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The Bridges of Madison County, best and worst Clint Eastwood movies

Os melhores filmes românticos

Feitos em Hollywood, na Europa ou na Ásia, felizes ou trágicos, mas sempre amorosos, eis os melhores filmes românticos.

Por Editores da Time Out Lisboa
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Rodados em Hollywood ou em vários países europeus, na China do pós-guerra ou em Hong Kong, estes 50 filmes têm em comum o facto de estarem subordinados ao tema do amor e pouco mais. A acção decorre em diferentes épocas e momentos, há histórias dramáticas, cómicas, trágicas e muitas que não são bem uma coisa nem outra. O amor nem sempre triunfa. Ainda assim, estes são alguns dos melhores românticos de sempre, desde O Atalante, realizado em 1930 por Jean Vigo, até ao mais recente Amor de Improviso, de Michael Showalter.

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Os melhores filmes românticos

1. 'O Atalante', de Jean Vigo (1934)

Quando Jean tem uma visão de Juliette a dançar sobre a água, isto é amor. E sonho, que vem sempre junto, mas vê-se melhor no ecrã do que na realidade. Sendo um mestre da manipulação plástica, Jean Vigo fez de O Atalante, como já se disse e repetiu, um filme que não é deste mundo, com a sua história de amor circulando entre a espiritualidade e a sensualidade, vagueando entre a seriedade do argumento e a estranheza da cinematografia, a doçura e a agressividade a surgirem simultâneas das interpretações de Dita Parlo e Jean Dasté.

2. 'Uma Noite Aconteceu', de Frank Capra (1934)

“Vou fazer parar um carro, e não vou usar o polegar!” A frase de Claudette Colbert introduz a cena mais famosa deste clássico de Frank Capra, em que o uso estratégico de uma saia e de uma perna resolvem a urgência de transporte naquele momento. Uma Noite Aconteceu é a comédia romântica original de Hollywood, aquela que criou o modelo para este género, apesar do escândalo que provocou na altura precisamente por causa da cena acima descrita. Mas a popularidade desta história de uma herdeira em fuga e de um repórter de princípios duvidosos (Clark Gable) revelou-se mais forte e o escândalo foi rapidamente perdoado.


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3. ‘Cais das Brumas’, de Marcel Carné (1938)

Escrito por Jacques Prévert com base no livro de Pierre McOrlan, este filme de Marcel Carné é um expoente do realismo poético francês. O grande Jean Gabin e a belíssima Michèle Morgan interpretam o casal de apaixonados que o destino junta como que apenas para depois contrariar, entre o frio e o nevoeiro do porto do Havre nesta fita melancólica, atmosférica e, finalmente, trágica.

4. ‘E Tudo o Vento Levou’, de Victor Fleming (1939)

O que seria desta epopeia de época se não fosse a complicada, ardente e acidentada história de amor entre a Scarlett O’Hara de Vivien Leigh e o Rhett Butler de Clark Gable que a atravessa? Isto sem falar nos subenredos românticos que percorrem toda a história, envolvendo Scarlett e também várias outras personagens principais. O vento levou muita coisa, mas não o romance.

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5. 'A Loja da Esquina’, de Ernst Lubitsch (1940)

Esta comédia romântica é uma das obras-primas de mestre Lubitsch, ambientada em Budapeste. James Stewart e Margaret Sullavan interpretam dois empregados da mesma loja de artigos em pele que não se podem ver um ao outro, mas não sabem que são correspondentes anónimos cuja amizade e admiração um pelo outro, expressa por via epistolar, se está a transformar em amor.

6. 'Casamento Escandaloso', de George Cukor (1940)

Outro clássico que não envelhece e que, pelo contrário, e tal como um bom vinho, só ganha com o passar do tempo. Esta comédia romântica dirigida com mão cirúrgica e inspiradíssima pelo grande George Cukor é também uma sátira infernal com momentos saborosamente avinagrados. Katharine Hepburn interpreta uma senhora da sociedade dividida entre dois pretendentes, Cary Grant e James Stewart. Mas Hepburn é sobretudo uma presença contagiante, carregada de ironia proto-feminista e diante da qual mesmo actores do calibre de Grant e Stewart se aproximam com prudência.

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7. 'Casablanca', de Michael Curtiz (1942)

Casablanca é uma espécie de mito cinematográfico que ninguém se atreve a repetir. É o mais romântico, altruísta e humanista dos filmes, e ao mesmo tempo um eficaz pedaço de propaganda dominada pela visão artística do seu realizador, Michael Curtiz. Uma obra pela qual o estúdio dava pouco mais de um tosto, mas pela qual Humphrey Bogart, Ingrid Bergman, Paul Henreid e todos os outros actores serão para sempre recordados.

8. ‘Breve Encontro’, de David Lean (1945)

Uma mulher casada e insatisfeita, um homem solteiro, uma relação adúltera, uma estação de comboios, um encontro marcado para um discreto e derradeiro adeus. A Inglaterra a preto e branco do pós-guerra imediato é o cenário para este filme púdico, delicado e dolorosamente realista de David Lean, interpretado por Celia Johnson e Trevor Howard e baseado numa peça de Noel Coward.

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9. 'Caso de Vida ou Morte', de Michael Powell e Emeric Pressburger (1946)

Michael Powell e Emeric Pressburger tinham para esta estonteante fantasia em tempo de guerra uma ambição maior do que fazerem uma comédia romântica, mas a verdade é que se esta obra-prima absoluta pretende cobrir quase todo o espectro da existência humana, lá bem no fundo os elementos dominantes são o amor e o humor. A história envolve mil e uma peripécias passadas em várias épocas com vários outros personagens, mas o coração deste filme é um bizarro mas euforicamente divertido romance protagonizado por David Niven e Kim Hunter.

10. 'Do Céu Caiu Uma Estrela', de Frank Capra (1946)

James Stewart interpreta um homem tão espontânea e genuinamente bom que a sua perfeição só pode doer ao comum dos mortais. Contudo, não. É com ele e com as suas atribulações que o espectador sofre, por muito ingénuos, que, de quando ao quando, sejam os seus pensamentos e acções nesta obra de Frank Capra. O realizador fez um romântico filme de queda e redenção para toda a gente se sentir bem, mas ao não evitar percorrer os caminhos mais escuros da alma do protagonista introduziu elementos novos e, de certo modo, disruptores no conceito de cinema familiar.

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11. ‘O Fantasma Apaixonado’, de Joseph L. Mankiewicz (1947)

O amor também pode ser, literalmente, uma coisa do outro mundo. Que o diga Lucy Muir (Gene Tierney), a jovem viúva protagonista desta fantasmagoria romântica passada em Inglaterra. Após a morte do marido, Lucy muda-se para uma casa à beira-mar, constata que ela é assombrada pelo antigo dono, o capitão Gregg (Rex Harrison), e mulher e fantasma apaixonam-se.

12. ‘Primavera Numa Cidade Pequena’, de Mu Fei (1948)

Realizado pouco depois da vitória do comunismo na China, e fazendo apenas referências de passagem aos acontecimentos da época, este soberbo drama romântico foi classificado de “direitista” e “reaccionário”, mas reabilitado nos anos 80. Uma dona de casa que vive numa cidadezinha chinesa com um marido inválido vê a sua rotina alterada quando o seu primeiro amor, um médico que habita em Xangai, volta a casa em férias.

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13. 'Serenata à Chuva', de Stanley Donen e Gene Kelly (1952)

A alegria de viver depois das amarguras da guerra foi exemplarmente captada por Stanley Donen e Gene Kelly nesta extravagância de música e dança, conseguindo o raro feito de realizar um dos mais importantes musicais de sempre e ser, ao mesmo tempo, apreciado por crítica e público. Melhor, conseguiram, com a grande colaboração dos argumentistas Betty Comden e Adolph Green, mais as brilhantes interpretações de Debbie Reynolds e Donald O'Connor, que tornam ainda mais exultante a representação de Kelly, criar um filme que sobrevive ao tempo e continua a ser encantador.

14. 'Férias em Roma’, de William Wyler (1953)

Roma no Verão, Audrey Hepburn numa princesa europeia enfadada com o seu dia-a-dia de horários rígidos e compromissos oficiais e que foge ao seu séquito, Gregory Peck no repórter americano que a encontra na rua sem saber quem é e a leva a passear. Um clássico absoluto da comédia romântica, assinado por William Wyler e com um par de protagonistas em sintonia mais que perfeita.

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15. ‘Tudo o que o Céu Permite’, de Douglas Sirk (1955)

O amor salta por cima das diferenças sociais e da idade, como demonstra Douglas Sirk neste melodrama com a sua inconfundível assinatura. Cary (Jane Wyman) é uma viúva afluente e sofisticada que vive na Nova Inglaterra, Ron (Rock Hudson) o seu jovem, afável e inteligente jardineiro. O amor surge entre ambos, mas as pressões sociais e dos filhos de Cary são fortes e insistentes.

16. ‘Folhas de Outono’, de Robert Aldrich (1956)

Este drama romântico de Robert Aldrich tem como heroína Millicent Wetherby, uma mulher de meia idade, solitária e sem vida amorosa, que trabalha em casa como dactilógrafa. Num dia de Outono, conhece um homem mais novo, simpático e atraente, Burt Hansen (Cliff Robertson), apaixonam-se e vão casar-se ao México. No entanto, Millicent descobre que o marido tem um historial de perturbações mentais, e que já tinha sido casado, apesar de lhe ter dito o contrário. Aldrich recebeu o Urso de Prata de Melhor Realizador no Festival de Berlim.

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17. ‘Um Verão Violento’, de Valerio Zurlini (1959)

Jean-Louis Trintignant e Eleonora Rossi Drago interpretam o casal de amantes deste filme de Valerio Zurlini, passado em Itália, durante a II Guerra Mundial e a remoção de Mussolini do poder. Ele é o filho de um dignitário do regime , ela é a viúva de um oficial da marinha, e mais velha que ele. Encontram-se numa estância balnear e acabam por se apaixonar, mas vivem-se tempos perigosos e imprevisíveis.

18. ‘O Apartamento’, de Billy Wilder (1960)

Realizado pelo grande Billy Wilder, a partir de um argumento de I.A.L. Diamond, O Apartamento é uma comédia negra, cínica e amoral, mas também é um filme românico. Jack Lemmon é um empregado de uma grande seguradora que empresta o apartamento aos seus superiores para eles estarem com as amantes. Até que uma delas, a colega por quem ele está apaixonado, tenta suicidar-se. Mas esta história tem um final feliz.

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19. ‘Esplendor na Relva’, de Elia Kazan (1961)

Warren Beatty e Natalie Wood protagonizam este agitado, lírico e dilacerante drama romântico, passado na América rural de finais dos anos 20. Elia Kazan mostra que o amor entre jovens pode alcançar os mesmos píncaros de intensidade, perturbação íntima e sofrimento que o amor entre adultos, e Beatty e Wood são inesquecíveis. O título refere-se a um poema de Wordsworth.

20. 'Jules e Jim’, de François Truffaut (1962)

Um dos maiores, mais exuberantes e mais representativos filmes da Nouvelle Vague, passado antes e depois da I Guerra Mundial. Jules (Oskar Werner) e Jim (Henri Serre) são grandes amigos, até que encontram Catherine (Jeanne Moreau), que os fascina com o seu comportamento frontal, e com a qual Jules acaba por se envolver, embora Jim também tenha sentimentos fortes por ela. E a geometria deste triângulo será recomposta.

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21. ‘Amar um Desconhecido’, de Robert Mulligan (1963)

Steve McQueen é um músico de jazz que se vê interpelado por uma jovem vendedora (Natalie Wood) de uma grande loja com o qual teve um caso de uma noite. A rapariga diz-lhe que está grávida dele e pede-lhe dinheiro para abortar, mas ele não tem um tostão. Uma história de amor complicada e realista, que foge às convenções, muito influenciada pelo cinema europeu de então.

22. ‘Um Homem e uma Mulher’, de Claude Lelouch (1966)

O sucesso comercial e crítico deste filme foi tal (Palma de Ouro em Cannes e dois Óscares, entre outros), que se tornou num sinónimo mundial de “filme romântico”. Jean-Louis Trintignant e Anouk Aimée são viúvos que se conhecem quando vão buscar os filhos ao colégio. Envolvem-se sentimentalmente, embora as recordações que tenham dos seus cônjuges sejam muito fortes.

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23. 'Bonnie e Clyde', de Arthur Penn (1967)

Mesmo para um amor maldito, não é costume um filme sobre um grande romance acabar com os amantes crivados por uma chuva de balas. Arthur Penn, porém, achou que era mesmo assim que a paixão entre as personagens interpretadas por Faye Dunaway e Warren Beatty tinha de acabar: de maneira radical, como radical fora a sua relação e a sua carreira como os criminosos mais procurados da América no tempo da Grande Depressão. A par com a violência dos assaltos, o realizador introduz a sensualidade deste amor com pouca subtileza, acrescentando um ambiente de tensão sexual que domina a obra com rara aspereza, contudo sem moralismo. 

24. Romeu e Julieta’, de Franco Zeffirelli (1968)

Esta versão da peça de Shakespeare, rodada em Itália, deve uma parte do seu sucesso ao facto do realizador Franco Zeffirelli ter escolhido, para os papéis principais, dois actores com idades muito próximas das das personagens: Leonard Whiting (Romeu) tinha 17 anos e Olivia Hussey (Julieta) tinha 15. Uma inspirada adaptação ao cinema de um clássico intemporal sobre amor contrariado e sacrificial.

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25. ‘Love Story’, de Arthur Hiller (1970)

Há muitos filmes da categoria “amor e doença incurável”, mas Love Story, escrito por Erich Segal (que só depois assinou o livro homónimo) é o mais famoso e lacrimal de todos. Oliver (Ryan O’Neal), um rico universitário, e Jenny (Ali MacGraw), uma colega encantadora e sem papas na língua, apaixonam-se e casam-se, contrariando os pais dele, que o deserdam.  Parecem destinados a ser felizes, mas Jenny descobre que tem leucemia.

26. 'Ensina-me a Viver', de Hal Ashby (1971)

De longe o melhor filme de Hal Ashby, Ensina-me a Viver é uma comédia romântica diferente das outras. Humor negro e um tema arriscado – um adolescente obcecado com ideias de suicídio conhece uma mulher muito mais velha num funeral – combinam-se com elementos de drama existencial, e esta descrição basta para explicar porque esta comédia romântica saída de Hollywood não é na realidade uma comédia romântica hollywoodesca. É, isso sim, um grande filme.

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27. ‘Annie Hall’, de Woody Allen (1977)

Para muitos, este é ainda o melhor filme do realizador, que com ele inventou a história de amor neurótica, o filme romântico psicanalítico, ou a comédia de amor com sexualidade atrapalhada, à escolha. Allen é Alvy Singer, um cómico que passa em revista a sua atribulada relação amorosa com a patusca Annie Hall (Diane Keaton), tudo ambientado no rarefeito ecossistema dos bem-pensantes nova-iorquinos.

28. ‘Dança Comigo’, de Emile Ardolino (1987)

O filme romântico encontra o musical neste colossal sucesso da década de 80, passado 20 anos antes. A jovem Frances (Jennifer Grey), de férias com os pais num hotel das montanhas, fica fascinada  por Johnny Castle (Patrick Swayze), o instrutor de dança do estabelecimento, e descobre que ele e outros empregados dão festas onde dançam ousadamente (a dirty dancing do título original).

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29. ‘Um Amor Inevitável’, de Rob Reiner (1989)

Um brilhante argumento de Nora Ephron sustenta esta comédia romântica com Billy Crystal (Harry) e Meg Ryan (Sally), através de cujas personagens se questiona a noção de um homem e uma mulher que gostam um do outro podem apenas ficar amigos, sem acabarem por se envolver amorosamente. A sequência em que Sally finge ter um orgasmo no restaurante para mostrar a Harry, entrou para a história do cinema.

30. ‘Os Fabulosos Irmãos Baker’, de Steve Kloves (1989)

Os irmãos Frank (Jeff Bridges e Beau Bridges) são pianistas de hotel em crise de carreira. Decidem contratar uma cantora para dar outra dinâmica ao seu número, e fazem-no, na pessoa da bela, sensual e talentosa mas emocionalmente incerta Susie (Michelle Pfeiffer). Os contratos aumentam de quantidade e de qualidade, embora Susie venha perturbar a boa relação entre os irmãos.

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31. 'Um Sonho de Mulher’, de Garry Marshall (1990)

Mais uma variante moderna sobre a história da Gata Borralheira, aqui personificada pela  prostituta de Hollywood interpretada por Julia Roberts, contratada por um homem de negócios (Richard Gere) para o acompanhar numa série de funções sociais durante um fim-de-semana. Mas o que era um contrato frio e prático acaba por se transformar numa relação sentimental verdadeira.

32. ‘Ghost – O Espírito do Amor’, de Jerry Zucker (1990)

O amor sobrevive para além da morte, diz este filme romântico fantástico, onde a personagem de Patrick Swayze é assassinada, mas o seu espírito permanece perto da mulher amada (Demi Moore), para a tentar proteger de um perigo que a ameaça. Para isso, recorre à ajuda de uma médium (Whoopi Goldberg). A canção Unchained Melody, dos Righteous Brothers, amplifica a dimensão emocional da fita.

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33. ‘Os Amantes da Ponte Nova’, de Leos Carax (1991)

Uma história de amor passada em Paris, nos limites do desespero e do desamparo. Alex (Denis Lavant) é um artista de rua viciado em bebida e sedativos, e Michèle (Juliette Binoche) uma pintora que teve um desgosto de amor e tem uma doença que a está a deixar cega. Vivem ambos sob a ponte do título e Alex ajuda Michèle, mas teme nunca mais a ver se a família a encontrar e a levar para ser internada.

34. 'O Feitiço do Tempo', de Harold Ramis (1993)

Bill Murray interpreta um meteorologista egocêntrico que às tantas fica preso no mesmo dia – isto é, tem de viver o mesmo dia, todas as situações desse dia, todos os dias, sem conseguir sair de lá. Realizado por Harold Ramis e com o bizarro título português de O Feitiço do Tempo, Groundhog Day é a história de um homem que é forçado a ver-se ao espelho e que não gosta do que vê. É também finalmente capaz de olhar para a sua produtora (Andie MacDowell) com um interesse que não é, digamos assim, apenas instrumental.


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35. ‘As Pontes de Madison County’, de Clint Eastwood (1995)

Um fotógrafo da National Geographic (Eastwood) que, nos anos 60, anda a fotografar pontes no interior dos EUA, uma dona de casa (Meryl Streep) italiana que vive numa quinta com a família, um caso amoroso de apenas quatro dias mas cuja recordação ficará para sempre. Clint Eastwood pegou no best-seller de Robert James Waller e transformou-o num dos mais poderosos puxa-lágrimas de sempre.

36. ‘Jerry Maguire’, de Cameron Crowe (1996)

Desporto e romance de braço dado. Tom Cruise é o Jerry Maguire do título, um agente de jogadores eticamente irrepreensível, e Renée Zellweger é Dorothy Boyd, a mãe solteira e única pessoa que o acompanha quando ele sai da agência onde trabalha para se estabelecer por conta própria, embora tenha só um cliente. Uma história de lealdade, confiança e amor, onde Crowe dá tempo ao tempo para a paixão acontecer.

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37. 'Lado a Lado', de Chris Columbus (1998)

Um melodrama de família de tons melancolicamente outonais, pensado para encharcar o conteúdo inteiro de uma caixa de lenços de papel, e realizado por Chris Columbus. Jackie Harrison (Susan Sarandon), uma dona de casa, e o marido Luke (Ed Harris) divorciaram-se, para consternação dos filhos Anna (Jenna Malone) e Ben (Liam Aiken). Pior ainda: o pai arranjou uma namorada mais nova que ele, Isabel (Julia Roberts), uma fotógrafa de sucesso. E quando tudo parecia não poder correr pior, Jackie é diagnosticada com um cancro.

38. ‘Conto de Outono', de Eric Rohmer (1998)

O último do quarteto de filmes de Eric Rohmer intitulado ‘Contos das Quatro Estações’. Magali (Béatrice Romand) tem 45 anos, é viúva e dedica-se à produção de vinho no Sul de França. Duas amigas, Isabelle (Marie Rivière) e Rosine (Alexia Portal) acham que Magali precisa de um homem na sua vida. Decidem arranjar-lhe um marido e põem um anúncio no jornal, ao qual responde Gérald. Rosine e Isabelle fazem então com que Marie Gérald se encontrem no casamento da filha daquela. Mas a amiga interessa-se por outro homem que conhece lá, Étienne. 

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39. 'Fucking Åmål', de Lukas Moodysson (1998)

Realizado por Lukas Moodysson, Fucking Åmål é um delicioso, comovente e multipremiado filme sobre a relação entre duas adolescentes (interpretadas por Alexandra Dahlstrom e Rebecka Liljeberg), aborrecidas de morte na pequena cidade sueca onde vivem e que, ao mesmo tempo que vivem os processos de descoberta próprios da idade, percebem pouco a pouco que a melhor coisa que cada uma tem a seu favor é a presença da outra.

40. Buffalo '66, de Vincent Gallo (1998)

Os franceses são mestres no subgénero “amour fou”, exímios na representação desses amores tresloucados e dispostos a tudo, mas Vincent Gallo aprendeu bem a lição e foi até um pouco mais longe no seu filme de estreia como realizador. Buffalo ’66 é, assim, uma espécie de teste aos limites do amor, ou uma variante da síndroma de Estocolmo, protagonizado por um paranóico e abusivo ex-recluso (Gallo) e a desorientada “dançarina exótica” interpretada por Christina Ricci, que ele acabou de raptar e vai, pelas portas e travessas do subconsciente, ter um papel fundamental na sua, por assim dizer, redenção. 

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41. ‘Amar em Nova Iorque’, de Joan Chen (2000)

Realizado pela também actriz chinesa Joan Chen, Amar em Nova Iorque conta a história de um amor cujos intervenientes estão desirmanados na faixa etária e também nas personalidades. Ele, Will (Richard Gere) está à beira dos 50, é proprietário de restaurantes de sucesso e um "playboy" inveterado.  Ela, Charlotte (Winona Ryder), tem 22 anos e é um espírito livre. Apaixonam-se, e Charlotte revela a Will que sofre de uma doença de coração muito grave, que a poderá matar em breve. Venham os lenços de papel.

42. ‘Disponível para Amar’, de Wong Kar-wai (2000)

Notável de subtileza, sensualidade e atmosfera de época, este filme de Wong Kar-wai passa-se na Hong Kong dos anos 60. Tony Leung e Maggie Cheung são dois vizinhos que suspeitam que os respectivos cônjuges os enganam um com o outro, e começam a sentir uma forte atracção mútua. Este é um dos maiores, mais intensos e mais inteligentes filmes românticos sobre uma paixão que não chega a ser consumada.

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43. 'Fala com Ela', de Pedro Almodóvar (2002)

Pedro Almodóvar tem os seus dias, e depois de uns dias de improdutividade estética que duraram anos, sem pré-aviso sai-se com um dos mais comoventes melodramas que o cinema criou e, sem dúvida, com o seu melhor filme. Da mesma maneira que ninguém esperava nada cinematograficamente importante de “mais um Almodóvar” (já então uma espécie de marca), também ninguém espera que estas personagens, tão bravamente interpretadas por Javier Câmara e Darío Grandinetti, sejam gente de tamanha e tão contagiante abnegação que vão pôr o mais racional e analiticamente frio espectador à espera de um milagre.

44. 'Punch Drunk Love – Embriagado de Amor', de Paul Thomas Anderson (2002)

Imprevisível, por vezes parecido com um sonho, com episódios de violência súbita, Punch-Drunk Love – Embriagado de Amor não é uma comédia romântica como as outras, mas é melhor do que 99 por cento delas. Anderson conta a história de um homem meio infantil (Adam Sandler, no seu melhor papel até à data), dominado pelas suas sete irmãs, revoltado, triste, desesperado, e da sua peculiar mas estranhamente tocante relação com uma mulher com a cabeça nas nuvens (Emily Watson). Acrescente-se a presença de Philip Seymour Hoffman, para fechar o argumento a favor de este ser um filme imperdível.

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45. ‘O Segredo de Brokeback Mountain’, de Ang Lee (2005)

Ao longo das décadas de 60 e 70, dois cowboys (Heath Ledger e Jake Gyllenhaal) mantêm uma ligação amorosa intermitente, ora relutante, ora ardente, ao mesmo tempo que ambos se casam e têm filhos. Adaptando um conto de Annie Proulx, Ang Lee descreve com sensibilidade, pudor e verosimilhança uma relação complexa entre dois homens que não se assumem claramente como homossexuais, e que é tornada ainda mais problemática pela época e pela região dos EUA em que a história se passa, bem como pelo meio social e profissional em que ambos se mexem e ganham a vida. O filme conquistou o Leão de Ouro no Festival de Veneza e ainda três Óscares, entre os quais o de melhor realização.

46. 'Bright Star – Estrela Cintilante', de Jane Campion (2009)

Depois do Óscar de O Piano, Jane Campion, que nunca foi dada ao compromisso estético, procurou explorar o prestígio adquirido em filmes cada vez mais complexos psicologicamente. O que deu à sua obra uma densidade cada vez maior e mais sufocantemente obsessiva na exploração dos meandros do comportamento. Por isso, Bright Star – Estrela Cintilante passou praticamente despercebido, apesar de ser uma película prodigiosa no seu tratamento da lírica e, por vezes, tumultuosa relação (firmemente contrariada pela mãe da rapariga) entre o poeta John Keats (Ben Whishaw) e Fanny Brawne (Abbie Cornish), amor concluído à bruta com a morte do poeta aos 25 anos.  

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47. 'Up – Altamente', de Pete Docter (2009)

Up – Altamente agrada a toda a gente. Os miúdos vão querer entrar para os escuteiros. Os pais vão delirar com a casa a voar, puxada por balões. As mães vão choramingar com a mais bela história de amor alguma vez contada pela Pixar, ao estilo de “até que a morte nos separe”. Amizade, velhice, amor e sonhos – tudo em apenas 96 minutos.

 

48. 'Amor, Estúpido e Louco', de Glenn Ficarra e John Requa (2011)

O quarentão Cal (Steve Carell) é deixado pela mulher (Julianne Moore) e passa as noites a auto-comiserar num bar, até que o engatatão interpretado por Ryan Gosling se farta de o ouvir e decide fazer dele um sedutor implacável. Mas a situação não tarda em complicar-se neste filme de Glenn Ficarra e John Requa, em cujo elenco se destacam ainda Emma Stone, Marisa Tomei e Kevin Bacon.
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49. ‘A Vida de Adèle’, de Abdellatif Kechiche (2013)

Um intenso, sensual e explícito filme de iniciação à maturidade através da iniciação ao amor e ao sexo (aqui, lésbico), bem como às decepções do coração, que Abdelatif Kechiche assinou a partir de uma banda desenhada de Julie March (que depois da estreia da fita o acusaria de ter filmado cenas íntimas gratuitas e em excesso). Adèle Exarcopoulos personifica Adèle, uma adolescente que sonha com rapazes e com um grande amor, e cuja vida é virada do avesso quando, após um breve namoro com um colega de liceu, encontra Emma (Léa Seydoux), uma rapariga mais velha que tem os cabelos pintados de azul. Venceu o Festival de Cannes.

50. 'Amor de Improviso', de de Michael Showalter (2017)

Emily V. Gordon e Kumail Nanjiani, que são um casal na vida real, imaginaram e conceberam esta pérola inspirada na (sua) realidade. Onde conhecemos Emily (Zoe Kazan) e Kumail (Nanjiani interpretando-se a si próprio) fazendo o que é costume: os primeiros encontros, sexo, ver filmes com Vincent Price. De repente ela fica em coma e também subitamente Kumail tem a dor de cabeça de lidar com hospitais e parentes. Uma película divertida e sensata, dirigida por Michael Showalter, com algo de genuinamente novo e relevante para dizer.


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