Katherine Waterston: “O ‘Alien’ marcou-me para a vida”

A actriz de ‘Monstros Fantásticos e Onde Encontrá-los’ tem medo de se ver em 'Alien: Covenant', de Ridley Scott
Katherine Waterston in Alien: Covenant
Mark Rogers Katherine Waterston em 'Alien: Covenant'
Por Ellie Walker-Arnott |
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Katherine Waterston tem um currículo considerável. A nova-iorquina de 37 anos trabalha como actriz há mais de uma década, porém apostamos que a conhece apenas de um filme, Monstros Fantásticos e Onde Encontrá-los, onde interpreta Tina.

Mas vamos falar sobre o papel pelo qual ela vai ser conhecida a partir de agora – a mais recente protagonista feminista de Ridley Scott, Daniels, em Alien: Covenant. “Ela é uma cientista”, diz Waterston. “Só quando a põem à prova é que descobre do que é capaz”.

Estavas nervosa por seguir as pisadas de Sigourney Weaver na série Aliens?

Tento evitar essa autocomiseração destrutiva. Estava num táxi preto em Londres quando o meu agente me ligou e disse que eu tinha ficado com o papel. Quando isto acontece penso sempre que alguém se enganou no número ou cometeu um erro.

Isso quer dizer que não sentiste pressão?

Não posso pensar assim quando estou a trabalhar, caso contrário não consigo sair da cama pela manhã.

Lembras-te da primeira vez que viste o Alien?

Sim. Tinha dez anos e marcou-me para a vida. Lembro-me perfeitamente da cena em que o alien sai do peito daquele passageiro e do terror que senti, de me esforçar para não fazer chichi nas calças.

A série ainda te assusta?

Assusto-me muito facilmente. Senti-me mal disposta depois de ver uma antevisão de Alien: Covenant. As minhas mãos não paravam de tremer. Sei a trama, mas isso não me ajuda. O Ridley gosta mesmo de aterrorizar as pessoas.

Participaste nas cenas mais perigosas, ou trabalhaste com duplos?

Oh meu deus. Adoro filmar essas cenas. O Ridley tinha de me obrigar a não fazer isso. Para mim é uma loucura deixar outra pessoa contar a história da tua personagem. Sou uma filha do meio, por isso sinto sempre que estou a perder alguma coisa.

Como é que entrar no mundo mágico de JK Rowling mudou a tua vida?

Não mudou de forma alguma o meu dia-a-dia. Continuo a poder sair à rua.

A sério? Não te estão sempre a abordar para tirar selfies contigo?

Não. As pessoas não reparam em mim. Sou a mulher invisível. Não me importo.

A série Harry Potter tornou as estrelas famosas na adolescência. Como é que terias lidado com esse sucesso numa idade tão jovem?

Provavelmente não teria lidado tão bem como eles. Hoje, fico contente por não ter conseguido arranjar trabalho quando era mais nova. Mas na altura custou-me muito.

Alguma vez ponderaste desistir?

Depois de todas as audições humilhantes. Mas nunca a sério. Acho que sou demasiado casmurra para desistir.

Tenha medo, muito medo

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