“Soubesse eu escrever que não estava com demoras.” As palavras foram proferidas em finais do século XIX pelo operário tabaqueiro Custódio Gomes, após uma recusa de um jornal em publicar uma notícia sobre as condições de vida destes operários. O jornal A Voz do Operário nasceu pouco tempo depois, em 1879. Hoje o edifício da rua com o mesmo nome alberga uma escola e o fantasma de Custódio faz a sua vida no salão de festas da instituição. Consta que ele gostava tanto do projecto que se recusou a deixá-lo. Abre as cortinas do palco, as janelas para arejar o ambiente e só vagueia pelos corredores durante a noite, quando estão vazios. Não vá alguma criancinha fazer xixi nas calças.
Está alguém aí? É esta a pergunta-chave da ficção de terror e uma das frases a evitar em casas assombradas da vida real (nos filmes costuma ser tiro e queda). Mais vale não arriscar, mesmo que não acredite em bruxas, porque, como se costuma dizer... “que las hay, las hay”. É a pensar nisso, aliás, que lançamos o desafio: visitar Lisboa assombrada, mas não só. Fizemos um roteiro especial de sítios que podem ser considerados impróprios para almas mais assustadiças, do centro da capital até Sintra. Mesmo que estejam cheios de gente, os fantasmas, os espíritos, vagueiam à socapa e nenhum virar de esquina é totalmente seguro.
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