0 Gostar
Guardar

Os oito filmes mais aguardados em Portugal até ao final do ano

A Time Out foi conhecer todas as estreias nos cinemas portugueses até ao Natal, escolheu para si as mais esperadas, e conta-lhe tudo sobre cada uma

Bridget Jones, os Sete Magníficos, JK Rowling e Tim Burton de volta, Ron Howard à procura dos tesouros dos Beatles e dos infernos com Tom Hanks, Brad Pitt na Segunda Guerra Mundial, e uma Salsicha Party pelo meio. A Time Out foi à procura das estreias mais aguardadas a partir de Setembro nas salas portuguesas e conta-lhe tudo sobre cada uma, incluindo as datas previstas de chegada aos cinemas.

Os oito filmes mais aguardados em Portugal até ao final do ano

1

O Bebé de Bridget Jones (15 de Setembro)

Depois de se separar de Mark Darcy (Colin Firth; e que todavia se mantém em cena), Bridget Jones (Renée Zelwegger) descobre para sua grande surpresa que o “felizes para sempre” nem sempre funciona. Na casa dos 40 e novamente solteira, Bridget decide focar-se no seu trabalho como produtora num canal de informação, rodeando-se ao mesmo tempo dos amigos, velhos e novos. Claro que, sendo uma comédia romântica, o terceiro filme da série rapidamente se encarrega de animar a vida amorosa da heroína, lançando no seu caminho um vistoso pretendente americano, Jack, interpretado por Jack Dempsey, que parece ser tudo aquilo que Mark, na realidade e não na fantasia, afinal não é. Mais animada fica ainda a vida de Bridget quando ela fica grávida e ainda por cima não tem a certeza de quem é o pai. Sharon Maguire, que realizou o Diário de Bridget Jones original, volta a tomar conta das operações, a partir de um argumento da autora original, Helen Fielding.

2

The Beatles: Eight Days a Week – The Touring Years (15 de Setembro)

1962 a 1966 foram os anos loucos da Beatlemania, quando a banda de Liverpool andou em digressão quase ininterruptamente. Ron Howard, realizador que tem na sala de casa seguramente mais Óscares do que um ser humano precisa (e que veremos este ano também a dirigir Tom Hanks em Inferno; mais abaixo), é o autor deste documentário sobre o período mais fértil da maior banda pop de sempre. Produzido com a colaboração de Paul McCartney, Ringo Starr, Yoko Ono e Olivia Harrison, a viúva de George, o filme promete muito material inédito, sobretudo em matéria de imagens. Muita coisa já se disse, escreveu e mostrou sobre os Beatles, mas a proposta de Howard é ambiciosa: acrescentar novidades a um tema largamente esmiuçado. A nossa aposta é que conseguiu.

3

Os Sete Magníficos (22 de Setembro)

Denzel Washington, Ethan Hawke, Chris Pratt são os principais nomes desta remake do clássico popular de 1960 com o mesmo título, que por sua vez era já uma remake de Os Sete Samurais (1954), de Akira Kurosawa, o que desde logo torna a discussão sobre a falta de imaginação que leva a fazer remakes de filmes antigos, etc, etc, totalmente inútil. Sempre se fez, sempre se fará. A história: a cidade de Rose Creek é controlada com mão de ferro por um industrial de péssimo carácter, como convém ao vilão, interpretado pelo grande Peter Sarsgaard. As coisas chegam a um ponto tal que a população se vê obrigada a recorrer a um bando de foras da lei para resolver o problema. Washington, Pratt e Hawke são as principais figuras do grupo – grupo que acaba a lutar por algo mais do que apenas por dinheiro, um fenómeno que não deixa de os surpreender, cínicos e calejados e sem escrúpulos como eles pensavam que eram e gostavam de ser. Antoine Fuqua dirige tudo a partir de um argumento de Nic Pizzolatto e John Lee Hancock. Se o filme cumprir a promessa da sua premissa, os duelos e o destino final de Sarsgaard devem estar entre os pontos altos desta nova versão de Os Sete Magníficos.

4

Snowden (22 de Setembro)

Snowden, de Oliver Stone, centra-se na história pessoal de Edward Snowden, que depois de revelar com estrondo as actividades de vigilância ilegais da NSA, a Agência de Segurança Americana, se tornou um dos homens mais procurados do mundo, vivendo hoje refugiado em Moscovo. Herói para alguns, traidor para outros, a verdade é que a história improvável de porque é que Snowden fez o que fez, como é que conseguiu fazê-lo e com quem, e quem é que ele deixou para trás, são ingredientes para um dos filmes mais antecipados do ano. Baseado no livro Time of the Octopus, escrito pelo advogado russo de Snowden, e em The Snowden Files, The Inside Story of the World’s Most Wanted Man, de Luke Harding, e realizado pelo eterno crítico da política externa dos Estados Unidos, Oliver Stone, de Snowden podemos esperar uma simpatia maior pelo ponto de vista do antigo analista da NSA do que pelas posições das autoridades americanas. Pouco importa: o que nos pica a curiosidade é conhecer melhor a figura e as as circunstâncias, e ver como se saem Joseph Gordon-Levitt como Snowden e Tom Wilkinson, Melissa Leo e Timothy Olyphant como as principais figuras que ajudaram a fazer a história da maior fuga de informação dos últimos anos.

5

A Casa da Senhora Peregrine para Crianças Peculiares (29 de Setembro)

O regresso de Tim Burton, flanqueado por um elenco de peso: Eva Green, Samuel L. Jackson e Rupert Everett, entre outros. Tratando-se de Burton, a última coisa que poderíamos esperar é um drama realista ou um documentário sobre vítimas de guerra, e de facto não é isso que aqui temos, longe de tal coisa: estamos no território familiar ao autor, o do fantástico. Chegamos à referida casa da senhora Peregrine depois de os personagens terem começado a tropeçar em pistas que formam um mistério que cruza diferentes realidades e épocas e que por fim permite chegar a um refúgio secreto, a dita casa, para crianças com talentos invulgares e mesmo só possíveis no cinema no género fantástico. Jake, o herói, rapidamente percebe, bastando-lhe para tal um primeiro contacto com os hóspedes da senhora Peregrine, que a segurança é ilusória, o perigo espreita e os inimigos, sim, são poderosos e escorregadios. A missão de Jake, desde logo para se auto-preservar, é decifrar quem é real, quem é de confiança, e, de passagem, quem ele próprio, Jake, é na realidade. Tim Burton, apesar de ultimamente ter perdido algum do seu fulgor de há uns anos, justifica sempre, mais do que o benefício da dúvida, as melhores expectativas, e este filme mais uma vez não foge à regra.

6

Salsicha Party (29 de Setembro)

Uma salsicha comanda um grupo de produtos de supermercado numa aventura em busca da verdade sobre as suas existências e sobre o que é que realmente acontece quando alguém os escolhe e os leva do supermercado. Pois, contado assim parece de uma idiotice suprema. Mas é um facto que muitos dos melhores filmes de animação dos últimos anos desafiam também uma descrição racional e coerente. O que interessa, nestes casos, é se o aparente absurdo do ponto de partida e da sinopse friamente enunciada tem razão de ser; e, sobretudo, o que fazem os autores com a ideia, por parva que ela nos pareça. Tendo por base uma história dos actores Seth Rogen, Evan Goldberg e Jonah Hill (Rogen e Hill dão também voz a alguns dos personagens, sendo que Rogen faz a do protagonista, Frank – sim, a dita salsicha), Salsicha Party traz ainda como cartão de apresentação ser o “primeiro filme de animação criado em computador que não é para todas as crianças”. Kristen Wiig, Salma Hayek, James Franco e Edward Norton provam, se necessário fosse, que não é só por uma sinopse que se consegue talento de topo para fazer as vozes num filme de animação. Conrad Vernon realizou.

7

Inferno (13 de Outubro)

Ron Howard adapta o último romance de Dan Brown, depois de O Código Da Vinci, em que a dupla já tinha colaborado com o impacto planetário que se conhece, e Anjos e Demónios, idem mas em menor escala. Tom Hanks está também de volta como o “simbologista” de Harvard Robert Langdon, só que agora a missão é ainda mais séria e espinhosa. Trata-se muito simplesmente de impedir um genocídio à escala global – e o caminho para o sucesso em tamanha empreitada terá de ser percorrido seguindo pistas escondidas na Divina Comédia de Dante. A acção decorre, mais uma vez, em Itália, em Florença e em Veneza, em edifícios e interiores ao mesmo tempo luxuosos, misteriosos, perdidos no tempo e ameaçadores, amplamente fornecidos de arte clássica, passagens secretas e fragmentos de ciência futurista. Tudo cenários e situações em que Langdon irá enfrentar um adversário arrepiante usando como principal instrumento a sua capacidade para resolver enigmas. Cinema-espectáculo mas na vertente thriller sem perseguições automóveis, armas ou grandes cenas de combate físico, é aquilo que procuraremos e contamos encontrar neste caso.

8

Monstros Fantásticos e Onde Encontrá-los (17 de Novembro)

Estamos em 1926, em Nova Iorque, e Newt Scamander acaba de completar uma volta ao mundo em busca de criaturas mágicas, que pretende catalogar e divulgar, e das quais traz consigo alguns exemplares. Tudo poderia ter decorrido sem incidentes, e Newt seguido à sua vida, não fosse o seu encontro com um Muggle, uma mala de magia extraviada, e a fuga de algumas das criaturas na posse de Newt. Monstros Fantásticos e Onde Encontrá-los é uma adaptação, pela própria JK Rowling, do seu livro com o mesmo nome, que por sua vez tinha sido inspirado pelos manuais escolares de Hogwarts, a escola de Harry Potter. Trata-se de uma derivação lateral de Harry Potter e a Pedra Filosofal, o primeiro livro da saga de Potter, e esta nova série está prevista como uma trilogia. O realizador, David Yates, é o mesmo dos primeiros quatro filmes de Potter, e o produtor o mesmo dos oito filmes da série, David Heyman. Eddie Redmayne é Newt e Katherine Waterston é Porpentina, o outro personagem principal, cujo encontro com Newt precipita toda a história. A Pottermania está pois de volta, em espírito neste filme, e em livro com o recente lançamento mundial do último filme da saga de Harry, Harry Potter and the Cursed Child – Parts 1 & 2, que decorreu na livraria Lello no Porto.

Comentários

0 comments