20 músicas para os 20 anos dos Placebo

Os Placebo regressam a Lisboa com a digressão dos 20 anos de carreira. Contamos a história da banda em 20 canções

©DR

Os Placebo surgiram no auge da britpop com um rock arraçado do punk e maquilhado pelo glam. Brian Molko lambia as suas feridas e desenterrava a sua melancolia para as conseguir compreender, com letras perfumadas pelo sexo, as drogas e o rock'n'roll. Em vésperas do concerto em Lisboa (2 de Maio, no Coliseu), e no âmbito da digressão dos 20 anos dos Placebo, contamos a história da banda em 20 canções.

20 músicas para os 20 anos dos Placebo

1

"Teenage Angst"

Os Placebo nunca quiseram pertencer a lado nenhum, moldaram o seu próprio mundo desajeitado na sociedade. O álbum de estreia ilustrava a convulsão de emoções adolescentes que sobrevivem no corpo de um adulto.

2

"Nancy Boy"

Um manifesto que expressa a ambiguidade sexual e a fluidez de género que perfumam a música do grupo. Os Placebo contrapunham a agressividade do rock com a luxúria da libertinagem, a decadência e a adrenalina sexual.

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3

"Pure Morning"

O segundo álbum, Without You I'm Nothing, permanece insuperável com canções (como esta) que sobreviveram impecavelmente à passagem do tempo.

4

"Allergic (To The Thoughts Of Mother Earth)"

Uma de muitas farpas à religião sobre o modo como a natureza é mais poderosa do que qualquer deus. Mas o melhor são os rugidos dos riffs.

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5

"Every You Every Me"

A canção mais tocada ao vivo. Uma das mais simples, mais repetitivas e mais eficazes, num jogo de tensão e tesão.

6

"My Sweet Prince"

Música de uma calma e beleza assombradas sobre dois romances – com um humano e com a heroína. Nenhum deles terminou bem.

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7

"Evil Dildo"

Faixa escondida no álbum Without You I'm Nothing, construída à volta de uma mensagem deixada a Brian Molko no atendedor de chamadas – com ameaças de sodomia, castração e canibalismo – e estraçalhada pelas guitarras.

8

"Without You I'm Nothing"

Uma ode à obsessão amorosa regravada com David Bowie, uma influência e um fã assumido da banda.

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9

"Taste in Men"

O álbum Black Market Music anunciou uma nova era, acrescentando elementos de electrónica e hip-hop ao som do grupo. O single inaugural enclausurou-os numa majestosa claustrofobia electro-rock.

10

"Special K"

Uma canção que alude ao aumento das taxas de suicídio nas épocas festivas, engolida por um refrão gigante. É um truque habitual dos Placebo: mascarar depressão e decadência com melodias onde o sol nasce.

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11

"Slave to the Wage"

Mestres a retratar as ansiedades da vida moderna, os Placebo cantam aqui as dores do proletariado.

12

"Peeping Tom"

Uma das boas baladas dos Placebo sobre o voyeurismo de uma pessoa que se apaga a si própria por estar tão consumida pela outra.

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13

"This Picture"

Num álbum de hinos punk-pop maquilhados com as maravilhas da tecnologia, Brian Molko desnuda a alma e os fantasmas das suas relações passadas. Como esta, sobre uma relação abusiva.

14

"The Bitter End"

O modelo mais mecânico, imediato e básico dos Placebo produz canções deste calibre. Construída com a mais meticulosa precisão para o máximo impacto.

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15

"Meds"

O som da banda começa a estagnar na sua fórmula, a perder a energia e a beleza de outrora, mas os Placebo ainda sabem escrever boas canções. A maturidade trouxe um sentido mais apurado de vulnerabilidade e um som mais sufocante. Com Alison Mosshart (The Kills), “Meds” afunda-os em distúrbios mentais.

16

"Broken Promise"

Brian Molko em dueto com Michael Stipe (R.E.M.) numa canção sobre adultério entre dois homens.

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17

"Song to Say Goodbye"

O vício da heroína e o seu rasto de destruição motivaram este tema. Brian Molko escreve uma carta a si próprio a pedir que não se torne mais um cliché do rock'n'roll. De estrelas rock mortas está o mundo cheio.

18

"Battle For The Sun"

Quanto mais o mundo dos Placebo se expandiu, mais a música esmoreceu. Por muito que estas musculadas melodias enganem, o som mais positivo do álbum Battle for the Sun prova que o melhor da banda brota da dor.

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19

"Too Many Friends"

Já se notam as rugas de uma banda demasiado confortável no seu nicho, mas os Placebo tentam manter-se relevantes. Brian Molko filosofa sobre a alienação tecnológica e o absurdo da vida moderna governada pelas redes sociais.

 

20

"Loud Like Love"

Uma canção para lembrar que os Placebo são uma banda imperfeita e apaixonada pelas suas imperfeições, mas ainda com algo para dar. Acima do sexo e das drogas, há excitação e delírio em forma de rock’n’roll.

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