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O Ministro
DRO Ministro

‘O Ministro’ é ficção política de primeira água

A série da Filmin centra-se numa personagem invulgar, fascinante e trágica.

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★★★★☆

Imaginem um político e líder partidário carismático, honesto, idealista, sincero, optimista, directo, culto, bem casado e unha com carne com o eleitorado. Esse político existe, pelo menos na ficção televisiva. Chama-se Benedikt Rikhardsson e é o secretário-geral do Partido da Independência da Islândia na série O Ministro (Filmin). Benedikt concorre às eleições coligado com a Aliança Social-Democrata, acha que o abstencionismo é prejudicial à democracia e, durante um debate televisivo, lança uma ideia inédita – e suicida, segundo quase toda a gente. Se ganhar as eleições, só formará governo se 90% dos eleitores votarem. E o slogan de campanha é: “Vote, não seja idiota”.

Alicerçado na figura calmamente excêntrica e idealista do seu principal protagonista (o imponente Ólafur Darri Ólafsson), e apesar de a sua história se referir à realidade islandesa, O Ministro consegue extrapolá-la para a esfera política em geral, e pôr-nos a viver as suas peripécias, surpresas, confrontos, traições, compromissos, golpes de teatro e dramas envolvendo partidos, governo, media e os interesses de pessoas influentes e forças sociais, como se nos dissessem directamente respeito. É ficção política de primeira água, centrada numa personagem invulgar, fascinante e, finalmente, trágica.

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