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Alien

Os melhores filmes de aliens

Há décadas que ETs de todos os tamanhos e feitios invadem os nossos ecrãs. Estes são dez dos melhores filmes de aliens

Por Editores da Time Out Lisboa
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Praticamende desde que há cinema que há filmes com extra-terrestres. Encontramo-los, por exemplo, na Viagem à Lua de Georges Méliès, rodada em 1902, e continuamos a vê-los hoje, em filmes de todos os tamanhos e orçamentos. Elencar os melhores filmes de aliens de sempre é, também, listar alguns dos melhores filmes de ficção científica da história, desde clássicos como O Dia em que a Terra Parou (1951), de Robert Wise, a películas mais recentes como O Primeiro Encontro (2016), de Denis Villeneuve, passando por marcos como Alien – O 8.º Passageiro (1979), de Ridley Scott, ou E.T. – O Extra-Terrestre (1982), de Spielberg.

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Os melhores filmes de aliens

O Dia em que a Terra Parou (1951)

O realizador Robert Wise ajudou a definir várias regras da ficção científica neste clássico do género, quer pela utilização do teremim na banda sonora de Bernard Herrmann, como pelo arquétipo do disco voador extre-terrestre, ou ainda o icónico robô gigante, Gort. Todavia, o centro do argumento é o dilema do costume: como responde a humanidade à visita de extra-terrestres. E a resposta é também a que era costume (pelo menos até E.T. – O Extra-Terrestre): disparar primeiro, mesmo que a chegada do humanóide Klaatu seja um aviso para a ameaça que o desenvolvimento nuclear da Terra constitui para o resto da galáxia.

A Guerra dos Mundos (1953)

Orson Welles já tinha aterrorizado a América com a sua adaptação radiofónica muito antes do produtor George Pal levar pela primeira vez ao cinema o romance escrito em 1889 por H.G. Wells. A versão pós-11 de Setembro de Steven Spielberg, em 2005, é, sem dúvida, um mais espectacular e particularmente destrutivo espectáculo, mas no filme de Haskin encontra-se algo mais insidiosamente arrepiante na concepção dos invasores e das suas naves vomitando raios mortais sobre os terráqueos e as suas propriedades. E a ideia de um verdadeiramente implacável e de todo desprovido de remorso agressor extra-terrestre aqui introduzida é um elemento-chave para todas as histórias de ataque vindas do espaço entretanto criadas.

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O Homem Que Veio do Espaço (1976)

Esta divagação em forma de psicodrama é, de certa forma, o último verdadeiro filme de ficção científica da década de 70, antes do pêndulo cair para o lado das heróicas sagas espaciais e estas ocuparem todo o espaço. Dirigido por Nicolas Roeg e protagonizado por David Bowie (no papel do titular extra-terrestre), é um filme cheio de sonhadores à procura de um propósito para a vida, que, em sua vez, encontram a televisão, armas, álcool e inércia. E este tom resignado permite o nascimento de um romance tão improvável como a necessidade de encontrar água no deserto que dá o mote ao entrecho.

Encontros Imediatos do 3º Grau (1977)

Para aqueles que não acreditam em nenhum grande e barbudo espírito celeste, a descoberta de vida extra-terrestre deve ser o mais comparável que existe com uma experiência religiosa. Se é esse o caso, então Encontros Imediatos do 3º Grau é o Velho Testamento. Com a excepção de E.T., este filme de Steven Spielberg é uma das suas declarações cinematográficas mais pessoais. O protagonista, aqui, é um adolescente crescido, já pai de família, incapaz de tomar uma decisão racional entre as suas ambições e a sua responsabilidade. Possuído por uma pulsão que não compreende, o anti-herói Roy Neary (Richard Dreyfuss) dá cabo da vida e fica à beira da loucura antes de descobrir a fonte das suas visões e prosseguir o seu desejo egoísta.

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Alien – O 8.º Passageiro (1979)

O espaço nem sempre é lugar de glamorosas viagens através das galáxias, descobrindo planetas e andando na marmelada com gentis e sulfurosas meninas extra-terrestres de múltiplos seios. O espaço pode igualmente ser… apenas mais um local de trabalho. E é o que é, neste assustador épico de horror criado por Ridley Scott, assombrado por uma criatura viciosa e cheia de baba. Alien – O 8.º Passageiro é um filme carregado de grotesco, aqui e ali polvilhado pelo imaginário freudiano com as suas criaturas fálicas e os seus ovos pulsantes… Por outras palavras: é uma lição de suspense cinematográfico abrilhantada pela arte da monstruosidade, criada por H.R. Giger com uma criatura saída de um pesadelo gótico que não deixa ninguém indiferente passados todos estes anos.

Veio do Outro Mundo (1982)

A sequência de abertura de Veio do Outro Mundo é imbatível, com o helicóptero voando rasante sobre uma estação de pesquisa científica norte-americana na Antártida e a sua tripulação de cientistas noruegueses disparando nervosamente sobre um cão que corre na planície gelada como se de uma singela cena de caça se tratasse. No entanto, vai-se a ver, e o cão é, de facto, um organismo parasita extra-terrestre, capaz de imitar qualquer forma de vida, que matou os cientistas americanos um a um. John Carpenter prolonga esta visceralmente tensa paranóia ao longo de toda a película, e Kurt Russell lidera um elenco de completamente críveis trabalhadores científicos aborrecidos de morte naqueles confins e mais ou menos a caminho da loucura.

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E.T. – O Extra-Terrestre (1982)

Diz a lenda que nas filmagens de Encontros Imediatos de 3º Grau, François Truffaut sugeriu a Spielberg que o seu próximo trabalho devia ser algo de pessoal e honesto como “um pequeno filme sobre crianças”. Quando o cineasta francês, continua a lenda, soube que essa película familiar envolvia um alienígena perdido, partiu-se a rir – longe de saber como E.T. – O Extra-Terrestre se tornaria o filme mais bem sucedido de sempre. Eventualmente, a obra tornou-se vítima do seu próprio êxito, pois todos aqueles brinquedos amorosos e T-shirts com “phone home” estampados ajudaram a esquecer como, realmente, este é um filme de pequena escala, concentrado na humanidade das personagens e no seu sentido de solidariedade.

O Predador (1987)

Dizia-se que depois de Rocky IV, tendo levado ao tapete todos os seus oponentes humanos, só restava a Sylvester Stallone lutar com extra-terrestres. O que deu aos irmãos argumentistas Jim e John Thomas uma ideia… E, com Stallone envolvido em Rocky V, coube a Arnold Schwarzenegger ocupar o papel de Dutch, o duro militar que, com a sua equipa de mercenários de elite, se embrenha na selva latino-americana em missão de salvamento de um grupo de reféns, antes dos terroristas que os aprisionavam perceberem que esse era o menor dos seus problemas.

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ETs in da Bairro (2011)

Quando Joe Cornish estreou este filme atafulhado de ideias meio maradas, muitos críticos fizeram questão de assinalar o que entendiam como uma tendência para o mau gosto da “baixa cultura” das ruas, pois as principais personagens, diziam, não são heróis, antes criminosos sem apelo nem agravo. O que é verdade e é confirmado logo na primeira cena de um particularmente violento assalto. Mas era isso mesmo que o realizador queria questionar: ao representar a juventude inglesa com um bando de rufias de navalha no bolso, não só se criminaliza uma geração inteira, como arriscamos o futuro. E sabe-se lá se não vamos precisar do seu auxílio em caso de invasão extra-terrestre.

O Primeiro Encontro (2016)

Cinematografia em grande escala incrustada por pequenos momentos humanos, O Primeiro Encontro é o tipo de ficção científica cerebral que permitiu a Denis Villeneuve apresentar um trabalho da dimensão de, por exemplo, Blade Runner 2049. Aqui, o realizador casa o intelectualismo de Kubrick com o coração de Spielberg numa pungente e simples história de comunicação, família e a necessidade de encontrar um caminho comum face a uma catástrofe. Assim, enquanto o mundo especula se a gigantesca nave extra-terrestre vai abrir as portas do inferno, as aptidões linguísticas da personagem de Amy Adams servem de ferramenta para o entendimento do propósito dos visitantes, apelando a menos medo e menor angústia, mais calma e capacidade de compreensão por parte dos líderes mundiais. O que é uma mensagem a ter em conta nos dias de hoje.

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