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Gaia, de Jaco Bouwer no MOTELX
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O MOTELX em sete arrepios

Tivemos medo, muito medo, mas conseguimos seleccionar sete filmes a não perder no MOTELX.

Escrito por
Eurico de Barros
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São mais de 70 os filmes que o MOTELX – Festival Internacional de Cinema de Terror vai trazer ao Cinema São Jorge no seu 15.º ano de existência, entre os dias 7 e 13 de Setembro. Além das habituais secções, destaque este ano para o programa especial Fúria Assassina – Mulheres Serial Killers, no qual serão apresentados filmes tão variados como The Countess, de e com Julie Delpy, sobre a lendária condessa húngara Elizabeth Báthory; a comédia negra de John Waters Serial Mom, com Kathleen Turner; ou o controverso (e censurado em vários países) filme de vingança feminina Baise-moi, de Virginie Despentes e Coralie Trinh Thi. Eis sete filmes a não perder no MOTELX, vindos de países como a Nova Zelândia, os EUA, a Tailândia ou a África do Sul.


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O MOTELX em sete arrepios

1. ‘The Deep House’, de Alexandre Bustillo e Julien Maury

Um jovem casal especializado em vídeos de exploração submarina, Tina e Ben, descobre uma casa submersa no mar. Os dois mergulhadores descobrem que a casa foi palco de crimes horrendos e que a sua presença acordou um espírito que assombra a casa. Lá presos, Tina e Ben vêem as suas reservas de oxigénio baixar perigosamente.

Cinema São Jorge – Sala Manoel de Oliveira. 11 de Setembro (Sáb) 21.10 | Cinema São Jorge – Sala 3. 12 de Setembro (Dom) 23.45

2. ‘Coming Home in the Dark’, de James Ashcroft

Um professor do secundário, a mulher e os dois enteados dele estão a explorar uma zona isolada da costa da Nova Zelândia, quando são capturados por dois vagabundos sociopatas, Mandrake e Tubbs, que se fazem à estrada com eles. Pouco a pouco, o casal compreende que o pesadelo que está a viver começou 20 anos antes.

Cinema São Jorge – Sala Manoel de Oliveira. 9 de Setembro (Qui) 18.15

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3. ‘We’re All Going to the World’s Fair’, de Jane Schoenbrun

Casey, uma adolescente americana, está sozinha no sótão de sua casa, imersa na net e envolvida num jogo de role-playing de terror chamado World’s Fair Challenge. À medida que joga, Casey vai perdendo a noção do que é real e do que não é, até lhe aparecer uma estranha figura, como que saída do computador, que a interpela.

Cinema São Jorge – Sala 3. 9 de Setembro (Qui) 18.00

4. ‘The Maid’, de Lee Thongkham

Joy, uma jovem tailandesa, chega a Bangkok e vai trabalhar como empregada doméstica para casa de um simpático casal de idosos, os Nawut, que têm uma filha deficiente. Joy começa então a ter pesadelos muito reais e a detectar sinais de uma presença sobrenatural na casa, acabando por descobrir que os Nawut tiveram uma empregada antes dela, que morreu. E que por lá continua, agora como espectro.

Cinema São Jorge – Sala 3. 8 de Setembro (Qua) 21.00 | Cinema São Jorge – Sala Manoel de Oliveira. 12 de Setembro (Dom) 00.00

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5. ‘Gaia’, de Jaco Bouwer

Um guarda florestal sul-africano encontra, numa das suas missões de vigilância de uma floresta ancestral, um homem e o seu filho, que vivem no meio da natureza como se o mundo estivesse numa situação pós-apocalíptica. O guarda florestal vai perceber que a floresta esconde uma ameaça impensável, que toma a forma de seres que não têm nada a ver com os humanos.

Cinema São Jorge – Sala Manoel de Oliveira. 11 de Setembro (Sáb) 18.10 | Cinema São Jorge – Sala Manoel de Oliveira. 13 de Setembro (Seg) 00.00

6. ‘La Dama del Fantaterror’, de Diego López-Fernández

A actriz alemã Helga Liné (n. 1931) instalou-se em Espanha nos anos 50, após ter trabalhado em países como Portugal, tendo deixado o seu nome associado no país vizinho a muitos filmes fantásticos e de terror, como Pánico en El Transiberiano, ao lado de Christopher Lee e Peter Cushing, ou La Venganza de la Momia, com Paul Naschy. Este documentário celebra essa faceta da carreira de Liné.

Cinema São Jorge – Sala 3. 10 de Setembro (Sex) 18.50

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7. ‘Office Killer’, de Cindy Sherman

Este é o único filme de ficção realizado pela fotógrafa e artista visual Cindy Sherman, em 1997, uma comédia negra de terror em que Carol Kane interpreta Dorine Douglas, uma tímida e apagada revisora de uma revista que é mandada trabalhar em part-time para casa. Após matar acidentalmente um colega, Dorine descobre que o homicídio a pode ajudar a combater a solidão.

Cinema São Jorge – Sala 3. 12 de Setembro (Dom) 21.00

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