Os melhores filmes para o Halloween

Descubra quais os melhores filmes para um bom programa de Halloween. Melhores, neste caso, quer dizer mais assustadores
La matanza de texas
Texas Chainsaw Massacre
Por Editores da Time Out Lisboa |
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Quem diz Halloween diz cinema de terror, e quem diz cinema de terror diz John Carpenter, Tobe Hooper e Dario Argento, entre outros mestres do género. Claro que é possível fazer uma lista alusiva à época mais abrangente, até com filmes para toda a família, mas não é isso que aqui se quer. Estes são os dez melhores filmes para se arrepiar no dia das bruxas e não só, de Massacre no TexasHalloween – O Regresso do Mal. Porque a noite de 31 de Outubro pede uma boa sessão de cinema de nos fazer tapar os olhos de medo.

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Os dez melhores filmes para o Halloween

1

Massacre no Texas

Massacre no Texas é uma sátira implacável da luta de classes em versão americana (a sobrevivência do mais forte, ou pelo menos do mais faminto). A situação habitual nestes filmes de terror em que a aventura de um grupo de adolescentes longe da civilização acaba por correr horrivelmente mal é aqui levada ao extremo. Em síntese: encontram um grupo de talhantes dementes que os perseguem com serras eléctricas e outros acessórios. Com o passar do tempo, tornou-se claro que o filme de Tobe Hooper é uma das obras-primas mais negras dos anos 70. E um dos melhores filmes de terror de sempre.

2

Suspiria

Suspiria não tem muito que contar em termos de intriga. Uma ingénua americana, Suzy, interpretada por Jessica Harper, demora a perceber no que é que se meteu – que a escola de ballet que frequenta na Alemanha é uma fachada para as actividades de um grupo de bruxas. Todavia, a forma arrojada como o realizador Dario Argento, o mestre incontestado do cinema de terror em italiano, utiliza a cor e a música nesta elegantemente coreografada dança de morte, mais do que compensam o guião esquemático. Sem dúvida uma tentativa de fazer o filme mais assustador de sempre sem quaisquer outras preocupações. 

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3

Alien – O Oitavo Passageiro

As pessoas lembram-se da componente visual do filme. Uma nave espacial encontrada no espaço com estranhos ovos lá dentro. Um organismo a saltar do interior de um deles e a agarrar-se a um dos exploradores do cenário, deixando-o em coma. Nuvens de poeira suspensas no ar. Uma atmosfera carregada de intimações de coisas más. Mas Alien – O Oitavo Passageiro, de Ridley Scott, vai mais longe. É também um filme revolucionário, ao transformar uma mulher, a Ripley de Sigourney Weaver, numa das mais icónicas figuras do cinema de acção, dentro ou fora da ficção científica. E, claro, ao pôr os homens grávidos de monstros...

4

Poltergeist

O cenário é uma paisagem suburbana semelhante à de ET: O Extraterrestre, só que desta vez a presença sobrenatural no meio da família tradicional não é um simpático alien mas sim uma ameaça inesperada. Se quisermos resumir a história numa frase, seria esta: a sua televisão vai comê-lo. Dirigido por Tobe Hooper, também o autor de Massacre no Texas, Poltergeist é um comentário ácido ao materialismo americano mascarado de filme de terror. Steven Spielberg produziu e esteve envolvido em todo o processo, os efeitos especiais foram pioneiros e são ainda hoje excelentes. Mas o susto mais inesquecível é provocado por métodos mais tradicionais: um palhaço de brinquedo possuído por espíritos malignos.

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5

Veio do Outro Mundo

É chegado o momento, olhando para trás, de reconhecer que, na filmografia de John Carpenter, Veio do Outro Mundo (The Thing, na versão original) acabou por ultrapassar Halloween e O Nevoeiro como o pico artístico assustador. Remake de um filme homónimo de 1951 (por sua vez baseado num livro de John W. Campbell, Who Goes There), a versão de Carpenter é brilhantemente paranóica. Ainda por cima esta história de terror passada nas neves remotas da Noruega tem alguns dos efeitos especiais mais impressionantes (também na acepção de repugnantes) jamais vistos no cinema, cortesia do génio Rob Bottin.

6

A Parada dos Monstros

Além de um filme de terror, A Parada dos Monstros (Freaks, no original) é uma terna e humaníssima história de amor e traição. O realizador, Tod Browning, que no seu tempo fugiu da escola para se juntar a um circo ambulante, reúne uma colecção de bizarras criaturas (e também soberbos actores) para contar como a linda trapezista Cleo (Olga Baclanova) casa com o anão Hans (Harry Earles) pelo seu dinheiro e o envenena na primeira oportunidade. Browning narra a vida na estrada com grande afeição e sentido de humor, como se pode ver na cena em que um homem casa com uma irmã siamesa, mas é incapaz de suportar a outra.

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7

Shining

Shining é um filme icónico, uma obra-prima de assassinato e claustrofobia. Mas, diga-se desde já que Stephen King, autor do romance aqui adaptado, não ficou nem um bocadinho impressionado, pois, segundo afirmou, Stanley Kubrick, além de céptico em relação a fantasmagorias, era homem que pensava demais e sentia pouco. Para King, o cineasta tinha extirpado os elementos sobrenaturais da história, ao caracterizar Jack Torrance (Jack Nicholson) como torturado pelo alcoolismo e não por fantasmas. Para outros, provavelmente a maioria, a obra de Kubrick é um arrepiante estudo sobre o caminho para a insanidade e a frustração do falhanço.

8

28 Dias Depois

Cada geração tem os zombies que merece. E, segundo Danny Boyle, os desta geração estão carregadinhos de raiva. Senão vejamos: um grupo de militantes pela libertação dos animais liberta de um laboratório chimpanzés infectados por um vírus fatal, doença que rapidamente se espalha pela população do Reino Unido transformando as pessoas em zombies tarados. Um mês depois deste acontecimento, num hospital londrino, Jim, um ciclista estafeta, acorda do seu estado de coma para encontrar a cidade envolvida num estranho e profundo silêncio. Daqui em diante, cenas há de arrepiar a espinha, como aquela em que um bando de ratos foge aterrorizado pela autêntica maré de mortos-vivos que os persegue. Mas o verdadeiro terror chega quando Jim e o bando de sobreviventes que encontrou procura assegurar a sua segurança juntando-se a um grupo de soldados barricados numa mansão.

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9

O Exorcista

Passando dos barulhentos bazares do Iraque para as ruas sossegadas de Georgetown através de sequências preenchidas por pedaços de sonhos e comovente e crível drama humano, William Friedkin criou um filme de terror singular: brutal e belo, artístico e especulativo, explorando estranhos conceitos religiosos em confronto com o desejo de precisão científica do cientista agnóstico. E não se deixem enganar, pois apesar de pejado de ideias fartamente discutidas nos meios científicos e religiosos e capaz de um poder de observação extremo sobre os sentimentos humanos, O Exorcista é um verdadeiro filme de terror, já que o seu propósito é sempre chocar, assustar, horrorizar o mais possível o espectador – ou alguma vez a corrente se viu uma cena mais perturbadora do que a do crucifixo?

10

Halloween – O Regresso do Mal

Alguns snobes gostam de apontar que foi Uma História de Natal, de Bob Clark, que deu início ao subgénero slasher, porém foi este estrondoso êxito de John Carpenter (isto é, 70 milhões de dólares de receita para um orçamento de 300 mil dólares) que confirmou e cimentou o potencial destes filmes. Portanto, esqueçam-se todos os mascarados ambiciosos com uma catana na mão à solta nos subúrbios que vieram depois, e observem-se os movimentos de câmara criados por Carpenter, a cuidada elaboração das sombras num quase sofisticado claro-escuro, a presença do vilão que Michael Myers interpreta como um assassino tão eficaz como o tubarão em Tubarão, para verificar como, quatro décadas depois, o filme permanece à beira da perfeição.

Tenha medo, muito medo

Chalet Biester
©DR
Coisas para fazer, Caminhadas e passeios

Lisboa assombrada: os espíritos andam aí

Está alguém aí? É esta a pergunta chave da ficção de terror e uma das palavras a evitar em casas assombradas da vida real (nos filmes costuma ser tiro e queda). Do centro de Lisboa a Sintra, fizemos um roteiro especial de sítios que podem ser considerados impróprios para almas mais assustadiças.

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