Global icon-chevron-right Portugal icon-chevron-right Lisboa icon-chevron-right Regresso ao passado: o Maxime renasceu como hotel

Regresso ao passado: o Maxime renasceu como hotel

A vida é um cabaret. Pelo menos dentro do Maxime, que abriu portas para uma nova vida – sem esquecer de onde veio

Por Renata Lima Lobo |
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Fotografia: Manuel Manso
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"Já fui aqui tão feliz". As palavras são de um antigo cliente do bar, que, entrando porta adentro, foi assolado por boas memórias. Quem conta o episódio é António Gonçalves, administrador do Grupo Hotéis Real, cadeia que não só devolveu o Maxime a Lisboa (embora reinventado) como ampliou a experiência. E ampliar a experiência significou ocupar os pisos superiores do edifício, outrora com escritórios e onde agora encontramos 70 quartos standard (um deles para pessoas com mobilidade reduzida) e mais cinco temáticos com 25 metros quadrados cada.

Já subimos o elevador. Vale a pena voltar atrás: a experiência começa logo à entrada com um peepshow. Numa parede, encontra um pequeno buraco a que vai querer dedicar um segundo ou dois: é que ao espreitar vemos uma criação da artista Diana Coelho, profissional do cruzamento entre as artes performativas e visuais, que aqui nos diz que as paredes têm ouvidos. Ao espreitar por esse buraquinho vemos um vídeo com caras bem conhecidas: Humphrey Bogart ou Sean Connery, sentados à mesa e rodeados de bailarinas. Uma peça inspirada em factos verídicos por alturas da II Guerra Mundial, quando Lisboa era um ninho de espiões e as bailarinas vendiam informações de uns a outros.

Logo a seguir, não uma cara mas uma peça também conhecida dos antigos clientes. O grande balcão do Maxime está lá, aquela que chegou a ser a maior barra da Europa não foi a lado nenhum, num espaço que acumula como bar e restaurante (liderado pelo chef Luca Bordino) e onde se mantém o mesmo tecto e réplicas dos candeeiros que nele estavam pendurados. Já o restaurante tem um palco decorado com um mural da artista Alexandra Prieto e pronto a receber sessões de burlesco. Com uma surpresa guardada para Novembro, mês em que arranca um jantar-espectáculo muito especial às sextas e sábados, com uma ementa ligada ao que acontece em cima do palco. "A ideia é abrir a porta a Lisboa e ao meio artístico, com espectáculos de artistas da cidade", explica António Gonçalves. "Mais do que ter o Maxime como um espaço público, é viver o espírito do Maxime ao máximo".

Ao fundo um ponto de interrogação, que isto é tudo um mistério. É aí que estão as casas de banho do piso térreo. A das mulheres tem uns confortáveis banquinhos para a maquilhagem e um espelho à altura, para se sentirem verdadeiras divas, e a dos homens tem mais buraquinhos nas paredes com imagens maximianas.

Quem aqui reserva quarto trava logo conhecimento com a Lady Maxime, uma personagem fictícia que deixa notas nos quartos, que envia emails, que trata os clientes por tu, mas que nunca aparece. Em cada um dos cinco andares vive uma personagem feminina, também misteriosa, e um tema: bar, burlesque, bondage, dressing room e stage. No final dos corredores de cada andar, pode travar conhecimento com essas personagens que fizeram uma sessão fotográfica exclusiva para o hotel. E associado a cada imagem está um objecto, como plumas, uma corda ou um banco de balcão, tudo excelente para ir parar ao Instagram (está lá uma hashtag e tudo).

Cada andar tem um quarto associado a cada tema, num hotel inteiramente decorado de alma e coração pela equipa de marketing do Grupo Hotéis Real, que mergulhou na história do Maxime e também de Lisboa. Porque o storytelling que decora o Maxime Hotel tem enquadramento histórico e começa nos anos 20, quando o clube Maxim’s abriu na Praça dos Restauradores, onde havia jogos de casino à revelia das autoridades. Essa referência é feita no piso 4, tema “bar”, e no quarto temático respectivo existe uma mesa com fichas de apostas. O piso 1 fala-nos de burlesco, com um candeeiro de plumas e foto de uma corista na mesa de cabeceira do quarto-estrela; o piso 2 de bondage, com mesas de cabeceira que são baloiços e uma "gaiola-sofá" bastante confortável; o piso 3 de quarto-de-vestir, onde estão muito bem guardadas as cartas de amor dos fãs das bailarinas espanholas que adoptaram Lisboa para fugir do regime de Franco; e o piso 5 é um verdadeiro palco e no quarto temático há uma cama redonda rodeada por focos de luz, uma cartola em cima da cama e plumas junto aos cabides.

A cada um destes quartos está ainda associada uma bebida Bacardi-Martini, numa parceria entre a marca e o hotel, uma garrafa por abrir e dois copos. Pode beber assim mesmo, sem gelo, mas é convidado a dirigir-se ao bar e provar um cocktail que tem por base a bebida dos seus aposentos. Temas à parte, todos os quartos têm uma máquina Nespresso (e cápsulas), uma coluna Marshall, produtos da Castelbel ou mesmo Netflix.

Falta o pátio. No primeiro piso há um espaço exterior em jeito de refúgio, onde brevemente será disponibilizado aos clientes um botão para chamar um funcionário do bar. E espera-se que, para o ano, as trepadeiras tornem o espaço ainda mais verde e fresco.

Praça da Alegria, 58. 21 876 0000. maximehotellisbon.com

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