10 concertos a não perder na Festa do Jazz

A 15ª edição da Festa do Jazz do São Luiz, a grande montra anual do jazz português, abunda em projectos estimulantes e conceitos inovadores. Descubra os concertos a não perder este fim-de-semana
Joana Machado
Joana Machado
Por José Carlos Fernandes |
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10 concertos a não perder na Festa do Jazz

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All Stars

Veja os clássicos All Stars do baterista Michael Lauren domingo às 23.00, um septeto com Hugo Alves, Diogo Vida, José Meneses, Nuno Ferreira, Jeffery Davies, e Carlos Barretto. É jazz caloroso e descontraído, que corresponde ao CD Once Upon a Time in Portugal (2016).

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Joana Machado

Sábado, às 18.30, a cantora Joana Machado apresenta material do seu quinto álbum Lifestories (2016) com a mesma equipa que o gravou – Óscar Graça, Bruno santos, Romeu Tristão e Joel Silva. Aqui, o jazz mescla-se com pop e funk.

 

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Bruno Pernadas

O guitarrista Bruno Pernadas tem várias facetas, que se estendem à pop, mas aqui surge em contexto jazz relativamente ortodoxo, tocando material do CD Worst Summer Ever, com Desidério Lázaro (figura omnipresente desta Festa do Jazz) João Mortágua, Sérgio Rodrigues, Francisco Brito e David Pires. Toca sábado às 21.30.  

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Cícero Lee

Domingo, às 17.00, o contrabaixista Cícero Lee traz-nos uma fusão de jazz e rock com Desidério Lázaro, Tiago Oliveira, Carlos Garcia e José Salgueiro e material proveniente de Those Who Stay (2015).

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Luís Barrigas

O pianista Luís Barrigas revisita Songs With and Without Words (2016) domingo às 18.30, com as vozes de Guida de Palma e Sofia Vitória e os músicos Desidério Lázaro, João Capinha, Mário Franco e Alexandre Alves (praticamente a formação que gravou o disco).

 

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Clocks and Clouds

O quarteto Clocks and Clouds, cujo nome foi pedido emprestado a um ensaio de Karl Popper (que também baptizou uma obra orquestral de Ligeti) e que junta Luís Vicente, Rodrigo Pinheiro, Hernâni Faustino e Marco Franco, toca sábado às 17.00. O quarteto pratica uma música polirrítmica e angulosa e estreou-se com disco homónimo em 2013.

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Pedro Neves Trio

Ausente, a estreia em disco do Pedro Neves Trio, foi um dos grandes discos de 2013 e 05:21, de 2016, só parece menos conseguido face ao brilho do seu antecessor. Com Miguel Ângelo e Leandro Leonet, tocam domingo, às 15.30.

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João Mortágua

O saxofonista João Mortágua apresenta domingo às 21.30 o sucessor de Janela (2014), intitulado Dentro da Janela, que vê José Pedro Coelho somar-se ao quarteto formado por Miguel Moreira, José Carlos Barbosa e José Marrucho.

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Home

O projecto Home é liderado pelo jovem acordeonista João Barradas, que se estreou em disco com Directions, publicado pela Inner Circle Music, do saxofonista Greg Osby. O novo sexteto tem a invulgar combinação de duas guitarras (Gonçalo Neto e Mané Fernandes), vibrafone (Eduardo Cardinho), contrabaixo (Ricardo Marques) e bateria (Guilherme Melo). Foi o vencedor da categoria “combo jazz” do Prémio Jovens Músicos 2016 e toca na Festa do Jazz sábado, às 15.30.

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Omniae Ensemble

O Omniae Ensemble, do baterista Pedro Melo Alves, estreia-se sábado, às 19.30. Foi o vencedor da 2.ª edição do Prémio de Composição Bernardo Sassetti; conta com Gileno Santana, Xavi Sousa, José Soares, Mané Fernandes, José Diogo Martins e Filipe Louro e o seu disco de estreia, editado pela Nischo, será lançado durante a Festa do Jazz.

 

Jazz para todos

Chet Baker & Gerry Mulligan Los Angeles 1952
©William Claxton
Música, Jazz

Sete clássicos do cool jazz

Haverá música mais “hot” do que o jazz? Por oposição à música clássica, em que a partitura foi maduramente reflectida e se espera que o intérprete a siga escrupulosamente, o jazz é o reino das reacções instantâneas e espontâneas, sem tempo para reflexão, da entrega total dos músicos, dos solos abrasadores, da sinergia emocional entre os membros da banda que pode chegar ao paroxismo. O termo “hot jazz” foi sinónimo do jazz tradicional nascido em New Orleans, e quando, em 1931, um grupo de aficionados parisienses daquela música proveniente do outro lado do Atlântico decidiu formar um clube para a promover, escolheu chamar-se Hot Club de France. Quando, em 1950, um grupo de lisboetas entusiastas da “música hot” formalizou um clube com o mesmo fito, não teve de discutir muito para a baptizar como Hot Clube de Portugal. Mas nada no mundo é a preto e branco e, no final dos anos 40, houve músicos que descobriram que se se baixasse a temperatura do jazz este ganhava novas propriedades. E o jazz assumiu tempos mais lentos, opôs a descontracção e o distanciamento à tensão e frenesi do bebop, ganhou arranjos elaborados por influência da música clássica (que depois levariam à chamada Third Stream) e privilegiou a elegância e a contenção. Aviso: não vai ouvir nada disto no festival EDP cool jazz.

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Hot Club Portugal - Banda
©DR
Bares

Os oito melhores sítios para ouvir jazz em Lisboa

Encaremos isto como uma espécie de jukebox, mas em vez de chegarmos a um bar e metermos uma moeda no disco que queremos pomos antes uma moeda no bar que queremos, pedimos uma bebida e esperamos que a nossa aposta corra bem ao nível da escolha musical. Isto partindo do pressuposto que não vamos às cegas, que sabemos o que queremos a invadir-nos os tímpanos e que, por muito que não seja a música que queríamos naquela altura, não andará longe. Os bares de jazz ocupam esse lugar, querer Chet Baker e levar com Miles Davis, querer Duke Ellington e levar com Coltrane. Nada mau. Assim se espera nestes que são os melhores sítios para ouvir jazz em Lisboa. 

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