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Sete séries clássicas que gostávamos de voltar a ver

Não foi só nos últimos anos que se começaram a fazer boas séries de televisão. Eis sete clássicos, feitos entre as décadas de 60 e 80 e com enorme sucesso em todo o mundo, que mereciam repetição entre nós

©DR

Sete séries clássicas que gostávamos de voltar a ver

‘Bonanza’

Uma das séries históricas da televisão, prolongou-se por 14 temporadas (1959-1973), sendo a segunda série “western” mais duradoura de sempre, ultrapassada apenas por Gunsmoke. Foi a primeira deste género a ser exibida na televisão portuguesa, onde as aventuras da família Cartwright (pai e três filhos, interpretados por Lorne Greene, Michael Landon, Dan Blocker e Pernell Roberts, o quarteto de actores originais), estabelecida no seu rancho, a Ponderosa, no Nevada, conheceram um imenso sucesso. O genérico da série, com o mapa da região que arde para depois aparecerem os Cartwright a cavalo, é também um clássico. 



‘Olho Vivo’

Mel Brooks e Buck Henry foram os criadores, em 1965, desta paródia televisiva genialmente absurda aos filmes (e às outras séries) de agentes secretos, com os de James Bond e o Inspector Clouseau de Peter Sellers logo à frente. A personagem do Agente 86, Maxwell Smart (Don Adams), gloriosamente burro e inacreditavelmente desastrado, que enfrentava as forças da maléfica (e igualmente estúpida) Kaos com a sua parceira (e futura mulher), a Agente 99, é uma das grandes criações da história da comédia do pequeno ecrã. As invenções postas à disposição de Smart são a versão “nonsense” e incompetente das do ‘Q’ de 007.

‘Daktari’

Esta era uma série apontada aos jovens, mas que muitos adultos viam. E se calhar as pessoas lembram-se melhor das personagens animais do que das humanas e dos actores que as interpretavam: Clarence, o leão vesgo e manso como um cordeiro, e a chimpanzé  Judy. Aliás, a série nasceu, em 1966, de um filme que tinha como principal protagonista o leão Clarence. A palavra “Daktari” significa “médico” em swahili, e a acção passa-se numa clínica veterinária situada algures no Quénia, com Marshall Thompson no papel do Dr. Marsh Tracy. Uma daquelas que se viam religiosamente e sempre com gosto, e que nos marcam quando jovens. 

‘Os Invasores’

Antes, muito antes de Ficheiros Secretos, houve Os Invasores, que durou pouco tempo (apenas duas temporadas, em 1967 e 1968), mas que foram suficientes para a transformar numa série de culto. Roy Thinnes interpreta David Vincent, um arquitecto que descobre que está em curso uma invasão alienígena secreta da Terra. Os extraterrestres assumem o aspecto humano, e quando descobertos e agredidos ou alvejados, emitem um intenso brilho e desintegram-se. Vincent depara-se invariavelmente com o cepticismo dos seus semelhantes, mas consegue juntar um pequeno grupo com o qual enfrenta os invasores. 

‘Os Vingadores’

Steed e a Sra. Peel, chapéu de côco e guarda-chuva, e botas e fatos de couro, Rolls Royce e Lotus Elan, distinção e erotismo, e tudo muito, muito “british”. Um clássico absoluto da história da televisão, a série, interpretada por Patrick Macnee e Diana Rigg no seu zénite (entre 1965 e 1968, havia começado em 1961 com outros actores), quando apareceu, fugia – e ainda foge – a todas as tentativas de classificação e tipificação. É espionagem mas também paródia à mesma, tem elementos de policial, de ficção científica e também de fantasia, e um pronunciado paladar surreal. Devia estar em exibição até à eternidade, ponto final. 

‘Espaço: 1999’

Passemos em branco as absurdas premissas científicas que levam a que a lua saia da sua órbita e passe a andar à deriva no espaço, levando consigo a base lunar Alfa e os seus ocupantes. Esta série de ficção científica inglesa, criada pelo casal Gerry e Sylvia Anderson, responsáveis por clássicos como Thunderbirs, passou em Portugal pouco após o 25 de Abril, apanhando ainda o PREC, e entrou logo para o imaginário colectivo da geração que a viu originalmente. Nunca mais ninguém esqueceu os Eagles, personagens como a mutante Maya de Catherine Schell e o ‘kitsch’ dos anos 70 aplicado aos cenários de ficção científica. 

‘A Balada de Hill Street’

Uma das maiores e mais inovadoras séries de televisão americana (1981-1987), do tom à forma, da organização narrativa ao realismo da acção, da linguagem, dos tipos e dos comportamentos, A Balada de Hill Street é talvez a melhor criação de Steven Bochco, que aqui fez parceria com Michael Kozoll. Começa logo pelo genérico e pelo tema musical de Mike Post, que são inesquecíveis, seguidos pelo ritual do “roll call” matinal na esquadra, rematado pelo “Vamos ter cuidado lá fora!” do sargento, e depois pelo entrecruzar de várias linhas de enredo. Sem esquecer o elenco perfeito a incarnar personagens memoráveis. Um “cop show” para a posteridade. 

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