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Televisão, Séries, HBO, Raised by Wolves
©DR Raised by Wolves de Aaron Guzikowski

‘Raised by Wolves’ é o retrato distópico de um planeta dividido

A nova série da HBO está muitos furos acima do ramerrão da sci-fi estandardizada e repetitiva

Por Eurico de Barros
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★★★☆☆

A marca de Ridley Scott está por todo o lado em Raised by Wolves (HBO): um futuro distópico, um planeta distante cuidadosamente concebido, as relações entre andróides e humanos, monstros alienígenas. Além de ser co-criador e produtor, Scott realiza os dois primeiros episódios desta série de ficção científica onde uma guerra entre os Mitríacos, religiosos, e os Ateus, que seguem a ciência, destruiu a Terra e os dois lados mandaram naves com sobreviventes para se instalarem noutros planetas habitáveis e manterem viva a humanidade, mesmo que dividida. A Kepler-2b chegou primeiro uma nave dos Ateus, levando dois andróides, um homem (Pai) e uma mulher (Mãe) e seis embriões, para estes criarem e lançarem a Nova Geração. Mas só um rapaz, Campion, sobreviveu. E 12 anos depois, chega uma enorme nave com Mitríacos.

Raised by Wolves está muitos furos acima do ramerrão da sci-fi estandardizada e repetitiva, se bem que tenha inconsistências pontuais (por exemplo, por que não se mudou a família logo que pôde para a mais acolhedora zona tropical e penou 12 anos na árida?). Mas no geral a série é encorpada, absorvente e visualmente conseguida, e a Mãe de Amanda Collin é a figura feminina mais ferozmente maternal da ficção científica desde a Ripley de Sigourney Weaver na série Alien.

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