Óscares: os sete melhores actores em papéis de deficientes

Interpretar personagens física ou mentalmente deficientes é um desafio. E embora não havendo assim tantos papéis, é considerável o número de actores (e não actrizes, vá lá saber-se porquê) que venceram Óscares a fazer de deficientes

Pode ser como Kate Winslet diz num episódio de Extras: para ganhar um Óscar de melhor interpretação não há nada mais garantido do que entrar em filmes sobre o Holocausto… ou fazer de deficiente. Cinismo à parte, verdade, verdadinha, é que os sete exemplos que seguem proporcionaram grandes desempenhos. 

John Wayne (1969)

Em A Velha Raposa, de Henry Hathaway (realizador que, como o actor, também se encontrava já na fase final da sua carreira), John Wayne, no papel de xerife com mau feitio, bêbado e zarolho (que é o que interessa aqui) tem um grande desempenho enquanto ajuda uma ainda mais teimosa adolescente a descobrir o corpo do pai em território índio. 

Dustin Hoffman (1988)

Embora nunca lhe tenham faltado bons papéis, Dustin Hoffman, com uma boa réplica de Tom Cruise, teve, em Encontro de Irmãos, de Barry Levinson, uma das suas mais marcantes interpretações. Aqui, em filme ligeiramente xaroposo, Hoffman é um adulto autista, há muito hospitalizado, de súbito entregue à guarda de um irmão que nem sabia da sua existência, que o aceita contrariado, até começar a explorar na mesa de jogo as habilidades mentais do irmão deficiente.

Publicidade

Daniel Day-Lewis (1989)

E foi com O Meu Pé Esquerdo, de Jim Sheridan, que toda a gente começou a ver em Daniel Day-Lewis o extraordinário actor que ele é. Aqui, baseado numa história real, interpreta o papel de Christy Brown, um doente tetraplégico com diagnóstico de paralisia cerebral que apenas mexe o pé esquerdo. O que não o impede, apesar das origens humildes e de preconceitos variados, de se tornar um importante e respeitado pintor, poeta e romancista irlandês. 

Al Pacino (1992)

Oficial do exército na reforma, Frank Slade, em Perfume de Mulher, de Martin Brest, é o cego mais rude e desagradável de que há memória cinematográfica. A personagem que Pacino desempenha com grande brio, tem, no entanto, um fundo bom e justo. Porém é preciso esperar pelo fim da película para o perceber. 

Publicidade

Tom Hanks (1994)

É provavelmente a personagem com o mais baixo quociente de inteligência mais popular na história do cinema. No filme de Robert Zemeckis, Hanks cria um Forrest Gump simplório, contudo com seus atributos, o que o leva a conhecer presidentes e, mesmo, depois de muitos e improváveis feitos e aventuras, encontrar o amor. 

Jack Nicholson (1997)

James L. Brooks dificilmente poderia encontrar chato mais chato para protagonista de Melhor É Impossível. Ao entregar o papel do escritor obsessivo/ compulsivo, Melvin Udall, a Jack Nicholson, e ao juntar-lhe Helen Hunt, o realizador retirou por um momento o actor daquele torpor das últimas décadas, pô-lo a representar, e conseguiu, graças àquela interpretação, tornar um argumento frágil em filme, pronto, engraçado. 

Publicidade

Colin Firth (2010)

Era uma vez um rei… que gaguejava. Bué. Tanto que um discurso do mais sério se tornava numa barrigada de riso (e constrangimento) para os que o ouviam. O Discurso do Rei, de Tom Hooper, deu a Colin Firth um papel pouco habitual na sua carreira – o de rei George VI – de que se saiu melhor do que o próprio rei, principalmente quando, renitente, começa a ser tratado por um terapeuta. 

A caminho dos Óscares

Óscares: dez discursos polémicos

O escândalo rebentou, as denúncias multiplicaram-se e a onda de contestação e apoio assaltou Hollywood com a hashtag #metoo à cabeça. Nos Globos de Ouro já se ouviram discursos fortes, como o de Oprah, e a passadeira vermelha fez-se em tons de negro como forma de protesto. É por isso de esperar discursos controversos na cerimónia dos Óscares deste ano, que acontece a 4 de Março. O que, a bem dizer, até já começa a ser uma tradição. Se nas últimas edições tem sido vulgar, certo é a coisa ter começado há décadas, como vemos nestes dez exemplos.

Por Rui Monteiro

Filmes na Netflix que ganharam o Óscar de Melhor Filme

Todos os filmes desta lista ganharam o Óscar de Melhor Filme. Estão na Netflix e são bons à primeira, à segunda e à terceira. Não se esqueça que o catálogo do serviço de streaming vai sofrendo alterações e por isso alguns filmes desaparecem ao fim de algum tempo. Aproveite para rever agora estes que lhe sugerimos.

Por Renata Lima Lobo
Publicidade

Filmes de animação que ganharam um Óscar

Tem até ao dia 4 de Março, data da 90ª cerimónia dos Óscares, para sentar a família toda no sofá e fazer uma maratona pelos filmes de animação que ganharam a estatueta dourada nos últimos 16 anos. Comédia, suspense, drama, musical, western – vale tudo, desde que meta desenhos animados. Recomendado: Os filmes mais esperados até aos Óscares

Por Vera Moura

Comentários

0 comments