Cinco filmes a não perder no Queer Lisboa 2017

A 21ª edição do Queer Lisboa – Festival Internacional de Cinema Queer começa esta sexta, 15 de Setembro. Sugerimos-lhe cinco filmes para ver até dia 23 no cinema São Jorge

©DRBeach Rats de Eliza Hittman

Depois de soprar 20 velas em 2016, o Queer Lisboa, o festival de cinema mais antigo da cidade, está de volta com um recorde de países participantes. Ao todo são 92 filmes de 32 países. Facilitamos-lhe a tarefa e escolhemos cinco a não perder na 21ª edição.

Cinco filmes a não perder no Queer Lisboa

God’s Own Country, de Francis Lee

Sexta 15, às 21.00; repete domingo 17, às 17.15.

O filme de abertura do festival, God’s Own Country, marca a estreia do britânico Francis Lee e é por muitos “definido como uma espécie de Brokeback Mountain inglês”, diz João Ferreira, director do Queer. A história é a da relação entre Johnny Saxby e Gheorghe, um romeno que chega para ajudá-lo no trabalho numa fazenda do Yorkshire. O filme estreou este ano em Sundance e é baseado na vida do próprio realizador.

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Beach Rats, de Eliza Hittman

Sábado 16, às 19.30.

“Um dos filmes que mais lutámos para conseguir este ano, o Beach Rats, esteve em Sundance e mostra muito bem como o cinema queer tem reinventado as suas histórias”, continua João Ferreira, director do festival. Passado em Brooklyn, é um filme sobre “a descoberta da sexualidade” de Frankie (Harris Dickinson), um adolescente nos subúrbios de Nova Iorque que divide o seu tempo entre a nova namorada e homens mais velhos que vai conhecendo online.

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100 Men, de Paul Oremland

Sábado, 23, às 17.15.

Numa parceria com o centro de rastreio Checkpoint LX, no Príncipe Real, para testes rápidos de VIH a homens que têm sexo com homens, o Queer apresenta o documentário neozelandês – seguido de um debate – 100 Men, no qual o realizador, Paul Oremland, procura todos os homens com quem teve sexo ao longo da vida e acaba por, a partir da sua história, traçar outra mais universal.

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1:54, de Yan England

Sexta, 22, às 22.00.

O canadiano Yan England vem ao Queer apresentar 1:54, uma longa-metragem sobre o bullying sofrido na escola por Tim (Antoine-Olivier Pilon, protagonista também de Mommy, de Xavier Dolan), um atleta de 16 anos a tentar qualificar-se para os nacionais de atletismo (1:54, o nome do filme, é o tempo que tem de fazer). O realizador já esteve nomeado para o Óscar de Melhor Curta-Metragem em 2013, com Henry.

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Mãe Só Há Uma, de Anna Muylaert

Sábado 23, às 21.00.

Para encerrar o festival, o Queer apresenta a estreia de Mãe Só Há Uma (sábado, 23, às 21.00), filme da brasileira Anna Muylaert que já conhecemos de Que Horas Ela Volta?, com Regina Casé no papel de uma empregada doméstica. Neste Mãe Só Há Uma, Pierre (Naomi Nero) descobre a sua sexualidade, ao mesmo tempo que também descobre a sua mãe biológica. O filme esteve no festival de Berlim do ano passado, onde recebeu o prémio Teddy, para filmes LGBT, e está nomeado em três categorias do Grande Prémio do Cinema Brasileiro.

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