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An Oscar statue at "Meet the Oscars" in Grand Central.
Photograph: Marielle SolanAn Oscar statue at "Meet the Oscars" in Grand Central.

As nossas apostas para os Óscares

A 94.ª edição dos Óscares tem lugar no próximo domingo, dia 27 de Março. Aqui estão as nossas apostas para os Óscares nas dez principais categorias.

Escrito por
Eurico de Barros
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Doze nomeações para O Poder do Cão, de Jane Campion, estreado na Netflix; dez para a primeira parte da superprodução de ficção científica Duna, de Denis Villeneuve; sete para Belfast, onde Kenneth Branagh recorda a sua agitada infância nesta cidade; e mais sete para West Side Story, a nova versão do musical clássico, assinada por Steven Spielberg. Estes são os filmes mais nomeados aos Óscares, sendo os de Campion e Branagh dois dos grandes favoritos. As surpresas podem vir de Drive My Car, de Ryusuke Hamaguchi (quatro nomeações), ou da animação Flee Em Fuga, de Jonas Poher Rasmussen (também quatro).

Recomendado: Os filmes que ganharam mais Óscares

As nossas apostas para os Óscares

Melhor Filme

Pela lógica que preside aos Óscares, pelo número de nomeações e pelo espírito dos tempos, O Poder do Cão, de Jane Campion deverá sair vencedor, embora o melhor filme deste lote seja Drive My Car, de Ryusuke Hamaguchi. A estatueta também não ficaria mal a Belfast, de Kenneth Branagh, ou a Licorice Pizza, de Paul Thomas Anderson.

Melhor Realização

Vale nesta categoria tudo o que dissemos na anterior. Jane Campion é também a natural favorita, mas Hamaguchi, Branagh e Paul Thomas Anderson podiam muito bem ganhar também, que o prémio ficava bem entregue e sabe sempre bem uma surpresa nos Óscares.

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Melhor Actor

A safra de interpretações masculinas deste ano não é famosa e é lamentável que Cooper Hoffman não tenha sido nomeado nesta categoria pelo seu papel em Licorice Pizza. Benedict Cumberbatch é o favorito pelo seu papel de cowboy homossexual reprimido e ríspido em O Poder do Cão. Mas podemos perfeitamente preferir-lhe Javier Bardem a fazer de Desi Arnaz em Being the Ricardos, de Aaron Sorkin.

 

 

Melhor Actriz

Uma categoria mais difícil de prever este ano do que a de Melhor Actor. Olivia Colman parece reunir o favoritismo pela sua interpretação toda em reserva e subtileza em A Filha Perdida, de Maggie Gyllenhaal, embora Jessica Chastain possa desafiá-la com o seu papelão da mulher do televangelista caído em desgraça em Os Olhos de Tammy Faye. E Kristen Stewart também tem uma hipótese, graças à sua Lady Diana em Spencer. Quem falta aqui mesmo é Alana Haim em Licorice Pizza. É uma injustiça ter ficado de fora.

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Melhor Actor Secundário

Por tudo e mais alguma coisa, o jovem Kodi Smit-McPhee (O Poder do Cão) surge na melhor posição para levar esta estatueta para casa. Mas o veterano Ciarán Hinds pode muito bem pretender a ficar com ela, pelo seu papel do avô carinhoso e compreensivo do protagonista de Belfast. Assim como Troy Kotsur por CODA, o pequeno filme intrometido deste ano.

Melhor Actriz Secundária

Judi Dench já ganhou um Óscar nesta categoria em 1999, por A Paixão de Shakespeare. E será inteiramente merecido se lhe juntar este ano um segundo, graças à sua comovente interpretação da avó do menino em Belfast. A concorrência mais forte vem de Ariana DeBose (West Side Story) e Jessie Buckley (A Filha Perdida).

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Melhor Filme Internacional

Se não tiver mais nenhum Óscar nas outras categorias para que está nomeado – embora se possa repetir este ano o efeito Parasitas, o que seria muito interessante –, será nesta categoria que Ryusuke Hamaguchi e Drive My Car poderão legitimamente ser recompensados. Com Flee – A Fuga, de Jonas Poher Rasmussen, ali à espreita.

Melhor Longa-Metragem de Animação

A Disney/Pixar parte com uma enorme vantagem este ano, com três títulos em competição nesta categoria: Encanto, Luca (o melhor do trio, e o favorito) e Raya e o Último Dragão. A haver uma surpresa, ela poderá vir da animação para adultos Flee – A Fuga, do dinamarquês Jonas Poher Rasmussen (também nomeada para Melhor Filme Internacional e Documentário de Longa-Metragem), e que tem como trunfo a sua actualidade político-social.

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Melhor Argumento Original

Uma categoria difícil de antecipar este ano, com três candidatos muito fortes: Kenneth Branagh (Belfast), Paul Thomas Anderson (Licorice Pizza) e Joachim Trier e Eskil Vogt (A Pior Pessoa do Mundo). Branagh deverá levar o Óscar, que no entanto também poderá ficar para Anderson em jeito de prémio de consolação.

Melhor Argumento Adaptado

Esta é uma categoria que poderá valer mais um Óscar a O Poder do Cão, cujo argumento é também assinado por Jane Campion, a partir do livro homónimo de Thomas Savage. Se assim não for, a estatueta iria, merecidamente, para Ryusuke Hamaguchi e Takamase Oe, pelo seu trabalho na transformação de um conto de Haruki Murakami a um complexo e denso filme de três horas como é Drive My Car. E a haver uma surpresa, virá de CODA (Siân Hader, a partir do argumento do filme francês original A Família Bélier).

Óscares 2022

  • Filmes

A Netflix parte, outra vez, em vantagem na corrida às estatuetas douradas, com O Poder do Cão, da neozelandesa Jane Campion, nomeado para 12 prémios. Mas, de West Side Story (Netflix) até Coda (Apple TV+), há muitas outras produções bem lançadas para ver. E pelo menos o Óscar de Melhor Filme de Animação tem de ir para Encanto (Disney+). Damos conta dos filmes nomeados para os Óscares que pode ver nos serviços de streaming.

  • Filmes

A 94.ª cerimónia de entrega dos Óscares volta a ser dominada pelas plataformas de streaming, com a Netflix a partir em clara vantagem. O Poder do Cão, filme da cineasta neozelandesa Jane Campion, lidera a corrida com 12 nomeações, incluindo Melhor Realização, Melhor Actor, Melhor Fotografia e Melhor Filme, a categoria a que nos dedicamos nesta lista. Conheça este e os outros nove candidatos à estatueta dourada para o melhor filme.

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  • Filmes

Entre os nomeados ao Óscar de Canção Original, há uma veterana recordista de nomeações que nunca ganhou e volta a tentar a sua sorte à 13.ª, há jovens estreantes que se arriscam a ganhar à primeira, há Beyoncé e Billie Eilish à conquista da Academia depois de dominarem nos Grammys, há uma canção sobre lagartas que deixa meio mundo de lágrima ao canto do olho. E o Óscar de Melhor Canção Original vai para… Billie Eilish! (Ainda não era para dizer?)

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