Dez livros infantis para juntar à estante

Da rainha que gosta de frio à menina que nasceu no meio do trigo e queria flutuar no mar, dez livros infantis a não perder
A bola amarela
Por Catarina Moura |
Publicidade

Para lá do preto e branco há muita cor nos lançamentos de livros infantis e atiramos-lhe com dez que não deve perder, numa viagem ao melhor da Primavera-Verão 2017.

Dez livros infantis para juntar à estante

Maria trigueira, Ivone gonçalves

Maria Trigueira

No último livro de Ivone Gonçalves, Maria é “cabeça no ar”, “cresceu por entre as searas de trigo e sonhava viajar” e, a páginas tantas, meteu-se num barquito com “um noviço a manobrar”. Pintado a preto e branco, o texto vai rimando e casando com as ilustrações ingénuas. Do interior das searas a caminho do mar, o caminho segue intimista.

Ivone Gonçalves (texto e ilustração), Kalandraka, 12,00€

Adeus, Peúgas, benjamin chaud

Adeus Peúgas?

O título não fala realmente de meias, mas antes de um coelho-anão com um par de orelhas que, de tão grandes podiam bem ser um par daquelas soquetes com raquetes. O bicho é “gordito, molengão, muito bonzinho e rói os fios eléctricos” de casa, o que leva o rapaz protagonista do livro a tentar abandoná-lo nas floresta. Mas depois de tanto tempo juntos isso não é possível sem se pensar duas vezes. É a última tradução de uma obra de Benjimn Chaud, que já tem A Cantiga do Urso ou As Férias do Pequeno Urso publicados pela Orfeu Mini.

Benjamin Chaud (texto e ilustração), Orfeu Mini, 14,00€

Publicidade
Coisas de ir à mesa, José Jorge Letria

Coisas de ir à mesa

De programas de televisão a livros infantis sobre o 25 de Abril, José Jorge Letria já fez de tudo. A última obra para miúdos é Coisas de ir à Mesa, com as ilustrações de Tiago Albuquerque. É um abecedário de tudo quanto há na cozinha e pode ir à mesa: de A (de arroz — “há quem use dois pauzinhos para que ele chegue à boca”) a Zurrapa — “quando o vinho está estragado deve chamar-se zurrapa porque esconde o que não presta debaixo da sua capa”.

José Jorge Letria (texto) Tiago Albuquerque (ilustração), Booksmile, 11,90€

A rainha do norte, joana estrela

A Rainha do Norte

Para os contos infantis serem justos com a vida é preciso riscar a parte do “felizes para sempre” e substituir por “durante algum tempo”. No caso da rainha de Joana Estrela não está a ser fácil lidar com a distância do seu país, que deixou para se casar com o rei de um lugar quente e de peles morenas. Ela veio do norte e de vez em quando abraça-se às suas antigas (e agora inúteis) roupas felpudas. Só no meio do branco é que esta senhora loura se sente em casa.

Joana Estrela (texto e ilustração), Planeta Tangerina, 13,90€

Publicidade
A cidade dos animais

A Cidade dos Animais

Folhear A Cidade dos Animais dá vontade de citar a música que diz que Nina, a personagem principal, “mora num país tropical/ abençoado por Deus/ E bonito por natureza”. De cores vivas e com as páginas enebriantemente cheias, Joan Negrescolor pinta uma história em que esta rapariga desce a uma cidade selvagem secreta, uma sombra muito alegre de uma cidade humana do passado. Aí conta histórias aos animais – os flamingos são fãs de mitologia, os macacos gostam de extraterrestres, a serpente prefere contos sobre o mar.

Joan Negrescolor (texto e Ilustração), Orfeu Negro, 14,50€

 SHOPING DIA DA CRIANÇA 2017   34

O Livro com Sono e O Livro Zangado!

São os primeiros livros infantis da Editorial Bizâncio, que inicia assim a sua colecção “Meio Palmo, Palmo e Meio”. Cédric Ramadier e Vincent Bourgeau escreveram O Livro com Sono
e O Livro Zangado, em que os livros são os protagonistas de
si próprios. No primeiro há que falar baixinho e tapar as páginas com olhinhos de sono, quase a dormir; o livro está vermelho de raiva e o melhor é deixá-lo em paz até que queira contar o que se passa. Afinal, o que não se resolve com uma boa sesta ou 
paciência, beijinhos e festinhas?

Cédric Ramadier (texto) e VincentBourgeau (ilustrações), Bizâncio, 11,90€

Publicidade
CÁ DENTRO

Cá Dentro

Uma das estruturas mais misteriosas do universo está Cá Dentro, diz este livro da Planeta Tangerina, longe de ser apenas um livro infantil. O cérebro é um instrumento complicado com 86 mil milhões de neurónios, mais do que as pessoas que há na Terra, e todos eles “capazes de proezas complexas”. Este guia do cérebro não tem medo da linguagem científica para falar dos sentidos, da consciência ou da memória e, simplificando a informação, não a infantiliza quando explica as parecenças entre humanos e lesmas ou porque procrastinamos. Este calhamaço sucede a Lá Fora, o livro que incentivava o público a descobrir a natureza, indo para a rua e observando.

Isabel Minhós Martins e Maria Manuel Pedrosa (textos) Madalena Matoso (ilustrações), Planeta Tangerina, 24,60€

A bola amarela

A Bola Amarela

Luís e Luísa estavam só a jogar uma partida de ténis calma quando a bola caiu na dobra do livro. Puseram a cabeça entre as páginas mas não a viram, então decidiram entrar nos bastidores do livro para a encontrarem. A partir daí cada dupla de páginas é um mundo gráfico diferente: eles entram em festas, numa fotografia de burros a preto e branco e até falam com Deus. Quando voltam ao campo para recomeçar o jogo, falta a raquete ao Luís e assim, no final do livro, pode bem voltar-se ao início para agora descobrir não a bola amarela, mas a raquete.

Daniel Fehr (texto), Bernardo P. Carvalho (ilustrações), Planeta Tangerina, 13,50€

Publicidade
maquina

Máquina

O par livro-máquinas digitais não tem de ser de rivalidade, como sempre se pinta. O livro de Jaime Ferraz mostra, sem precisar de palavras, como os dois mundos coexistem e nos levam para fora da realidade: os tablets levam o miúdo deste livro para um universo de bonequinhos de píxeis em jogos de plataformas, os livros fazem-no mergulhar num mar profundo cheio de criaturas por inventar, em florestas ou até fora da estratosfera – sempre na companhia do avô, na rua e sem necessidade de corrente eléctrica. Afinal, este livro em que tudo é cor de laranja também é uma máquina de produzir realidades.

Jaime Ferraz (texto e ilustração), Pato Lógico, 32 pp, 13,50€

A mala misteriosa do senhor benjamin, Pei-yu chang

A mala misteriosa do senhor Benjamin

Pei-Yu Chang dedica este livro a “todos aqueles que tiveram de sair dos seus países” e inspira-se na história de vida do filósofo Walter Benjamin, que teve de fugir da Alemanha enquanto o regime nazi subia ao poder. Neste livro, com ilustrações que estão entre os desenhos a lápis de cera e as colagens, uma mala misteriosa e pesada é a única coisa que leva consigo e todos lhe pergunta se tem a certeza de a querer carregar — é que não parece de um homem inteligente subir montanhas com um peso morto atrás.

Pei-Yu Chang (texto e ilustração), Nuvem de Letras, 13,90€

Coisas para fazer com os miúdos em Lisboa

Centro de Arte Moderna, Fundação Calouste Gulbenkian
©Cam/Paulo Castanheira
Miúdos

Museus para crianças em Lisboa? São mais que as mães e bem divertidos

É uma grande injustiça dizer que a palavra museu cheira a mofo. Mas se começou por arrastar os miúdos para uma exposição interminável que só interessou aos pais... é bem possível que o programa enfrente alguma resistência. Não desanime. Fomos à procura dos melhores museus para crianças em Lisboa. Para ir ao passado e ao futuro, sem sair do presente.

Friendly Flamingo
Fotografia: Manuel Manso
Restaurantes

12 brunches para toda a família

O brunch está entre os programas preferidos dos lisboetas, mas nem todos são children-friendly. Se não quer abrir mão da refeição mais cool do fim-de-semana, opte antes por um destes brunches, perfeitos para toda a família.   

Publicidade
Rua das lisboa com movimento
Fotografia: Arlindo Camacho
Miúdos

Os melhores passeios com crianças em Lisboa

Parque infantil, bicicleta à beira-rio e toca a voltar para casa que já está na hora do banho. A Time Out quer acabar com os velhos hábitos, ajudá-lo a quebrar rotinas e levar os miúdos a descobrir Lisboa. Sempre em diferentes meios de transporte. Sim, até de helicóptero! Estes são os melhores passeios com crianças em Lisboa. 

Publicidade
Esta página foi migrada de forma automatizada para o nosso novo visual. Informe-nos caso algo aparente estar errado através do endereço feedback@timeout.com