensual de Hollywood.

Seis filmes emblemáticos de Marilyn Monroe

‘Niagara’ (1953)

Este filme realizado pelo experimentado Henry Hathaway foi o primeiro de três que Marilyn Monroe fez em 1953 e que, em conjunto, a elevaram ao estatuto de “estrela”, a meteram no estereótipo de “loura tão burra quanto escaldante” e a estabeleceram como símbolo sexual máximo da sua era no cinema. Jean Peters era a vedeta deste policial filmado em Technicolor, mas Marilyn tirou-lhe o tapete de baixo dos pés com a sua sensualíssima Rose Loomis. Curiosidade; “Niagara” é o único filme onde a personagem que ela interpreta morre.

‘Os Homens Preferem as Loiras’ (1953)

Howard Hawks já tinha dirigido Marilyn num pequeno papel em A Culpa foi do Macaco, e foi ele que disse aos executivos do estúdio produtor do filme, a 20th Century Fox, que iria puxar mais pelos seus talentos de actriz e atenuar um pouco a imagem de “bomba loura”.  O resto, é história: a cantar, dançar e libertar vibrações eróticas, Marilyn, no papel de Lorelei Lee, pede meças à sua parceira morena, Jane Russell, que até foi muito mais bem paga do que ela. Sobre isto, comentou: “Seja como for, a loura sou eu”.

O Pecado Mora ao Lado (1955)

Marilyn Monroe está de forma tão luminosa e enfeitiçadora em O Pecado Mora ao Lado que ninguém diria que este foi um dos seus filmes de rodagem mais problemática, dado ela ter caído num profundo estado depressivo devido ao azedo fim do seu casamento com a estrela do basebol Joe DiMaggio. Houve cenas que o realizador Billy Wilder teve que repetir quase 40 vezes. É o caso daquela famosíssima, em que o vestido branco de Marilyn lhe sobe pelas pernas acima com o vento que sai do respiradouro do Metro de Nova Iorque.

‘Paragem de Autocarro’ (1956)

O realizador Joshua Logan teve muitos problemas com Marilyn durante a filmagem desta adaptação ao cinema da peça de William Inge, mas defini-la-ia, anos mais tarde, como “uma grande actriz, uma combinação de Greta Garbo e Charlie Chaplin”. A alegre e espontânea mas também vulnerável e insegura Chérie é um dos melhores papéis de Marilyn e uma das suas personagens mais interessantes, na qual de alguma forma ela se reconheceu e se reviu. Foi o seu primeiro filme após ter tido aulas de representação no Actors Studio.

‘Quanto Mais Quente Melhor’ (1959)

Com Billy Wilder de novo a dirigi-la, e de novo a preto e branco como em O Pecado Mora ao Lado, Marilyn Monroe, secundada às mil maravilhas por Jack Lemmon e Tony Curtis, hilariantes nos seus “travestis”, tem aqui um dos seus momentos maiores no papel de Sugar Kane, mostrando a consumada actriz de comédia que era e modulando na medida exacta a ingenuidade desarmante e sexualidade avassaladora. A rodagem foi outro pesadelo, já que por esta altura Marilyn estava pesadamente viciada em tranquilizantes. 

‘Os Inadaptados’ (1961)

John Huston assinou o último filme de Marilyn Monroe, que foi também o derradeiro do seu colega Clark Gable. Os Inadaptados foi escrito por Arthur Miller, com quem Marilyn estava então casada, mas em fase de ruptura muito dolorosa, o que também se fez sentir nas filmagens. A fita reflecte a preocupação da actriz em ter papéis mais dramáticos, que ela encarava como mais “sérios”, que a libertassem da figura da “loira-tonta-e-curvilínea”, bem como a influência do próprio Miller na sua carreira. Mas já era tarde demais.

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