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Parada de terrores: oito filmes a não perder no MOTELX

O Festival Internacional de Cinema de Terror de Lisboa tem um novo prémio para mulheres, entre outras novidades. Eis os filmes imperdíveis de 9 a 15 de Setembro.

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A 19.ª edição do MOTELX – Festival Internacional de Cinema de Terror de Lisboa decorre entre os dias 9 e 15 de Setembro, no Cinema São Jorge e na Cinemateca Portuguesa, e este ano, segundo a organização, tendo “a condição feminina e a representação da mulher no cinema” como “tema central da programação deste ano”. Foi assim criado um novo galardão, o Prémio Noémia Delgado, “dedicado a mulheres que se tenham distinguido no género do terror”, e baptizado com o nome da poeta e realizadora que viveu entre 1933 e 2016, assinou o documentário Máscaras (1976) e entre 1981 e 1983 rodou para a RTP a minissérie Contos Fantásticos Portugueses, em que adaptou sete obras curtas de outros tantos escritores nacionais, incluindo Eça, Júlio Dinis e Mário de Sá-Carneiro. 

A primeira galardoada com este novo prémio é a produtora Gale Ann Hurd (O Exterminador Implacável, Aliens: O Recontro Final, O Abismo, Palpitações, O Incrível Hulk, a série The Walking Dead, entre muitos outros), que estará presente no festival como convidada de honra, apresentará alguns dos filmes que tutelou e dará uma masterclass. Ainda nesta linha, a secção paralela Quarto Perdido deste ano é dedicada ao poder feminino, simbolizado pela figura da bruxa, levando o subtítulo ‘O Baile das Bruxas’ e exibindo apenas filmes portugueses em que esta personagem marca presença, caso de O Crime da Aldeia Velha, de Manuel Guimarães, Alma Viva, de Cristèle Alves Meira, ou A Noite de Walpurgis, de Noémia Delgado, este incluído na referida minissérie televisiva Contos Fantásticos Portugueses.

Outra novidade deste ano é a Suite 13, o novo espaço da secção paralela Sala de Culto, dedicada ao cinema de série B, que destaca na sua estreia o realizador americano Herschell Gordon Lewis, pioneiro do cinema de terror gráfico, generosamente empapado em sangue, e tem como programador convidado Carlos Alberto Carrilho. Serão vistas uma curta e duas longas-metragens de Lewis, e o documentário Herschell Gordon Lewis: O Sangue como Transgressão, do mesmo Carrilho. A programação completa pode ser consultada no site do festival.

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O MOTELX em oito arrepios

The Long Walk

O filme de abertura do MOTELX 2025 adapta um dos livros que Stephen King escreveu nos anos 70, sob o pseudónimo de Richard Bachman. Assinado por Francis Lawrence, realizador de Constantine, e interpretado por Cooper Hoffman, Mark Hamill, Judy Greer e Charlie Plummer, The Long Walk passa-se numa América totalitária futura e segue um grupo de jovens que participa numa competição anual de caminhada de longa distância. Há que manter uma velocidade mínima, e quem falhar por três vezes, é morto a tiro. O vencedor é o último a ficar de pé e pode pedir o que quiser como prémio.

Bulk

O inglês Ben Wheatley é capaz do muito bom (Uma Lista a Abater, Assassinos De Férias, Um Campo na Inglaterra), do menos bom (Arranha-Céus, Rebecca) e do inclassificável (In the Earth). No seu novo filme, Bulk, Wheatley faz uma incursão pela ficção científica. Um cientista que está a fazer experiências com a teoria das cordas desaparece, e um colega vai à sua procura numa enigmática casa onde o tecido do universo se altera de várias formas, abrindo portas para outros universos e mais dimensões. Com Sam Riley, Noah Taylor e Alexandra Maria Lara.

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Sombras

Autor de O Capacete Dourado (2007), um raríssimo filme português sobre “juventude rebelde”, Jorge Cramez regressa às longas-metragens com Sombras, uma fita de terror, interpretada por Victoria Guerra, Pedro Lacerda, Catarina Machado e Dinis Gomes. Maria e Jaime, um casal sem filhos, trocou a confusão de Lisboa pela tranquilidade do campo. Mas essa tranquilidade é quebrada quando um amigo lhes pede que tomem conta da sua filha pequena, Beatriz. A presença da menina vai mexer incomodamente com o quotidiano deles, em especial o de Maria, e originar uma série de estranhos acontecimentos.

The Old Woman With the Knife

Exibido no Festival de Berlim deste ano, The Old Woman With a Knife, de Kyu-dong Min, é um thriller de acção sul-coreano que tem como protagonista uma lendária e idosa assassina profissional. Desiludida com o novo rumo da organização criminosa para que sempre trabalhou, ela enfrenta agora os desafios do envelhecimento. Mas tudo mudo com o aparecimento de um jovem impetuoso que quer aprender o ofício de matar, e que a sexagenária decide transformar no seu pupilo. E forma-se então um laço inesperado e improvável entre a experiente mentora e o seu entusiástico aprendiz.

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Inteiramente passada em Dakar, a capital do Senegal, esta fita do realizador franco-congolês Jean Luc Herbulot começa com dois americanos que acordam naquela cidade com bombas atadas ao corpo, sem saberem como ou porquê. Mas têm pouco tempo para pensar, porque vão ter que cumprir uma série de tarefas, ditadas por uma misteriosa voz ao telefone, e isto num prazo de dez horas. Mas será que as bombas vão mesmo explodir se eles não conseguirem fazer tudo e os marcadores do tempo chegarem a zero? Com Hus Miller, Cam McHarg e a voz de Willem Dafoe.

L’Accident de Piano

Adèle Exarchopoulos encabeça o elenco da nova comédia absurda e satírica do francês Quentin Dupieux, no papel de Magalie, Magaloche para os fãs, uma popular influencer especializada em conteúdos sensacionalistas, que tem que se refugiar num chalé nas montanhas após ter sofrido um aparatoso acidente durante a gravação de um dos seus vídeos. Só que depois de lá instalada com a sua assistente pessoal, começa a ser chantageada por uma jornalista que sabe coisas sobre ela capazes de lhe dar cabo da carreira. Também com Sandrine Kiberlain e Jerôme Commandeur.

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Hot Spring Shark Attack

Não são só os americanos que sabem fazer filmes de sharksploitation. Os japoneses aprenderam com a delirante série Sharknado, como se pode ver por Hot Spring Shark Attack, de Morihito Inohue. Na pequena cidade de Atsumi, tubarões ancestrais espalham o terror e a morte nas instalações termais da região, prejudicando o turismo. O presidente da autarquia local quer abrir um resort de luxo e vai pedir ajuda a habitantes, turistas, influencers e militares, para combater os esqualos. Só que estes são tão ou mais inteligentes e manhosos do que muitos dos humanos, e a loucura instala-se.

The Gruesome Twosome

Um dos filmes do chamado “Padrinho do Gore” a ser mostrado na nova secção Suite 13, The Gruesome Twosome foi realizado por Herschell Gordon Lewis em 1967. Uma idosa demente, dona de uma pequena loja de perucas de uma cidade na Florida, e o seu filho com problemas mentais, assassinam e escalpam vários estudantes de uma universidade local, ao mesmo tempo que uma das colegas daqueles procura encontrar uma ligação entre o sinistro duo e as vítimas. O orçamento muito, muito poupado, o humor bastante negro e os efeitos sanguinolentos são emblemáticos desta produção de Lewis.

Mais filmes que metem medo

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O amor, às vezes, pode ser muito macabro. Por isso, em vez de escolherem um romance cómico ou dramático para ver de mãos dadas, escolham um destes oito filmes de terror para ver a dois. Desde películas mais obscuras, como The Sinful Dwarf (1976), do realizador dinamarquês Vidal Raski, a clássicos do género como A Mosca (1986), do mestre canadiano David Cronenberg, ou mesmo o mais recente e premiado Vai Seguir-te (2015), de David Robert Mitchell.

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Os dez filmes da série ‘Halloween’ revisitados
Os dez filmes da série ‘Halloween’ revisitados

Quando em 1978 rodou Halloween – O Regresso do Mal e revolucionou o cinema de terror, John Carpenter decerto não pensaria que, 40 anos depois, estaria a produzir e a compôr a banda sonora do 11º filme da série, a continuação directa do original. E muito menos que Michael Myers, o assassino sobrenatural que é o fio condutor dos Halloween, se tornaria numa das grandes figuras monstruosas do género.

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