O melhor de Charles Dickens no cinema e na televisão

Não há quadra mais adequada do que esta para recordarmos as melhores adaptações ao cinema e à televisão das obras do autor de 'Um Conto de Natal'
"Charles Dickens at 200"
Photograph: Robert Hindry Mason
Por Eurico de Barros |
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Aproveitando a estreia nos cinemas de O Homem que Inventou o Natal, que recorda como em que curcunstâncias Dickens escreveu o seu clássico Um Conto de Natal, eis alguns dos melhores filmes e telefilmes extraídos de títulos de sua autoria. Incluindo uma paródia e uma fita com os Marretas.

 

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O melhor de Charles Dickens no cinema e na televisão

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‘Vida e Aventuras de David Copperfield’, de George Cukor (1935)

O escritor inglês Hugh Walpole adaptou ao cinema o livro de Charles Dickens, que mereceu aqui uma produção do melhor que Hollywood podia fornecer na altura, com David O. Selznick a supervisionar tudo e a MGM a colaborar, o distinto George Cukor a realizar e um elenco topo de gama. A começar por Freddie Bartholomew no papel do jovem David Copperfield, acompanhado por nomes como W.C. Fields (que era um profundo conhecedor da obra de Dickens), Basil Rathbone, Edna May Oliver, Lionel Barrymore ou Maureen O’Sullivan. É ainda hoje uma das mais aclamadas versões cinematográficas de David Copperfield.

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‘Grandes Esperanças’, de David Lean (1946)

David Lean não foi apenas o realizador de superproduções como Lawrence da Arábia, A Ponte do Rio Kwai ou Doutor Jivago. O realizador inglês assinou também duas das mais conseguidas adaptações de clássicos de Charles Dickens, tendo Grandes Esperanças sido a primeira, ainda na ressaca da II Guerra Mundial. O argumento, em que Lean também participou, foi sugerido por uma versão para teatro do livro, sintetizada mas cuidadosamente fiel ao mesmo. John Mills, Sir Alec Guinness, Jean Simmons e Valerie Hobson encabeçam o elenco da fita, que Lean rodou com uma grande preocupação de realismo e respeito pelo espírito da obra.

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‘As Aventuras de Oliver Twist’, de David Lean (1948)

Esta foi a segunda incursão de David Lean pela obra de Charles Dickens, proporcionada pelo grande sucesso de Grandes Esperanças, que chegou a ganhar dois Óscares. O filme tem todas as qualidades do seu antecessor, com a particularidade da actriz Kay Walsh, então casada com o realizador, e que tinha participado na escrita do argumento de Grandes Esperanças, interpretar a figura de Nancy, uma das personagens principais. Sir Alec Guinness surge de novo no elenco, agora no papel de Fagin, e Oliver é personificado por John Howard Davies, que se tornaria num importante produtor e realizador de televisão, associado a séries como Fawlty Towers ou Mr. Bean.

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‘Oliver!’, de Carol Reed (1968)

Os livros de Charles Dickens são tão bons que até resistem a ser transformados em musicais. Em 1960, o compositor inglês Lionel Bart fê-lo – e muito bem - a Oliver Twist no West End de Londres e chamou-lhe Oliver!. Com tal sucesso, que depois de ter visitado a Broadway, em meados dessa década, Oliver! foi levado à tela em Inglaterra por Carol Reed, o realizador de O Terceiro Homem, com o pequeno Mark Lester no papel do título, rodeado de actores desconhecidos como ele e de nomes mais experientes, caso de Hugh Griffith ou Oliver Reed. Um dos pontos altos do filme é o número Food, Glorious Food/Oliver!, passado no orfanato. Oliver! ganhou seis Óscares.
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‘Muito Obrigado, Sr. Scrooge’, de Ronald Neame (1970)

Há muitas adaptações ao cinema de Um Conto de Natal, de Charles Dickens, incluindo várias em desenho animado, e esta é uma das mais conseguidas, apesar de ter a forma de um musical, o que se deveu em boa parte à excelente recepção de Oliver! pelo público e pela crítica, dois anos antes. A partitura de Leslie Bricusse para este Scrooge (o seu título original) não está à altura da de Lionel Bart para Oliver!, mas este filme de Ronald Neame tem a seu favor a grande fidelidade ao livro, a qualidade da recriação da época e a estupenda interpretação de Albert Finney, então com apenas 34 anos, na pele do velho e avarento Ebenezer Scrooge.

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‘A Christmas Carol’, de Clive Donner (1984)

O actor americano George C. Scott dá corpo a Ebenezer Scrooge neste telefilme realizado pelo veterano Clive Donner, e que é referido muitas vezes como sendo a melhor adaptação de todas de Um Conto de Natal, incluindo versões para cinema e para televisão. Scott traz ao seu Scrooge uma dureza e uma gravidade lúgubre que não encontramos na maioria dos actores que o precederam no papel, e Donner esmera-se na recriação da Londres vitoriana, incluindo dos aspectos menos agradáveis da cidade dessa época, e rodeia o intérprete de Patton de nomes como Edward Woodward, Susannah York, David Warner ou Frank Finlay. As sequências com o espectro de Marley e os três fantasmas podiam pertencer a um filme de terror.

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‘Blackadder’s Christmas Carol’, de Richard Boden (1988)

Quem anda à procura de uma boa paródia de Um Conto de Natal, não precisa de ir mais longe. A mais genial foi feita na série de televisão da BBC Blackadder, com Rowan Atkinson, e escrita por Ben Elton e Richard Curtis para um especial de Natal desta estação pública. Aqui, está tudo subversivamente virado do avesso. Atkinson personifica Ebenezer Blackadder, que é generoso demais e do qual todos se aproveitam, e a visita dos três fantasmas natalícios tem o efeito oposto ao tradicional do conto de Dickens, já que Ebenezer fica mau como as cobras, voltando assim ao registo dos seus antepassados (e futuros descendentes). Até Charles Dickens teria tido uma barrigada de riso.
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‘O Conto de Natal dos Marretas’, de Brian Henson (1992)

Há muita música (de novo) e muita comédia (delirante) nesta divertidíssima versão do clássico de Natal de Charles Dickens tomada de assalto pelos Marretas de Jim Henson e Frank Oz, que rodeiam o Scrooge de Michael Caine, Este, inteligentemente e com a aprovação do realizador Brian Henson, interpretou o papel como se estivesse numa adaptação realista do livro feita pela Royal Shakespeare Company, rodeado de actores de carne e osso em vez de bonecos. Co-produzido pela Disney, O Conto de Natal dos Marretas consegue ser ao mesmo tempo respeitador do essencial da obra de Dickens e fiel ao tipo de humor e ao estilo musical de vaudeville característico dos Marretas.

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