Kate Winslet
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Os melhores filmes de Kate Winslet

Com 'A Montanha Entre Nós' nos cinemas esta semana e 'A Grande Roda', de Woody Allen, a chegar, esta é a oportunidade ideal para recordar alguns dos melhores papéis de Kate Winslet no cinema

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Aos 42 anos, a inglesa Kate Winslet já tem 23 de carreira no cinema, desde que se estreou pela mão de Peter Jackson, em 1994, no filme de culto 'Amizade Sem Limites'. Eis oito dos seus papéis mais marcantes

Os melhores filmes de Kate Winslet

‘Amizade Sem Limites’, de Peter Jackson (1994)

Peter Jackson deu a Kate Winslet o seu primeiro papel no cinema, e o filme, baseado em factos reais ocorridos na Nova Zelândia, enviou-a de imediato para o primeiro plano da cena internacional. Winslet, que tinha 19 anos na altura, é Juliet Hume, uma jovem inglesa cuja família se instala naquele país e se liga de amizade com uma colega de escola, Pauline Parker (Melanie Lynskey). Ambas partilham um admiração fanática pelo cantor de ópera Mario Lanza e pelo actor James Mason, e têm imaginações hiperactivas. Winslet vai do devaneio romântico à histeria homicida neste filme de culto em que Jackson visualiza as fantasias das raparigas entre o pastoral e o grotesco.

‘Sensibilidade e Bom Senso’, de Ang Lee (1995)

Depois de a ter visto em Amizade Sem Limites, Ang Lee estava com medo que Kate Winslet não fosse a actriz indicada para personificar a delicada e romântica Marianne Dashwood, a irmã do meio das três Dashwood, nesta adaptação do romance de Jane Austen. Mas a jovem actriz saiu-se magnificamente da tarefa, mesmo estando rodeada por colegas com muito mais traquejo, caso de Emma Thompson, Alan Rickman, Hugh Grant e de vários intérpretes veteranos. A sua frágil e graciosa Marianne é uma das coisas mais memoráveis deste filme cheio de qualidades, tendo-lhe dado a primeira das suas seis nomeações ao Óscar, aqui o de Melhor Actriz Secundária.

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‘Titanic’, de James Cameron (1997)

Se a loura e louçã Kate Winslet já tinha provado que era uma actriz de primeira água nos filmes anteriores, Titanic deu-lhe a oportunidade de revelar que era também uma estrela. E uma estrela a quem nem sequer o mais trágico naufrágio de todos os tempos filmado a uma escala colossal, conseguia atirar para segundo plano. O par romântico que ela forma aqui com Leonardo DiCaprio entrou para a história do cinema, e a sua Rose não é apenas o interesse amoroso passivo do Jack de DiCaprio, já que Winslet lhe insufla personalidade, paixão, subtileza e coragem. De tal forma, que foi nomeada para o Óscar de Melhor Actriz, enquanto que DiCaprio ficou a ver navios.

‘O Despertar da Mente’, de Michel Gondry (2004)

Mais uma mudança radical de registo e de género para Kate Winslet, nesta comédia dramática de ficção científica saída da mente tortuosa de Charlie Kaufman, para a realização fantasista de Michel Gondry. Winslet é Clementine, a extrovertida e gaiata ex-namorada do tímido e amargurado Joel, interpretado por Jim Carrey. A história envolve a possibilidade de as pessoas, graças à tecnologia, poderem apagar as memórias que têm umas das outras, e Kate Winslet chama um figo à sua Clementine, mostrando, através da personagem, que não só consegue ser cómica e extravagante, como também expressar anseio e insegurança amorosa, fazendo rir e comovendo no mesmo embrulho.

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‘Romance & Cigarros’, de John Turturro (2005)

Este musical “operário”, desbragado e nova-iorquino, assinado por John Turturro, é muito melhor do que a reputação de que goza. Mas mesmo que fosse um filme descartável, teria sempre o papelão de Kate Winslet na figura da sexualmente incandescente Tula, uma rapariga inglesa empregada de uma sex shop, cronicamente aluada e envolvida com a personagem de James Gandolfini, um homem casado e pai de filhos, a quem deu a volta à cabeça, ao ponto de este escrever poemas dedicados a partes íntimas da amante. Já conhecíamos a Winslet doce e romântica. Em Romance & Cigarros, somos apresentados à Winslet vulcão sexual e carnalmente hiperactiva.

‘Revolutionary Road’, de Sam Mendes (2008)

O reencontro de Kate Winslet com Leonardo DiCaprio deu-se neste filme infinitamente menos espectacular, mas mais substancial, em termos dramáticos, do que Titanic. Eles interpretam April e Frank Wheeler, um característico casal suburbano americano dos anos 50, com dois filhos. Frank não está contente com o emprego e April desistiu de ser actriz para ficar a cuidar da casa e das crianças. O ponto de fuga de ambos da sua rotina profissional, doméstica e familiar tem um nome: Paris. E é April quem tem a ideia. Winslet sobressai mais uma vez neste retrato de uma mulher insatisfeita e que ainda não perdeu a esperança de concretizar os seus sonhos de juventude.

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O Deus da Carnificina’, de Roman Polanski (2011)

A dramaturga Yasmina Reza é exímia nas “tragédias da banalidade” e adaptou ao cinema, em colaboração com Roman Polanski, que também realizou, esta peça de sua autoria sobre dois casais nova-iorquinos da classe média cujos filhos tiveram um conflito na escola, e que se encontram para falar sobre o sucedido. Kate Winslet interpreta a neurótica e ríspida Nancy Cowan, a mãe do miúdo agressor. E à medida que o caldo se vai entornando entre os casais (os outros actores são Christoph Waltz, John C. Reilly e Jodie Foster) e a agressividade aumentando, Winslet leva gostosamente ao extremo as características que deixava adivinhar na sua personagem.

‘Steve Jobs’, de Danny Boyle (2015)

O protagonista deste retrato do falecido guru da Apple durante o lançamento, entre 1984 e 1998, de três produtos da sua empresa, é Michael Fassbender. Aqui morena e feiosa, Kate Winslet personifica a sua competentíssima, paciente e sofredora mas fiel directora de marketing, Joanna Hoffman, que acumulava essa função com a de grilo falante e confidente de Steve Jobs. Apesar de não estar em cena durante grandes bocados do filme, Winslet consegue fazer-nos sentir a importância fundamental de Hoffman, quer pessoal e profissionalmente para Jobs, quer para o bom funcionamento da Apple. O exemplo de como ter uma interpretação de primeiro plano numa personagem (aparentemente) secundária.

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