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11 músicas clássicas para abrilhantar o seu funeral

Michel Corboz e o Coro & Orquestra Gulbenkian juntam num concerto os Requiems de Mozart e o de Fauré e os Graindelavoix somam dois Requiems de Duarte Lobo a um de Vecchi. Conheça outras opções para sonorizar a sua despedida deste vale de lágrimas

Orquestra Gulbenkian
©Carlos G Orquestra Gulbenkian
Por José Carlos Fernandes |
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Há quem prefira não pensar nisso e há quem entenda que a sua saída de cena deve merecer cuidadoso planeamento e que este inclui, necessariamente, banda sonora na cerimónia. As 11 alternativas que em seguida se apresentam são diversificadas, quer no tom, do resignado ao angustiado, do grandiloquente ao discreto, quer nos custos, que se ajustam a diferentes bolsas [de € (económico), a €€€€€ (os seus herdeiros irão rogar-lhe pragas)].

Num mesmo concerto, dois célebres Requiem, um sereno (o de Fauré), outro pleno de dramatismo (o de Mozart), pelo Coro & Orquestra Gulbenkian e um elenco solista de luxo, com Sandrine Piau (soprano), Helena Rasker (mezzo-soprano), Christophe Einhorn (tenor), Marcos Fink (baixo). O maestro será Michel Corboz, que gravou ambas as obras para a Erato e é um dos maiores especialistas em música sacra.

Fundação Gulbenkian, terça-feira 11 de Abril, 21.00, e quarta-feira 12 de Abril, 19.00, 20-40€.

Noutro concerto, os Graindelavoix de Björn Schmelzer cantam dois Requiems de Duarte Lobo (um a seis vozes e outro a oito), o Requiem de Orazzio Vecchi e a Missa Praeter Rerum Seriem, de Georges de la Hèle, obras impressas por volta de 1600 na tipografia Plantin, de Antuérpia.

Igreja de S. Roque, sábado 8 de Abril, 21.00, 25€

11 músicas clássicas para abrilhantar o seu funeral

Camera

War Requiem, de Britten

Compositor: Benjamin Britten, Grã-Bretanha, 1913-1976, 
Defunto: Foi composto para a consagração da reconstruída catedral de Coventry, que fora destruída pelos bombardeamentos alemães em Novembro de 1940. Britten dedicou a obra a amigos que tinham tombado na II Guerra Mundial, mas pode ver-se na obra uma homenagem a todas as vítimas da II Guerra Mundial e também da I Guerra, já que Britten (um assumido pacifista) intercalou no texto litúrgico poemas anti-belicistas de Wilfred Owen, um poeta-soldado britânico que tombou em combate em 1918.
Obra: Na estreia, a 30 de Maio de 1962, Britten pretendia que os solistas vocais reflectissem o apaziguamento entre as nações que se tinham defrontado na II Guerra Mundial, tendo escolhido a soprano soviética Galina Vishnevskaya, o tenor britânico Peter Pears e o barítono alemão Dietrich Fischer-Dieskau. Porém, a poucos dias do evento, as autoridades soviéticas negaram o visto a Vishnevskaya, que foi substituída por Heather Harper.
Custo: €€€€

Além de um coro e uma orquestra de dimensões sinfónicas, despesas usuais nos Requiems do Romantismo em diante, será necessário um coro de crianças, que canta à distância, acompanhado por um órgão.

[Agnus Dei, por Ian Bostridge, Coro & Orquestra da Accademia Nazionalle di Santa Cecilia, com direcção de Antonio Pappano, numa gravação para a Warner lançada no centésimo aniversário do nascimento do compositor]

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