Vingadores: até ao infinito e mais além

É o início do fim da terceira fase da evolução do universo cinematográfico da Marvel.

Film Frame/Marvel Studios

No príncipio era o Homem de Ferro. Estávamos em 2008 e a Marvel lançava as bases para um universo cinematográfico espalhado por vários filmes, que tanto podiam ser vistos isoladamente enquanto peças de um grande e super-heróico puzzle. Como na banda desenhada. Ninguém tinha tentado fazer uma coisa assim, e a aposta era arriscada, mas o sucesso (crítico e comercial) foi instantâneo e só foi crescendo com cada novo filme.

Hoje, o êxito dos filmes da Marvel está praticamente garantido. Ainda mais no caso de Vingadores: Guerra do Infinito, dos irmãos Russo, que junta no mesmo filme todos os heróis das fitas da Marvel (produzidas pela Marvel, entenda-se, já que os X-Men e o Quarteto Fantástico, cujos direitos cinematográficos são detidos pela Fox, por enquanto não entram nestas contas), incluindo, pela primeira vez, os Guardiões da Galáxia.

O elenco do filme é monumental, com dezenas de figurões de Hollywood, nalguns casos em pequenos papéis. O que lembra, à sua maneira, O Dia Mais Longo, produzido por Darryl F. Zanuck, que em 1962 se gabava das suas “42 estrelas internacionais”.

A Marvel tem evitado revelar muitos pormenores sobre a história de Vingadores: Guerra do Infinito, e quando o filme for mostrado à imprensa já a revista vai estar nas bancas, mas aparentemente, a acção decorre dois anos depois do final de Capitão América: Guerra Civil. Os Vingadores ainda estão divididos quando uma nova ameaça, o vilão Thanos, chega à Terra em busca das jóias do Infinito, para garantir a sua omnipotência. O objectivo? Matar metade do universo, a julgar por um dos trailers.

É uma narrativa épica, mas que dificilmente vai ter uma conclusão satisfatória quando os créditos finais rolarem. O filme já tem uma segunda parte, ainda sem nome, agendada para Maio do próximo ano, e é aí que esta história, que de certa forma começou a ser contada em 2008, deve realmente terminar. Vai ser o derradeiro capítulo da terceira fase do universo cinematográfico da Marvel, segundo o produtor Kevin Feige, e é muito provável que alguns dos personagens que acompanhámos ao longo dos anos morram e sejam substituídos. Por quem? Ainda não se sabe.

O futuro do universo cinematográfico da Marvel é uma relativa incógnita. O calendário da Marvel até 2019, anunciado por Kevin Feige há quatro anos, culmina no quarto filme de Os Vingadores, pelo que pode estar para breve o anúncio da nova leva de filmes, que deve incluir um terceiro Guardiões da Galáxia e um novo Homem-Aranha. E, caso se confirme a aquisição da 21st Century Fox pela Disney (os donos da Marvel), talvez o regresso a casa dos X-Men e do Quarteto Fantástico.

A década da Marvel

Primeira fase (2008-2012)

Primeira fase (2008-2012)

Tudo começou com Homem de Ferro, de Jon Favreau, em 2008. Seguiu-se O Incrível Hulk, de Louis Leterrier, no mesmo ano. Depois vieram Homem de Ferro 2, Thor, Capitão América: O Primeiro Vingador e por fim Os Vingadores, de Joss Whedon, que em 2012 juntou todos estes heróis num único filme. E mudou Hollywood.

Segunda fase (2013-2015)

Segunda fase (2013-2015)

Homem de Ferro 3, Thor: O Mundo das Trevas e Capitão América: O Soldado do Inverno não trouxeram muito de novo, mas Guardiões da Galáxia abriu novos horizonte para o universo cinematográfico da Marvel, antes de Vingadores: A Era de Ultron encerrar mais um capítulo desta saga. Homem-Formiga foi uma espécie de epílogo.

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Terceira fase (2016-2019)

Terceira fase (2016-2019)

Vingadores: Guerra do Infinito assinala o início do fim da terceira fase da evolução do universo cinematográfico da Marvel. Houve muitas novidades, como a introdução de Doutor Estranho ou Black Panther e os filmes homónimos. Nada que se compare, contudo, à chegada do Homem-Aranha a este universo.

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