Os melhores filmes da Múmia (e o pior de todos)

A nova versão de 'A Múmia' já está nos cinemas. Aqui, relembramos os melhores filmes com este monstro clássico dos estúdios Universal, assim como o pior em que alguma vez apareceu
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O Túmulo de Sangue
Por Eurico de Barros |
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A Múmia apareceu na tela pela primira vez precisamente há 85 anos, no filme homónimo protagonizado pelo lendário Boris Karloff, tendo também já sido interpretada por outro nome maior do cinema, Christopher Lee.

Os melhores filmes da Múmia (e o pior de todos)

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'A Múmia', de Karl Freund (1932)

A génese da Múmia, há 85 anos, deve-se ao produtor da Universal Carl Leammle Jr., que pediu ao jornalista, dramaturgo e argumentista John L. Balderston, que já tinha colaborado em Drácula e em Frankenstein, que escrevesse uma história de terror envolvendo múmias e inspirada na descoberta e abertura do túmulo de Tutankhamon, em 1923, que tinha lançado a moda do Egipto e da egiptologia no Ocidente, e espalhado o mito da “maldição dos faraós”. Balderston havia coberto o acontecimento para um grande jornal americano e baseou-se nele para assinar A Múmia, onde uma expedição arqueológica descobre, nos anos 20, a múmia do sacerdote Imhotep, embalsamado vivo por ter tentado ressuscitar o seu amor proibido, a princesa Ankh-es-an-amon. A leitura de um pergaminho mágico traz Imhotep à vida, e ele vai procurar a reincarnação da sua amada.  O director de fotografia alemão Karr Freund (O Golem, Metrópolis) estreou-se aqui a realizar, e Boris Karloff interpreta a Múmia, num filme sem efeitos especiais e onde o terror nasce da mestria visual de Freund e da presença sinistra de Karloff, que não voltaria a personificar a criatura sobrenatural vinda dos confins da era dos faraós nos cinco filmes seguintes da série, cada um pior que o anterior.

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‘Abbott e Costello e a Múmia’, de Charles Lamont (1955)

Sexto e último filme da primeira série da Múmia, Abbott e Costello e a Múmia é de certeza o pior alguma vez feito com a personagem. Popularíssimo na altura, o duo cómico formado por Bud Abbott e Lou Costello estava a fazer uma série de filmes com os vários monstros da Universal, e a Múmia não faltou à chamada. O filme mete a parelha num Cairo recriado em estúdio e cheio de árabes de opereta, envolvendo-os numa intriga mal amanhada, centrada na múmia do sacerdote Klaris, que guarda a entrada do túmulo da princesa Ara. Muito pobre em riso e ainda mais em terror, esta fita até tem números musicais, e assinala um inglório primeiro fim da linha para a Múmia no cinema.

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‘A Múmia’, de Terence Fisher (1959)

Nos finais da década de 50, a Múmia tinha viajado para Inglaterra e para os Estúdios Hammer, especializados em terror e fantástico, para ser protagonista de mais quatro filmes. Este vago remake da fita original de Karl Freund é o melhor de todos, graças à realização meticulosa e atmosférica de Terence Fisher, e às presenças de Christopher Lee no papel de Kharis, e de Peter Cushing no do arqueólogo John Banning, que lidera a expedição que, no final do século XIX, descobre o túmulo da princesa Ananka, onde também se encontra sepultado aquele. A acção passa-se entre o antigo Egipto e os anos 20 do século passado, e o filme é um dos exemplos mais conseguidos do “estilo Hammer” de terror, caracterizado por conseguir muito efeito com meios limitados e boas ideias cénicas e cinematográficas. Antes de ser a Múmia, Lee tinha interpretado, também para Terence Fisher, Frankenstein e Drácula.

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‘O Túmulo de Sangue’, de Seth Holt e Michael Carreras (1971)

O quarto e último filme da Múmia na Hammer marca a primeira vez em que a personagem muda de sexo. Nesta história baseada marginalmente no livro The Jewel of the Seven Stars, de Bram Stoker, o autor de Drácula, a múmia é agora a maléfica e mágica rainha egípcia Tera, trazida para Inglaterra por uma expedição arqueológica. Valerie Leon interpreta Tera e também Margaret Fuchs, a filha do professor Julian Fuchs (Andrew Keir), que liderou aquela expedição, e que se vê possuída pela rainha, pelo facto do pai lhe ter dado como presente um anel que pertenceu a esta. Este O Túmulo de Sangue é considerado o segundo melhor do filme do quarteto com a Múmia rodado na Hammer, depois de A Múmia, de Terence Fisher. Peter Cushing esteve para interpretar o professor Fuchs, mas abandonou a rodagem logo no início, porque a mulher ficou gravemente doente.   

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‘A Múmia’, de Stephen Sommers (1999)

Dos três filmes da terceira série de A Múmia, os dois primeiros passados entre o Egipto e Inglaterra e realizados por Stephen Sommers, e o terceiro na China e assinado por Rob Cohen, este, o inicial, é o mais potável. Apesar de ter como herói um aventureiro americano, Rick O’Connell, interpretado por Brendan Fraser, a fita mantém  alguns dos elementos-base da história original. Arnold Vosloo é Imhotep, o sacerdote maldito/Múmia, que pretende reviver, nos anos 20 do século passado, a sua amada, a princesa Anck-su-Namun, sendo enfrentado por O’Connell e pelos seus companheiros, onde se incluem a egiptóloga Evie Carnahan (Rachel Weisz), e o seu irmão mais velho, o trapalhão Jonathan (John Hannah). O filme tem uma série de sequências de acção espectaculares e pinceladas de humor, e é servido pelos efeitos digitais da Industrial Light &Magic. Mas mostra um défice de atmosferas de terror clássico das melhores incarnações da Múmia no cinema.  

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