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Os piores e os melhores filmes de Batman

Na estreia de 'The Batman', fazemos a lista dos piores e os melhores filmes com o Homem-Morcego.

Escrito por
Eurico de Barros
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Foi só em 1989, pela mão de Tim Burton, que Batman teve finalmente uma representação no cinema digna da qualidade e dos pergaminhos daquele que é um dos mais importantes e lendários heróis da DC, juntamente com Super-Homem. A Burton, que assinou dois filmes da série e os melhores de todos até agora, segundo muito boa gente seguiram-se Joel Schumacher, Christopher Nolan e agora Matt Reeves, com resultados que dividiram as várias gerações de fãs do Homem-Morcego criado por Bob Kane e Bill Finger. Propomos aqui a nossa lista dos melhores filmes de Batman.

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Os piores e os melhores filmes de Batman

8. ‘The Batman’, de Matt Reeves (2022)

Mais uma voltinha para a personagem de Batman no cinema, agora com Robert Pattinson em tortura interior no papel principal e envolvido numa escuridão omnipresente, que é não só de ambiente como também das almas, o que o realizador Matt Reeves não se cansa de sublinhar a traço grosso e tosco. The Batman continua e acentua ainda mais a atmosfera lúgubre, pessimista, de negativismo e anti-heróica instaurada por Christopher Nolan nos seus filmes, e a fita até tem uma voz da consciência social, na pessoa da Catwoman woke de Zoe Kravitz. Além de deprimentíssimo, The Batman é também injustificadamente interminável.

7. ‘O Cavaleiro das Trevas Renasce’, de Christopher Nolan (2012)

Batman enfrenta o terrorista Bane (Tom Hardy), que ameaça destruir Gotham City, no terceiro e último filme de Christopher Nolan sobre o Homem-Morcego. O Cavaleiro das Trevas Renasce leva ao extremo o que o realizador havia exposto na fita anterior: simplificação na caracterização das personagens, solenidade presunçosa, niilismo pós-11 de Setembro de tostão a dúzia e empilhamento de sequências de acção desmesuradas e hiperviolentas, tecnicamente sofisticadas mas agressivas para a vista e estilhaçadoras de tímpanos. Nolan foi um filme longe demais na franquia.

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6. ‘O Cavaleiro das Trevas’, de Christopher Nolan (2008)

Neste segundo filme dos três de Batman que assinou, Christopher Nolan cede à vulgata da acção espalhafatosa movida a efeitos digitais típica das fitas de super-heróis, ao mesmo tempo que incorre no cliché da solenidade pretensiosa travestida de gravidade dramática. Muito se falou do Joker sociopata e torturado do falecido Heath Ledger (que ganhou, postumamente, o Óscar de Melhor Ator Secundário), mas a verdade é que a interpretação fica-se pelo histrionismo rebuscado.

5. ‘Batman & Robin’, de Joel Schumacher (1997)

George Clooney sucede a Val Kilmer neste segundo filme tutelado por Joel Schumacher, que exagera quer no estilo visual arrevesado, quer na dimensão camp que a história assume, o que faz com que Batman & Robin seja mais disparatado do que divertido e Gotham se transforme em Las Vegas. Arnold Schwarzenegger é Mr. Freeze e Uma Thurman faz de Poison Ivy, mas é à Batgirl de Alicia Silverstone que devemos que a fita seja um bocadinho menos má do que poderia ser (mesmo assim, pôr mamilos no uniforme de Batman é ir longe demais).

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4. ‘Batman – O Início’, de Christopher Nolan (2005)

O fracasso comercial e de crítica de Batman & Robin levou ao cancelamento de Batman Unchained, e à suspensão desta série de filmes por alguns anos. Até que Christopher Nolan pegou nela e deu-lhe nova vida e uma nova identidade cinematográfica, mais realista e muito menos cartoonesca, agora com Christian Bale no papel de Bruce Wayne/Batman. Batman – O Início é a melhor fita da trilogia Dark Knight realizada por Nolan, que aqui preferiu usar mais duplos e miniaturas do que efeitos de computador.

3. ‘Batman Para Sempre’, de Joel Schumacher (1995)

Tim Burton deu lugar a Joel Schumacher na realização e Val Kilmer ocupou o lugar de Michael Keaton no uniforme do Homem-Morcego, neste terceiro filme da série em que Chris O’Donnell aparece pela primeira vez no papel de Robin. Jim Carrey faz a festa e deita os foguetes no Riddler, e Tommy Lee Jones faz o Duas Caras. Schumacher empurra Batman Para Sempre para a comédia grotesca, subalternizando o tom de terror gótico de Burton, mas o filme ainda é potável.

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2. ‘Batman Regressa’, de Tim Burton (1992)

Embora a princípio não quisesse,Tim Burton voltou a assumir o comando desta segunda aventura cinematográfica de Batman, que agora enfrenta a Catwoman sensualmente SM de Michelle Pfeiffer, e o Pinguin deformado e demente de Danny DeVito – sem esquecer o adequadamente denominado Max Schreck, personificado por Christopher Walken. Batman Regressa tem todas as qualidades do filme original, a que se lhe acrescenta um aparato de produção ainda mais opulento e detalhado, sobretudo no que respeita aos recursos de Batman para combater os criminosos.

1. ‘Batman’, de Tim Burton (1989)

Esqueçamos os dois ingénuos serials dos anos 40 e o filme de 1966 que resultou da série de televisão da altura, com Adam West como Batman. Este Batman de Tim Burton é o primeiro digno do herói da DC, e a imaginação gótica e o sentido de poesia lúgubre do realizador quadram perfeitamente com o mundo por onde se movimenta a criação de Bob Kane e Bill Finger, que aquele respeita em tudo, das atmosferas à caracterização das personagens. Michael Keaton é um Homem-Morcego muito convicto e convincente, e Jack Nicholson um Joker perfeito. E há ainda a banda sonora de Prince, claro.

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