Global icon-chevron-right Portugal icon-chevron-right Lisboa icon-chevron-right Oito líderes políticos vistos pelo cinema

Oito líderes políticos vistos pelo cinema

Chega esta semana aos cinemas o filme 'Silvio e os Outros', de Paolo Sorrentino, um retrato de Silvio Berlusconi. Eis oito títulos sobre outros tantos políticos contemporâneos, que foram presidentes e primeiros-ministros

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Por Eurico de Barros |
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Nanni Moretti, Luc Besson, Paolo Sorrentino e Robert Guédiguian são alguns dos realizadores que se aventuraram a retratar em cinema nomes da política mundial como Silvio Berlusconi, Auung San Su Kyi ou François Mitterrand. Estes oito filmes biográficos abrangem ainda nomes tão díspares e em tudo afastados como Idi Amin Dada, o caprichoso e sangrento ditador do Uganda, e Nelson Mandela, que acabou com o regime de segregação racial na África do Sul. A interpretar estes políticos que marcaram o nosso tempo, ainda vivos ou já desaparecidos, surgem nomes como Michel Bouquet, Meryl Streep, Michelle Yeoh ou Idris Elba.

Recomendado: Crítica a Silvio e os Outros

Oito líderes políticos vistos pelo cinema

'Um Passeio Pela História’, de Robert Guédiguian (2005)

O realizador comunista francês Robert Guédiguian evoca neste filme o falecido presidente socialista François Mitterrand, interpretado pelo veterano Michel Bouquet. Misturando factos reais e liberdades dramáticas, Guédiguian põe Mitterrand a passear pela ruas de Paris, e por várias zonas de França, na companhia de um jovem jornalista (Jalil Lespert), que o está a ajudar na elaboração das suas memórias. O resultado é uma fita muito peripatética e intensamente dialogada.

‘O Caimão’, de Nanni Moretti (2006)

Um filme sobre Silvio Berlusconi, mas onde Nanni Moretti, de forma original, só faz aparecer o ex-primeiro-ministro italiano mesmo no final. O resto de O Caimão é ocupado pela história de um realizador de segunda ordem, Bruno Bonomo (Silvio Orlando), que após várias peripécias, se vê obrigado a submeter à RAI o argumento de um filme sobre Berlusconi, escrito por uma jovem cineasta contestatária. Apesar da quase total ausência daquele, Moretti consegue que a sua sombra paire sobre todo o filme, e a vida de Bonomo.
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‘O Último Rei da Escócia’, de Kevin Macdonald (2006)

Baseando-se num livro de Giles Foden, Kevin Macdonald evoca neste filme o regime de terror vivido no Uganda durante a ditadura sangrenta de Idi Amin Dada, servindo-se como nosso guia da personagem interpretada por James McAvoy, um jovem médico britânico que ganha a confiança de Dada. Este é magnificamente interpretado por Forest Whitaker, que o retrata nas suas inesperadas e mudanças de humor, nos seus caprichos insólitos e por vezes mortíferos, e em toda a sua megalomania e crueldade sádica.

‘Il Divo-A Vida Espectacular de Giulio Andreotti’, de Paolo Sorrentino (2008)

O democrata-cristão Guilio Andreotti foi primeiro-ministro de Itália por sete vezes e senador vitalício, e tornou-se numa das mais influentes, poderosas, temidas e controversas figuras da política transalpina até à sua morte em 2013, com 94 anos. São muito discutidas as suas ligações à maçonaria e, diz-se também. à própria Mafia. Este filme do autor de A Grande Beleza está muito longe de ser uma biografia convencional de Andreotti, já que Sorrentino prefere uma abordagem em estilo de comédia grotesca, procurando revelar algumas das zonas de sombra da atarefadíssima vida, e especulando sobre outras. Toni Servillo dá vida a Andreotti.

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‘Lula, o Filho do Brasil’, de Fábio Barreto (2009)

A vida do ex-presidente do Brasil Luís Inácio Lula da Silva (interpretado por Rui Ricardo Dias), desde as sua origens humildes, passando pelos anos de activismo sindical e até chegar ao mais alto cargo político nacional. Este filme do filho de Luiz Carlos Barreto e irmão de Bruno Barreto, um dos mais caros da história do cinema brasileiro, foi alvo de muitas críticas. Foi acusado, nomeadamente, de ter sido financiado por grandes empresas ligadas à Operação Lava Jato, apresentar um retrato branqueado e acrítico de Lula e ter muitas imprecisões biográficas e históricas.

‘A Dama de Ferro’, de Phyllida Lloyd (2011)

Este filme sobre a vida e a carreira política de Margaret Thatcher foi atacado por incluir várias sequências que mostram a antiga primeira-ministra britânica a ter alucinações provocadas pela demência de que sofreu no final da vida. Mas no geral, A Dama de Ferro é um retrato correcto e bastante fiel da personalidade de Thatcher, da sua coragem e inquebrantável força de vontade e do seu percurso político, que conta com uma estupenda interpretação de Meryl Streep, mais uma vez a “desaparecer” na sua personagem.

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‘The Lady-Um Coração Dividido’, de Luc Besson (2011)

Michelle Yeoh personifica a líder política birmanesa Aung San Suu Kyi, vencedora do Prémio Nobel da Paz, nesta grande produção de Luc Besson rodada em vários locais do mundo. Besson não só recria a acção de Suu Kyi na Liga Nacional para a Democracia, o partido que ela lidera, como também conta a história da relação sentimental com aquele que se tornaria no seu marido, o escritor inglês Michael Aris (David Thewlis), e das dificuldades que se lhe puseram devido ao seu activismo num país de regime militar.

‘Mandela: Longo Caminho para a Liberdade’, de Justin Chardwick (2013)

Dos muitos filmes e telefilmes já feitos em redor da figura de Nelson Mandela, este é o que mais se preocupa em contar com algum pormenor (e bastante didactismo) a história da sua vida, desde o nascimento numa aldeia rural até se tornar presidente da África do Sul e acabar com o regime de segregação racial, após ter passado 27 anos na prisão. O realizador inglês Justin Chadwick escorou-se na autobiografia de Nelson Mandela com o mesmo título para construir a fita, confiando o papel principal a Iris Elba, uma escolha que se revelou muito feliz.

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