livros feministas para crianças
DR | Mulheres Sem Medo
DR

Musas inspiradoras: nove livros para ensinar às crianças o que é o feminismo

Os papéis principais não estão reservados apenas aos rapazes. Espreite estes livros feministas para crianças.

Raquel Dias da Silva
Publicidade

Não são princesas ou rainhas (bem, algumas também eram), mas heroínas da vida real que, com talento e determinação, fizeram a diferença na sua época e muitas vezes para lá dela. Da escritora portuguesa Natália Correia, activista pelos direitos da mulher e contra o fascismo, até à paquistanesa Malala Yousafzai, a pessoa mais nova a receber o prémio Nobel da Paz, sem esquecer muitas outras raparigas rebeldes, como a pintora mexicana Frida Kahlo ou a astronauta russa Valentina Tereshkova, os papéis principais não estão reservados apenas aos rapazes. Basta ler estes livros feministas para crianças, mas uma delícia também para os mais crescidos, para perceber como o mundo está cheio de musas inspiradoras. Inspire-se com elas e celebre as mulheres e o feminismo.

Recomendado: Livros com histórias de mulheres reais que tem de ler

Musas inspiradoras: nove livros para pais e filhos

Natália Correia – Entre o Riso e a Paixão

De Maria João Martins e Catarina Alves

Natália Correia foi uma das figuras mais marcantes do século XX português. Micaelense, nasceu no seio de um núcleo matriarcal e chegou à capital ainda jovem. Cedo demonstrou que a inconformidade seria para sempre o seu estado de espírito. Trabalhou na rádio e na televisão, foi jornalista e deputada e lutou pelos direitos das mulheres e contra o fascismo. Dona de uma oratória inconfundível, também fez traduções e escreveu romances, poesia, contos, guiões e peças de teatro.

Imprensa Nacional. 72 pp. 11€

As Mulheres ao Longo da História

De Katarzyna Radziwiłł e Joanna Czaplewska

Com uma abordagem clara e acessível, este livro propõe um olhar novo sobre a História da humanidade: uma viagem documentada e visualmente envolvente, organizada cronologicamente, que percorre épocas, culturas e continentes para contar como as mulheres viveram, resistiram, trabalharam, inventaram, cuidaram, lideraram e foram também, vezes demais, silenciadas.

Fábula. 56 pp. 16,25€ 

Publicidade

Herstory: Uma História Ilustrada das Mulheres

De María Bastarós, Nacho M. Segarra e Cristina Daura

O activismo feminista não é estranho a María Bastarós. Vencedora do Prémio Puchi em 2018, o seu primeiro romance, Historia de España contada a las ñinas (ainda sem tradução em Portugal), retrata o que foi ser mulher no país vizinho ao longo do século XX. Publicado no mesmo ano, este livro – que co-assina com Nacho M. Segarra – também dá voz às mulheres e à luta constante por espaços de liberdade. Agora numa versão aumentada, que conta com novos textos e ilustrações de Cristina Daura, o álbum editado pela Orfeu Mini inclui uma selecção exclusiva de portuguesas e dos seus momentos de conquista, reviravolta e resistência.

Orfeu Mini. 192 pp. 27€

Mulheres Sem Medo

De Marta Breen e Jenny Jordhal

São 150 anos de coragem, garra e visão de quem lutou e ainda luta pelos direitos das mulheres à volta do globo. Da luta abolicionista ao movimento #MeToo, passando pela história das sufragistas e do direito ao aborto, está (quase) tudo nesta banda desenhada, que se assume como uma breve história do feminismo, das suas principais figuras e das causas que defende.

Bertrand Editora. 128 págs. 18,80€

Publicidade

Portuguesas Extraordinárias

De Maria Rosário Pedreira e Elsa Martins

Brites de Almeida, Catarina de Bragança, Sophia de Mello Breyner Andersen: foram várias as mulheres que se rebelaram contra convenções e obstáculos e alcançaram feitos incríveis que mudaram Portugal e o mundo. Com ilustrações de Elsa Martins e textos de Maria Rosário Pedreira, este livro celebra algumas dessas portuguesas, que se destacaram em diferentes áreas, da política às letras e ao empreendedorismo.

Booksmile. 72 págs. 15,49€

Valente Valentina/Mighty Valentina

De Andreia Nunes e Rachel Caiano

Inspirada em Valentina Tereshkova, a primeira mulher astronauta a ir ao Espaço, Andreia Nunes escreveu esta história sobre uma menina que é, como todas as crianças, “uma imensidão intergaláctica de criatividade”. E Rachel Caiano deu-lhe vida com as suas ilustrações, ambas na esperança de inspirar mais crianças com uma singela mas poderosa verdade: a de que o céu não é o limite.

Editorial Caminho. 32 págs. 10,90€

Publicidade

Histórias de Adormecer Para Raparigas Rebeldes

De Elena Favilli e Francesca Cavallo

Da liderança de Cleópatra ao activismo de Malala, passando pelo génio visionário de Ada Lovelace, este álbum ilustrado conta a história de uma centena de mulheres que, com determinação e inteligência, ficaram na história da Humanidade por terem tido a audácia de sonhar com um mundo onde o género não define fronteiras. Depois de uma leitura destas, não há maneira de os miúdos não dormirem como um anjinho.

Nuvem de Tinta. 332 págs. 19,45€

As Mulheres e os Homens

De Equipa Plantel e Luci Gutiérrez

Mulheres e homens têm os mesmos direitos, mas nem sempre as mulheres desfrutam dos mesmos privilégios que os homens. Como conquistar um mundo igualitário? É a grande questão a que a Equipa Plantel e a ilustradora Luci Gutiérrez respondem neste livro bem-humorado, que venceu o Prémio Bologna Ragazzi de de Não-Ficção, em 2016.

Orfeu Mini. 56 págs. 14,50€

Publicidade

Malala Yousafzai

De Maria Isabel Sánchez Vegara e Manal Mirza

A colecção Meninas Pequenas, Grandes Sonhos, de Maria Isabel Sánchez Vegara, que conta com diferentes artistas a cada edição, é perfeita para dar a conhecer grandes histórias de vida que mudaram o mundo em que vivemos. De Amelia Earhart a Coco Chanel, a série inclui mais de dez livros. Este é sobre Malala Yousafzai, activista pela educação das meninas e a pessoa mais nova a receber o prémio Nobel da Paz.

Nuvem de Letras. 40 págs. 13,95€

Mulheres no Mundo

  • Filmes
  • Terror

Foram sobretudo os homens que, historicamente, se sentaram na cadeira de realizador de filmes de terror (e não só). Mas, ao longo das últimas décadas, esse desequilíbrio começou a esbater-se, o género perdeu a conotação caricata, continuou a ganhar fãs, a qualidade das produções subiu, e hoje são várias as obras assinadas no feminino que nos fazem saltar do assento.

Recomendado
    Últimas notícias
      Publicidade