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Por um punhado de westerns: os melhores filmes do faroeste

O western é um género clássico do cinema americano. Mas nem todos os grandes filmes do faroeste vieram dos Estados Unidos

Por Editores da Time Out Lisboa
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O western é um dos géneros clássicos do cinema americano. Chegou mesmo a ser "o cinema americano por excelência", como um dia escreveu o francês André Bazin, crítico e fundador dos Cahiers du Cinéma. De facto, foi dos Estados Unidos que saíram quase todos os filmes do faroeste que interessam – pelo menos até ao momento em que o italiano Sergio Leone entrou em cena e deu um abanão no género. E é nos Estados Unidos que ainda hoje, mesmo que apenas pontualmente e sem a consistência do passado, se continuam a filmar alguns interessantes westerns e seus derivados.

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Por um punhado de westerns

1. A Cavalgada Heróica (1939)

Não é de hoje que o western é considerado um género acabado e depois, a reboque de um filme excepcional, regressa fulgurante aos ecrãs. Em 1939 o género estava criativamente morto, sobrevivendo nas matinés de sábado que escoavam a série B do cinema de Hollywood. E depois John Ford realizou A Cavalgada Heróica, uma história de redenção traçada para além das regras e protagonizada por John Wayne.

2. A Desaparecida (1956)

Mais um majestoso western de John Ford (cujo nome ainda vamos voltar a encontrar nesta lista) e um dos melhores filmes de sempre. É a história de um veterano da Guerra Civil (John Wayne, num melhores papéis da sua carreira) que, depois da morte de boa parte da sua família, parte em busca da sobrinha, raptada por índios, numa demanda que vai durar anos. Natalie Wood, Jeffrey Hunter, Vera Miles e Ward Bond também entram no filme.

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3. Rio Bravo (1957)

Realizado por Howard Hawks, Rio Bravo é provavelmente o melhor exemplo de um cinema sempre preocupado com a clareza da história que contava, porém capaz de introduzir camadas de simbolismo suficientes para proporcionar leituras mais amplas. É uma película na qual se sente a tensão, a pulsão pela sobrevivência, tanto como a inclinação suicidária, nas interpretações de John Wayne, mas principalmente no bêbado com dignidade interpretado por Dean Martin.

4. Entardecer Sangrento (1957)

Budd Boetticher foi um especialista em filmes de cobóis com – digamos – uma voltinha. De tal modo que Entardecer Sangrento, ultrapassou em muito o anonimato, ou pelo menos o obscurecimento característico da série B. E não é obra para almas sensíveis, pois a realização carrega que se farta na violência, psicológica em boa parte, mas principalmente física, infligida por um homem movido pelo desejo de se vingar de quem lhe matara a noiva.

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5. O Homem Que Matou Liberty Valence (1962)

A verdade e a mentira encontram-se e confundem-se numa película realizada por John Ford, a partir de uma história de Dorothy M. Johnson, muito antes de a expressão pós-verdade entrar no nosso léxico. Um western tão poderoso como tocante, e já a anunciar o entardecer do género, que é ao mesmo tempo uma história de amor e violência. Com John Wayne, James Stewart, Vera Miles e Lee Marvin nos papéis principais.

6. Por Um Punhado de Dólares (1964)

Por Um Punhado de Dólares não é um western como os outros. Em parte por ter sido realizado por um italiano, Sergio Leone que assinou como Bob Robertson, que tinha uma visão diferente das coisas. Mas também por ser uma versão oficiosa de Yojimbo, de Akira Kurosawa (não creditado 
no genérico original), transpondo apenas a história do Japão feudal para o faroeste. Com Clint Eastwood, Gian 
Maria Volontè e Marianne
 Koch.

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7. O Bom, O Mau e O Vilão (1966)

Tal como outros filmes do realizador, o último capítulo da chamada trilogia dos dólares de Sergo Leone foi tratado como coisa menor, produção baratucha italiana com uns actores americanos medíocres. Mas o tempo deu-lhe razão. E hoje, O Bom, o Mau e o Vilão não é apenas dado como o melhor exemplo do western spaghetti (ou pelo menos um dos melhores), mas como um grande filme, que, mais do que ter dado uma carreira a Clint Eastwood e mostrado a genialidade musical de Ennio Morricone, criou um novoo paradigma para o cinema de acção.

8. Aconteceu no Oeste (1968)

É discutível qual é o melhor western spaghetti de Sergio Leone –  se O Bom, O Mau e o Vilão, se este. Mas há uma coisa com que toda a gente concorda: tanto um como o outro são óptimos exemplares do género. Cada um à sua maneira. Com banda sonora do inevitável Ennio Morricone e uma história escrita por Dario Argento e Bernardo Bertolucci, além do próprio Leone, Aconteceu no Oeste difere das anteriores fitas do realizador, encontrando-se mais próxima da posterior Era Uma Vez na América.

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9. A Quadrilha Selvagem (1969)

Homens que não mudam num tempo em rápida mudança. Eis o tema deste western crepuscular de Sam Peckinpah, protagonizado por William Holden, Ernest Borgnine e Robert Ryan, entre outros. É a história de uma quadrilha que assalta um banco em 1913 e foge para o México. E as suas sequências em câmara lenta ficaram como a assinatura estilística do realizador.

10. Duelo na Poeira (1973)

Mais um grande filme de Sam Peckinpah. Desta feita com James Coburn, Kris Kristofferson, Richard Jaeckel e Bob Dylan, que não apenas interpreta como contribui com a banda sonora para melhor contar a história do antigo fora-da-lei, agora um obediente xerife, contratado por um grupo de barões da droga do Novo México para liquidar o lendário criminoso e seu amigo de infância, Billy the Kid.

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11. Homem Morto (1995)

Este western psicadélico e pós-moderno protagonizado por Johnny Depp, com Billy Bob Thornton, Iggy Pop ou Robert Mitchum, entre outros, é um dos melhores filmes de Jim Jarmusch. Talvez até mesmo dos anos 90. Reconhecemos que é uma opinião polémica – Roger Ebert desancou nele por altura da sua estreia – mas tem conquistado proponentes de peso nos últimos anos. E com razão.

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