Os melhores filmes de 2018 (até agora)

Nunca é má altura para fazer balanços. Neste caso, dos melhores filmes de 2018, estreados em Portugal até agora
Incredibles 2
Por Editores da Time Out Lisboa |
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É bom fazer balanços. Olhar para trás e pensar no melhor e no pior seja do que for. Neste caso, do cinema. Ainda faltam três meses para o fim de 2018, mas como todos os anos, já se estrearam filmes maus, assim-assim, bons, muito bons e uns quantos que merecem um lugar nos livros, como é o caso de Guerra Fria, do polaco Paweł Pawlikowski, The Incredibles 2 – Os Super-Heróis, a mais recente animação da Pixar, com realização de Brad Bird, O Lamento, do sul-coreano Na Hong-jin, ou Linha Fantasma, do americano Paul Thomas Anderson.

Estes são, por agora, os melhores filmes de 2018.

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Os 15 melhores filme de 2018 (até agora)

Filmes, Drama

Linha Fantasma

Um filme brilhante sobre perfeccionismo obsessivo, amor perseverante e luta pelo poder num microcosmo familiar, comercial e criativo (uma casa de moda de luxo na Londres dos anos 50), rodado por Paul Thomas Anderson com uma elegância, um rigor e um saber cinematográfico clássicos. Daniel Day-Lewis tem aqui o seu derradeiro papel, o excêntrico, mimado, exigente e genial costureiro Reynolds Woodcock, interpretado com a mesma fixação pela excelência no seu ofício que move a personagem que incarna. Vicky Krieps faz a sua nova e determinada amante, modelo e empregada, e Lesley Manville é Cyril, a austera irmã solteirona daquele.

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Filmes, Suspense

15:17 Destino Paris

Aos elaboradíssimos filmes de super-heróis, Clint Eastwood responde com um filme simplex até mais não, sobre heróis inesperados e arrancados ao quotidiano banal: os três amigos americanos, dois deles militares de licença, que estavam de férias na Europa e no dia 21 de Agosto de 2015 impediram um atentado terrorista no comboio Thalys de alta velocidade que ligava Amesterdão a ParisEastwood põe os três a interpretarem-se a eles próprios, reconstrói as suas vidas desde a infância, quando se conheceram na escola, e filma no limite do minimalismo eloquente e da síntese expressiva, dando uma lição de cinema à maneira dos clássicos.

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Filmes, Terror

O Lamento

Um grande, grande filme de terror sobrenatural do sul-coreano Na Hong-jin, e o primeiro dos três deste realizador a estrear-se em Portugal. O Lamento vai ficar para a posteridade como a resposta asiática a O Exorcista, de William Friedkin. É uma história de possessão demoníaca – não de uma pessoa, mas de vários habitantes de uma vila do interior da Coreia do Sul –, investigada por um polícia trapalhão cuja filha foi atingida, em que Hon-jin afeiçoa o horror às características culturais e religiosas da sociedade em que vive.

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A Morte de Estaline
©Ascot Elite
Filmes, Comédia

A Morte de Estaline

Armando Iannucci, criador de séries de sátira política como The Tick of It e Veep, flagela de riso (muito, muito negro) o horror totalitário em A Morte de Estaline. Baseado numa BD francesa. Com Michael Palin, Steve Buscemi e Simon Russell Beale.

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Filmes, Animação

The Incredibles 2 – Os Super-Heróis

No segundo filme animado da super-família Parr, de novo realizado por Brad Bird, há novidades sobre os papéis domésticos do Sr. Incrível e da Mulher-Elástica, bem como sobre os superpoderes do bebé Jack-Jack, de que o realizador aproveita para tirar o máximo rendimento cómico. Em tudo o resto, e felizmente, Bird mantém as qualidades técnicas, estéticas, visuais, narrativas e humorísticas que fizeram do original (datado de 2004) uma das expressões mais altas da animação por computador da Pixar, evitando ainda a tentação de emular, ao seu nível e neste universo específico, os detestáveis filmes de super-heróis da Marvel e da DC. Que, e a propósito, The Incredibles 2: Os Super-Heróis batem em toda a linha.

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Filmes, Drama

Guerra Fria

Vencedor do Prémio de Realização do Festival de Cannes, o polaco Pawel Pawlikowski (Ida, Óscar de Melhor Filme Estrangeiro), conta aqui uma história de amor agitada, acidentada e ziguezaguante entre um homem e uma mulher (a fabulosa Joanna Kulig e Tomasz Kot), vivida do pós-guerra aos anos 60, entre o Leste totalitário e a Europa livre. Inspirando-se na história dos seus próprios país, Pawlikowski filma esta tragédia de um amor ardente em tempos de rigorosa invernia ideológica em apenas 88 minutos, recorrendo a uma banda sonora mesclada de música folclórica polaca, jazz e rock dos inícios, e com uma economia narrativa que só realça ainda mais a alta temperatura das emoções em jogo. Um dos melhores filmes do ano.

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Filmes, Documentários

Gatos

Gatos, gatos, gatos por toda a parte: nas ruas e nas varandas, nos muros e nas caixas de ar condicionado, nas esplanadas e nas lojas. Os gatos fazem parte da paisagem de Istambul, da sua identidade e da essência da cidade, como diz a turca Haroon Adalat no seu documentário Gatos, que se centra em sete das centenas de milhares de felinos que
ali vivem, ouvindo ainda
os seus donos, vizinhos ou quem cuida deles. O que falta em enquadramento histórico-cultural, sobra em esplendor felino.

A Time Out diz
Filmes, Drama

Loveless - Sem Amor

Farto de ouvir os pais, que se vão divorciar, discutirem azedamente um com o outro, e de ser ignorado por eles, como se fosse invisível, Alyosha, de 12 anos, desaparece de casa. Andrei Zvyagintsev, autor de Elena Leviatã e opositor de Vladimir Putin, filma esta história de desamor, egoísmo, desintegração social e aridez emocional e moral como um óbvio correlativo da situação colectiva da Rússia dos nossos dias, e com uma frigidez visual que não deixa dúvidas sobre o pessimismo que o cineasta nutre sobre o estado do seu país

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Olhares Lugares
©DR
Filmes, Documentários

Olhares Lugares

À beira de fazer 90 anos e a perder a vista, Agnès Varda juntou-se ao fotógrafo e artista plástico JR e foram cruzar a França na carrinha/estúdio fotográfico deste, fotografando pessoas a eito e colando os retratos em tamanho gigante nas paredes das suas vilas, casas, quintas ou locais de trabalho. Mas Olhares Lugares é um documentário todo ele de Varda: melancólico e bem-disposto, peripatético, poético e artesanal, partindo dela para os outros, sempre em busca de histórias curiosas, coincidências e insólitos, atraída pelas pessoas comuns e pelas suas histórias e relacionando tudo com o cinema: o seu, o dos outros, ou o da sua geração.

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Filmes, Animação

A Idade da Pedra

Nick Park, criador de Wallace e Gromit e um dos fundadores dos estúdios Aardman, revela, na primeira longa-metragem de animação de volumes que assina sozinho, que o futebol foi inventado na Idade da Pedra. Pondo em confronto no relvado uma equipa de trogloditas e outra da Idade do Bronze, A Idade da Pedra está povoado por uma vasta galeria de personagens hilariantes e é uma cornucópia de gags em jacto contínuo, onde o humor absurdo anda de braço dado com o slapstick clássico. A animação tem, aqui e ali, uma ajudinha do computador, mas no essencial, Park permanece fiel à tradição artesanal que faz a diferença e a fama da Aardman.

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Filmes, Drama

Na Síria

O director de fotografia belga Philippe Van Leeuw filma um grupo de civis trancados num apartamento de Damasco enquanto os perigos da guerra rondam lá fora e ameaçam entrar. A ideia do realizador é dar o ponto de vista dos civis anónimos num conflito, e o filme é vago o suficiente para esta situação poder ser extrapolada para outras guerras noutros países e não se confinar à Síria. Por isso, longe de ser virtuosamente político, propagandista ou "engajado", Na Síria é um filme de terror de alta tensão claustrofóbica e de medo sempre à flor da pele, com a soberba Hiam Abass no papel da mãe de família que mantém o grupo preso em casa unido e protegido.

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Filmes, Terror

Um Lugar Silencioso

A Terra é invadida e devastada por monstros alienígenas cegos mas hipersensíveis ao ruído, e para sobreviver, os humanos têm que se habituar a existir no mais absoluto silêncio, como a família liderada por John Krasinski (que também realiza), numa quinta no interior dos EUA. Partindo desta premissa, Krasinski e os seus co-argumentistas, Bryan Woods e Scott Beck, alinham uma série de situações de suspense esfrangalha-nervos, em que umsimples prego saliente numa escada ou uma inundação numa cave podem ser fatais. Com Emily Blunt, que é mulher de Krasinski, na mãe, e a óptima Millicent Simmonds, que é surda-muda, na filha com a mesma deficiência.

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Filmes, Drama

Frantz

Um dos melhores filmes de François Ozon, sobre um livro pacifista de Maurice Rostand depois levado ao palco e adaptado para o cinema em 1932 por Ernst Lubitsch (O Homem que Eu Matei). O realizador francês acrescenta uma segunda parte à história original,  alterando ainda o ponto de vista da personagem principal, um francês, para a alemã. Frantz é um drama sobre o perdão e a mentira, e sobre o peso da dor pelos mortos queridos, passado logo após a I Guerra Mundial, entre a Alemanha e a França. Nos papéis principais, Pierre Niney e Paula Beer são formidavelmente tocantes. Ozon mantém à distância qualquer manifestação melodramática e filma com parcimónia de intimidades, num preto e branco austero com assomos de cor para enfatizar picos emocionais do enredo.

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Filmes, Drama

O Workshop

Vencedor do Festival de Cannes em 2008 com A Turma, sobre um professor e os seus alunos de um liceu “difícil” de Paris, o francês Laurent Cantet, a escrever de novo com Robin Campillo, volta a juntar aqui um adulto e jovens que estão a tactear o seu caminho no mundo (uma escritora de policiais que faz um workshop de escrita com adolescentes de La Ciotat, em Marselha), usando-os para expor as divisões, medos e tensões da França contemporânea. Um filme muito bem escrito, que finta simplificações de caracterização e situação, e foge a julgamentos apressados e moralismos reconfortantes.

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Filmes, Drama

Western

Um grupo de operários alemães vai erguer uma central hidroeléctrica numa zona remota da Bulgária, que confina com a Grécia. Em vez de desenvolver um enredo à base de lugares-comuns sentimentais, de confrontação ou de estereotipação nacional e política, bem como de metáforas prontas-a-usar sobre a Europa de hoje, a realizadora Valeska Grisebach faz um filme sobre o esforço - nem sempre fácil, espontâneo ou correspondido - de entendimento, comunicação e convívio entre seres humanos. O elenco é quase todo composto por amadores, muitos deles recrutados no local em que Western foi rodado, com destaque para o ex-feirante Meinhard Neumann) no principal papel masculino.

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Filmes, Drama

Sicário – Guerra de Cartéis

O italiano Stefano Solima (SuburraGomorra) substituiu Denis Villeneuve a realizar esta continuação de Sicário-Infiltrado, e a personagem de Emily Blunt foi descartada. Mas tudo o resto continua no lugar, incluindo a visão desapiedada do argumentista Taylor Sheridan sobre a sangrenta e amoral guerra fronteiriça entre os cartéis da droga mexicanos, agora a traficar imigrantes clandestinos em vez de cocaína, e sobretudo as personagens de Josh Brolin e Benicio del Toro, os homens frios e duros das operações clandestinas, que desta vez revelam mais alguma humanidade e sentido de honra do que seria de esperar. 

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Ant-Man ve Wasp
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Filmes, Acção e aventura

Homem-Formiga e a Vespa

Peyton Reed é repetente na realização desta nova aventura do Homem-Formiga, ainda melhor que o primeiro filme homónimo, de 2015. Paul Rudd volta a interpretar este super-herói da Marvel, agora emparceirando com a Vespa (Valentine Lilly) numa vertiginosa e jubilatória aventura que envolve que envolve combates com vilões normais e uma super-vilã fantasmática, um mergulho em profundidade no mundo quântico e perseguições com automóveis de vários tamanhos, tudo numa jigajoga entre o micro e o macro, o muito pequeno e muito grande, a miniaturização e a amplificação de pessoas, animais e objectos, nomeadamente o prédio do laboratório do genial Dr. Pym (Michael Douglas). Homem-Formiga e a Vespa é o melhor, mais bem esgalhado, mais divertido e mais dinâmico filme de super-heróis do Verão, e deste ano. Também com Michelle Pfeiffer, Laurence Fishburne e Michael Peña.

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Juliet, Nua
©DR
Filmes, Comédia

Juliet, Nua

Uma comédia romântica como deve ser, baseada no livro de Nick Hornby e realizada por Jesse Peretz, que tocou na banda indie The Lemonheads e já realizou um ramalhete de bons filmes cómicos. Ethan Hawke, Rose Byrne e Chris O'Dowd, todos excelentes, formam o triângulo amoroso desta fita deliciosa, amena e muito bem escrita, que mexe com música, com cromos da música, com conhecimento enciclopédico da dita e com personagens paradas na vida e acomodadas nas suas relações sentimentais, que têm que tomar decisões que podem novo ânimo às suas existências. Em Juliet, Nua, a comédia é gozona sem ser ofensiva ou cruel e o drama é tangível sem precisar de ser extremado, as personagens nunca são reduzidas a clichés nem despidas de humanidade, e Peretz farta-se de tirar dividendo risonhos dos nerds da cultura pop (no caso vertente, os maluquinhos do indie rock).

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Filmes, Drama

A Balada de Adam Henry

Depois de Na Praia de Chesil, Ian McEwan volta a assinar aqui o argumento de um filme baseado num livro de sua autoria. Emma Thompson brilha no papel de Fiona Maye uma juíza que tem em mãos o caso de um adolescente com leucemia que, por ser Testemunha de Jeová, recusa a transfusão de sangue que lhe poderá mudar a vida. Mas o verdadeiro tema da fita é a repressão emocional e a desumanização íntima de Maye, que se deixou monopolizar pelo trabalho, secou a sua vida conjugal e pessoal e impediu de ter filhos. Também com Stanley Tucci, Fionn Whitehead e Jason Watkins no fiel e zeloso assessor da juíza.

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Mais cinema

Taxi Driver
©DR
Filmes

50 dos melhores filmes clássicos de sempre

Comédias e westerns, policiais e melodramas, ficção científica e fantástico, sem esquecer o musical, fazem parte desta lista de melhores filmes clássicos. Nela encontramos obras de realizadores como Buster Keaton, Fritz Lang, Ingmar Bergman, John Ford, Howard Hawks, Federico Fellini, François Truffaut, Jean-Luc Godard, Luchino Visconti ou Martin Scorsese, entre muitos, muitos outros. São 50 fitas mas podiam ser muitos mais, e este pode ser também o início de uma colecção de grandes obras do cinema mundial em DVD. Ou ainda uma lista para orientação no YouTube, onde se encontram vários destes títulos em boas cópias.

Filmes

Os 100 melhores filmes de terror de sempre

O cinema de terror é incompreendido e alvo de virulentos ataques críticos. Para alguns, os filmes de terror são pouco melhores do que pornografia, preocupando-se apenas em gerar uma reacção no público e sem tempo a perder com aspirações mais elevadas. Para outros, são filmes que se vêem bem, engraçados até: uma oportunidade de gritar e/ou rir dos pesadelos alheios. Mas quem presta atenção reconhece que a história do terror é uma história de inovação e inconformismo cinematográfico, um lugar onde ideias perigosas podem ser exprimidas, técnicas radicais exploradas, e onde realizadores afastados da corrente dominante conseguem ter impacto cultural. Os críticos da Time Out elegeram os 100 melhores filmes de terror de sempre. 

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Filmes

Os 100 melhores filmes de comédia de sempre

Qualquer lista de melhores filmes de comédia de sempre é discutível (mas qual é que não é?), que isto do humor varia muito de pessoa para pessoa. Então como é que se escolhem os melhores? Com seriedade e abrangência. Mais concretamente, falando com peritos, desde cómicos a actores, realizadores e escritores.  Desde películas clássicas a outras mais recentes e de sucessos de bilheteira a filmes mais experimentais, por assim dizer, estas comédias são fonte contínua de gargalhadas ou sorrisinhos sarcásticos, tanto faz, perante a imaginação cómica ou o puro disparate transformado em arte de fazer rir.

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