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Treze séries de ficção científica na Netflix a não perder

Se é fã do género, estas são as séries de ficção científica na Netflix que tem de pôr em dia

Por Raquel Dias da Silva e Tiago Neto
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Nos últimos tempos, a aposta mais consensual entre os fãs de ficção científica – género que representa quase um terço das produções originais da Netflix – tem sido Black Mirror, uma antologia que mostra muitas vezes o lado mais negro da tecnologia e das redes sociais. Mas o catálogo da gigante do streaming tem vindo a aumentar com propostas de várias geografias, caso de Dark3%, ou The Rain, mostrando-nos o melhor da Alemanha, Brasil ou Dinamarca, respectivamente. Isso não tira o mérito às mega produções que continuam a chegar dos Estados Unidos, embebendo-nos em histórias que têm tanto de conspiração como de perguntas por responder. Prepare-se porque nestas treze séries de ficção científica na Netflix há muito a descobrir.

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Treze séries de ficção científica na Netflix a não perder

'Black Mirror', (2011-)

Começou no Channel 4 britânico, mas à terceira temporada passou para a Netflix, que entretanto produziu mais duas séries de seis capítulos. A antologia de ficção científica, já considerada uma das séries mais relevantes dos últimos anos, com actores e enredos diferentes todos os episódios, explora um distorcido futuro onde as maiores inovações tecnológicas da humanidade colidem com os seus instintos mais sombrios. À moda de A Quinta Dimensão, mas sintonizada com o espírito dos tempos, a ansiedade e dependência tecnológicas e a sua intercepção com o espaço público são recorrentes. E, ainda antes de estrear a quinta temporada, a Netflix apostou em Black Mirror: Bandersnatch, um episódio especial onde o espectador tem de decidir o fim da trama. Na história, ambientada em 1984, Stefan (Fionn Whitehead), um jovem programador, começa a questionar a realidade enquanto tenta adaptar um romance negro a um videojogo.

'Orphan Black', (2013-)

Clones são uma ideia recorrente em ficção científica, mas foram perfeitamente executados em Orphan Black, com Tatiana Maslany, a actriz principal, a interpretar uma dezena de personagens diferentes, o que lhe valeu o Emmy de Melhor Actriz em 2016. A história – que levanta questões sobre as implicações morais e éticas relacionadas com a clonagem humana – começa com Sarah Manning a testemunhar o suicídio de uma mulher, que parece ser sua sósia.

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'Sense8', (2015-)

Sense8 é a história de um grupo de pessoas, aparentemente sem nada em comum, que partilha um vínculo telepático, acedendo às capacidades e aptidões umas das outras para resolverem problemas, mesmo estando em diferentes pontas do mundo. Gente de diversos géneros, etnias, classes sociais e  orientações sexuais, unida por um propósito comum. Tudo isto era embrulhado numa fórmula de ficção científica e que deve muito a histórias de super-heróis (a influência dos X-Men é inescapável, mesmo que não seja assumida). O derradeiro episódio foi filmado por Lana Wachowski e começa onde a segunda temporada tinha terminado, com os protagonistas a tentarem salvar Wolfgang (Max Riemelt), que tinha sido raptado.

'Stranger Things', (2016-)

Nomeada para 31 Emmys, incluindo Melhor Drama, uma das mais populares produções originais da Netflix vai já a caminho da terceira temporada. Criada pelos irmãos Duffer, Stranger Things é uma série de ficção científica nostálgica e encantadora, com alguns elementos de terror, que começa por seguir o mistério por detrás do desaparecimento de um rapaz. Ambientada nos anos 1980, há constantes citações e referências à década, dos filmes da Amblin e de Steven Spielberg ao terror de John Carpenter e aos retratos da adolescência de John Hughes.

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'3%', (2016-)

A primeira produção brasileira da Netflix, já renovada para uma quarta e última temporada, apresenta um mundo pós-apocalíptico, em que a maior parte da população sobrevivente vive no Continente, um lugar miserável, onde falta tudo, desde a água à energia. Já a elite vive no conforto do Maralto, uma ilha paradísiaca longe dos bairros de lata sobrelotados, que está destinada apenas aos 3% dos cidadãos que, acabados de completar 20 anos, passem no Processo, um teste aos seus limites, que envolve dilemas morais e provas físicas e psicológicas.

'Dark', (2017-)

Dark é, na sequência de uma tendência crescente de produções internacionais, a primeira série original alemã do serviço de streaming Netflix e está disponível na resolução de 4K. A premissa é simples, embora a narrativa seja complexa e se adense cada vez mais ao longo dos primeiros dez episódios: após o desaparecimento de uma criança, quatro famílias desesperadas procuram entender o que aconteceu, à medida que vão expondo um mistério que atravessa três gerações. Além de elementos de ficção científica, que abordam tanto viagens no tempo como a questão do entrelaçamento temporal, há também drama e suspense, para ser mesmo impossível tirar os olhos do ecrã. A segunda temporada, estreada em Julho do ano passado, foi seleccionada de propósito com base num evento que ocorre no primeiro episódio. 

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'Perdidos no Espaço', (2018-)

Em 1965, quatro anos antes de o homem chegar à lua, estreava nos EUA Lost in Space. A série de ficção científica projectava o ano de 1997 como um futuro longínquo, em que os humanos povoariam outros planetas. Passadas mais de cinco décadas, estreou na Netflix um reboot da icónica série dos anos 60. A tecnologia evoluiu tanto que a série está irreconhecível, mas a história é (tirando umas alterações ali, outras acolá) basicamente a mesma. Agora em 2046, depois de se despenharem num planeta desconhecido, a família Robinson luta com determinação para sobreviver e fugir.

'Carbono Alterado', (2018-)

Baseada no livro homónimo, de Richard Morgan, a série de ficção científica cyberpunk apresenta uma versão do futuro em que a consciência das pessoas pode ser transferida de corpo para corpo, através de uma espécie de disco rígido. A morte torna-se um problema menor, mas as desigualdades sociais aumentam: enquanto os ricos podem escolher os corpos que quiserem, incluindo actualizações à medida, os pobres ficam com o que houver e só se o conseguirem pagar. A trama centra-se em Takeshi Kovacs, um ex-agente das forças especiais, meio japonês, meio eslavo, que é ressuscitado com habilidades amplificadas para uma missão encomendada por Laurens Bancroft, um milionário com mais de 300 anos que foi assassinado. Como não há morte, é Bancroft que traz Kovacs ao mundo dos vivos para desvendar o mistério do seu homicídio. Apesar de a consciência ser a mesma, Laurens não se recorda das últimas 48h de vida, porque esta é a periodicidade com que a sua consciência é armazenada.

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'The Rain', (2018-)

É uma série de ficção científica pós-apocalíptica dinamarquesa, que segue dois irmãos, seis anos após um vírus, transmitido pela chuva, ter dizimado a maior parte da população escandinava. Apesar de umas nuances de terror embalarem a premissa da trama, há poucos elementos assustadores e o ambiente soturno é assegurado pelas escolhas visuais de luz e cores, mas sobretudo pelos efeitos sonoros. Perfeita para quem adora uma boa teoria da conspiração, aborda a questão da sobrevivência no meio do caos e como é que os sobreviventes continuam a lidar com problemas comuns, incluindo com os desafios da própria idade. 

'Love, Death & Robots', (2019)

Love, Death & Robots (estilizada como LOVE DEATH + ROBOTS) é uma antologia animada, produzida por Joshua Donen, David Fincher, Jennifer Miller e Tim Miller. Cada episódio, animado por diferentes equipas de vários países, conta histórias de ficção científica, horror, fantasia e comédia, partindo do filme animado Heavy Metal como premissa. A primeira temporada chega-nos em 18 episódios recheados de acção.

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'Osmosis', (2019-)

Num futuro próximo, dois brilhantes irmãos inventam uma tecnologia capaz de encontrar almas gémeas. Mas o primeiro teste à invenção acaba por se revelar perturbador. É esta a premissa de Osmosis, o original de ficção científica francesa da Netflix, que estreou em Março de 2019 com oito episódios e aborda as consequências de deixar que um algoritmo decida, com recurso aos locais mais profundos da nossa mente e aos segredos mais bem guardados, de quem devemos gostar.

'Uma Outra Vida', (2019-)

Esta série de drama de ficção científica estreou no Verão e segue a jornada interestelar da astronauta Niko Breckenridge (Katee Sackhoff) na liderança de uma missão tripulada com o objectivo de descobrir as origens de um desconhecido artefacto alienígena, que aterrou há uns meses na Terra. E é em terra que o seu marido Erik Wallace (Justin Chatwin) o tenta descodificar, com a ajuda de outros cientistas, ao mesmo tempo que a jornalista Harper Glass (Selma Blair) faz tudo por reportar o primeiro contacto entre extraterrestres e seres humanos. Por enquanto, ainda não foi confirmada uma segunda temporada, mas esta é uma série a não perder, também por causa do papel de Samuel Anderson como Will, uma inteligência artificial que às tantas terá de lidar com a capacidade de sentir mais do que seria suposto.

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'I Am Not Okay with This', (2020-)

Sydney Novak (Sophia Lillis) é uma adolescente que navega pelas provações e atribulações da vida escolar enquanto que, paralelamente, lida com as complexidades da sua família, a descoberta da sua sexualidade e, subitamente, os poderes que percebe estar a desenvolver.

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