Global icon-chevron-right Portugal icon-chevron-right Lisboa icon-chevron-right Nimas exibe dez filmes eróticos japoneses entre Junho e Julho
Filme, Cinema, À Sombra das Jovens Raparigas Húmidas (2016)
©DR À Sombra das Jovens Raparigas Húmidas de Akihiko Shiota

Nimas exibe dez filmes eróticos japoneses entre Junho e Julho

Apresentamos os dez filmes softcore japoneses que vão passar no Cinema Nimas de 18 de Junho a 22 de Julho

Por Eurico de Barros
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Em 1971, os históricos estúdios japoneses Nikkatsu, onde trabalharam nomes como Mizoguchi ou Imamura, estavam em dificuldades financeiras, devido à queda de espectadores nos cinemas. Criaram então uma linha de filmes eróticos baptizada Roman Porno (ou “Pornografia Romântica”), feitos com orçamentos e tempo de duração limitados, e que tinham de ter um número certo de cenas de sexo softcore. Tirando isso, foi dada aos seus autores toda a liberdade para filmar. A iniciativa teve grande sucesso e revelou vários novos realizadores.

Em 2016, a Nikkatsu assinalou os 45 anos do Roman Porno convidando cinco cineastas japoneses de hoje a fazer outros tantos filmes, com as mesmas regras dos da série, no projecto Roman Porno Reboot. São dez títulos, os cinco novos e cinco dos originais, todos inéditos em Portugal, que vão passar em cópias restauradas, no Cinema Nimas, em Lisboa, no ciclo O “Roman Porno” da Nikkatsu [1971-2016], entre 18 de Junho e 22 de Julho.

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Erotismo ao estilo japonês

Filme, Cinema, A Senhora de Karuizawa (1982)
Filme, Cinema, A Senhora de Karuizawa (1982)
©DR

1. A Senhora de Karuizawa

Masaru Konuma, 1982.

Uma adaptação livre de O Vermelho e o Negro, de Stendhal. Uma mulher mal-casada e rica e um estudante universitário iniciam um romance durante um Verão na abastada cidade de férias de Karuizawa, e o rapaz é contratado para ser o tutor do filho pequeno dela, durante as férias grandes. O filme tem também um sub-enredo policial.

Em exibição de 18 a 24 de Junho

2. Lírio Branco

Hideo Nakata, 2016.

Conhecido pelos seus filmes de terror e thrillers, como Ring – A Maldição, Águas Passadas ou Kaidan – Maldição, Hideo Nakata filma aqui uma história de amor malsã, claustrofóbica e de recorte sadomasoquista, entre uma professora bissexual e a sua dedicadíssima aluna virgem, entre as quais se vai meter um sedutor rapaz.

Em exibição de 18 a 24 de Junho

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3. Noites Felinas em Shinjuku

Noboru Tanaka, 1972.

Homenageando A Rua da Vergonha, de Mizoguchi, Noboru Tanaka segue um punhado de mulheres que trabalham numa casa de banhos turcos do bairro de Shinjuku, e ainda um jovem prostituto e o seu proxeneta. Entre o melodrama e a sexploitation, o filme é muito superior aos que na altura se faziam no género nos EUA e na Europa e tem um final que remete para Antonioni.

Em exibição de 25 de Junho a 1 de Julho

4. O Alvorecer das Felinas

Kazuya Shiraishi, 2016.

Emparelhando com Noites Felinas em Shinjuku, O Alvorecer das Felinas passa-se na Tóquio dos nossos dias, numa agência de prostituição, centrando-se em três raparigas com vidas e motivos muito diferentes para fazerem o que fazem, e que se envolvem com três dos seus clientes. Um dos melhores filmes deste ciclo, onde a comédia anda de mão dada com a tragédia.

Em exibição de 25 de Junho a 1 de Julho

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5. Vísceras de Anjo: Red Porno

Toshiharu Ikeda, 1981.

Pertencendo à série de filmes Red Porno, feitos entre 1978 e 1994, Vísceras de Anjo é adaptado de um manga e põe em cena uma jovem lojista cheia de obsessões sexuais que posa para uma revista erótica e é enganada e chantageada, tornando-se vítima daquela sessão de fotografias. O filme aborda, na fronteira entre o erótico e o pornográfico, várias das fixações sexuais típicas dos nipónicos.

Em exibição de 2 a 8 de Julho

6. Anti-Porno

Sono Sion, 2016.

Nada é o que parece neste filme formalmente desatinado e exuberante, em grande parte passado em casa de uma excêntrica e sensual estrela de j-pop que tiraniza a sua assistente. Anti-Porno não recua perante quase nada para surpreender o espectador, seja do ponto de vista cinematográfico, seja da maneira como encara a temática sexual.

Em exibição de 2 a 8 de Julho

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7. Os Amantes Molhados

Tasumi Kamashiro, 1973.

Um jovem que está a fugir da máfia japonesa, a Yakuza, vai refugiar-se na sua terra natal, arranjando emprego num cinema que exibe filmes eróticos, acabando por se envolver com a proprietária do estabelecimento. A intensidade da relação entre os dois amantes é posta aqui em paralelo com a das fitas dentro do filme.

Em exibição de 9 a 15 de Julho

8. À Sombra das Jovens Raparigas Húmidas

Akihiko Shiota, 2016.

Um dramaturgo mulherengo, que está farto do estilo de vida promíscuo que leva, instala-se longe de Tóquio, numa casa de campo. Um dia, encontra-se lá com uma rapariga sexualmente hiperactiva que quer dormir com ele, mas o dramaturgo rejeita-a. O que só a excita ainda mais e a leva a tentá-lo continuamente.

Em exibição de 9 a 15 de Julho

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9. O Êxtase da Rosa Negra

Tatsumi Kumashiro, 1975.

Naomi Tani, que se notabilizou pelos seus papéis em filmes softcore de bondage, é a vedeta desta fita onde o sexo vem misturado com o humor. Um realizador de filmes eróticos suspende a produção do mais recente, porque a actriz principal está grávida. Vai então tentar encontrar uma substituta: a mulher que ouviu gemer no consultório de um dentista.

Em exibição de 16 a 22 de Julho

10. Gymnopédies Escaldantes

Isau Yukisada, 2016.

O realizador de O Êxtase da Rosa Negra e este mesmo filme são objecto da homenagem do autor de Gymnopédies Escaldantes. Que por isso tem também um protagonista que é realizador, na fase descendente da carreira, e que se envolve com mulheres fáceis para compensar a sua frustração profissional e os problemas do novo filme.

Em exibição de 16 a 22 de Julho

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