Os filmes de vingança que influenciaram "Vendeta"

A argumentista/realizadora de "Vendeta", Coralie Fargeat, escolhe os filmes que influenciaram o seu terror de vingança
Revenge
Vendeta
Por Anna Smith |
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Vendeta é a primeira longa-metragem da realizadora e argumentista francesa Coralie Fargeat e está em cartaz esta semana. Um revenge movie polémico e polarizador, considerado "feminista" por uns outros e chamado "misógino" por outros. É a história uma mulher, interpreta por Matilda Lutz, que é violada e deixada para morrer por um grupo de homens de quem acaba por se vingar.

A realizadora falou com a Time Out sobre os filmes que a influenciaram, de Mad Max – As Motos da Morte (1979), de George Miller, e Rambo: A Fúria do Herói (1982), de Ted Kotcheff, a Kill Bill – A Vingança: Vol.1 (2003), de Quentin Tarantino

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Os filmes de vingança que influenciaram "Vendeta"

Rambo: A Fúria do Herói (Ted Kotcheff, 1982)

"O Rambo é vítima de uma grande injustiça e é forçado a tornar-se um guerreiro outra vez. No meu filme, a rapariga, Jen, inicialmente apresenta-se como uma espécie de Lolita sedutora. E os homens ao estão todos muito contentes com ela, mas também acham que isso lhes dá o direito de lhe fazerem o que querem e que vai ser muito fácil verem-se livres dela. Ambos os filmes levam as coisas para um extremo: tiram tudo à personagem principal e exigem que ela renasça."

Mad Max – As Motos da Morte (George Miller, 1979)

"Adoro o facto de o deserto ser um personagem no Mad Max e a forma como o cenário reflecte o que está a passar pela cabeça dos personagens: é o Inferno na Terra. No Vendeta quis criar algo quase sobrenatural. Queria que, de certa forma, o cenário espelhasse a forma como a personagem é emancipada e empoderada. O Fim-de-Semana Alucinante, do John Boorman, também foi uma inspiração, pela maneira como os personagens combatem os elementos."

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Ruptura Explosiva (Kathryn Bigelow, 1991)

"Os filmes da Kathryn Bigelow não me influenciaram directamente, mas ela é uma realizadora inspiradora e criou filmes de acção muito fortes. Ao início nem percebi que o Ruptura Explosiva tinha sido feito por uma mulher. Para mim isso é positivo, apesar de haver filmes que percebes logo que foram feitos por mulheres e isso também ser bom."

Kill Bill – A Vingança: Vol.1 (Quentin Tarantino, 2003)

"Escolhi este porque a heroína se torna uma guerreira icónica, e pelo lado muito visual e hiperreal do filme. Também pela violência, que é excessiva e sangrenta mas que é separada da realidade de tal forma que se torna sustentável – não só é fácil de aguentar, como é entretida e criativa. Tentei fazer mais ou menos o mesmo no Vendeta."

Conversa filmada

Joe Cole
Andy Parsons
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Photograph: Ben Rayner
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Mathew Brazier
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Joaquin Phoenix ainda mal acordou quando abre a janela e começa a fumar. É sábado de manhã em Londres, muito cedo, mais ainda mais para ele, meio abananado pelo jet lag – um homem no seu próprio fuso horário. Na verdade, ele parece estar assim desde que o vimos em Lar, Doce Lar... às Vezes (1989), de Ron Howard, quando tinha apenas 14 anos. É uma anti-estrela de cinema que faz as coisas à sua maneira, sempre um pouco desalinhado e com o mundo a girar à sua volta.

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