Global icon-chevron-right Portugal icon-chevron-right Lisboa icon-chevron-right Ano novo, música nova: 9 apostas musicais para 2019
Catarina Branco

Ano novo, música nova: 9 apostas musicais para 2019

Não param de nascer e se revelar novos músicos e grupos em Portugal. E estes nove merecem ouvidos atentos

Por Ana Patrícia Silva
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Da pop ao rock, da folk à electrónica, do r&b ao free jazz e não só – independentemente das preferências e opções estéticas não param de nascer e se revelar novos músicos e projectos em Portugal. Está bem que nem todos vão receber a mesma atenção, e muito menos agradar ao(s) mesmo(s) público(s), mas o que é certo é que Catarina Branco, Cate, Daxuva, Don Pie Pie, Jasmim, Macaia, Meera, Sequoia Guzmán e Terebentina merecem ouvidos atentos. E vão mostrar o que valem, seja em disco ou ao vivo, em 2019. 

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9 apostas musicais para 2019

Catarina Branco

“Não Tens Razão”, o primeiro single de Catarina Branco, é encantador. Pouco mais de dois minutos de indie-pop de quarto de dormir, ela a cantar e a expor o que lhe vai na cabeça por cima de uma base instrumental rudimentar. Quando a sua voz se cala, ficamos com vontade de ouvir mais. E, se tudo correr bem, mais vai chegar em 2019. A 18 de Janeiro desce do Oeste até à Zé dos Bois para apresentar o primeiro EP, pelo que novas canções não devem tardar.

Cate

É uma das melhores coisas que aconteceram ao r&b nacional. Cate cresceu a ouvir os discos de vinil do pai (DJ Chibanga), estudou jornalismo no Porto, viveu em Londres e veio para Lisboa trabalhar como assistente de bordo. Investiu em aulas de canto, escreveu, trabalhou com o produtor JustJon e assim nasceu um som com sentimento e sedução, sintonizado nas suas raízes angolanas. Não nasceu lá, mas em África sente-se “em casa”. O EP de estreia chega com as andorinhas, na Primavera.

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Daxuva

Desde novo que Pedro Ferraz se atirou ao piano e à guitarra. Tocou em quartos e garagens, formou os Blind Charge e explorou o hip-hop nas rimas e nas batidas. Daxuva é o seu novo projecto electrónico, uma colaboração com a brasileira Nina Miranda (ex-Smoke City). Conheceram-se em 2015 no Porto e a parceria floresceu no ano passado no disco Le Jardin. A produção depurada de Daxuva abre espaço aos sons e ao silêncio. No sopro de uma brisa, Nina Miranda dá-lhe doçura na serenidade sussurrada da voz. Este ano vão continuar a apresentar o álbum em Portugal e lá fora.

Don Pie Pie

Leonardo da Rocha na guitarra, Miguel Moura nos teclados e Pedro Varela na bateria são um trio em intrincada articulação. Os sintetizadores lançam-se em delírios galácticos, a guitarra ora se deleita nas melodias, ora arrasta tudo pelo chão, e a bateria cola e descola estas peças todas. Fazem música para complicar, desconstruir e desalinhar, mas também com vontade de partir tudo. Fluindo pela mente e fruindo no corpo, os Don Pie Pie sorvem a efervescência e a liberdade do rock quando se deixam contaminar pelo jazz, o afrobeat e instintos prog. Este ano completam uma trilogia de EPs, iniciada com DPP1 em 2018.

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Jasmim

Ouvimos Martim Braz Teixeira pela primeira vez há pouco mais de três anos, atrás dos teclados dos Mighty Sands – que na altura ainda eram Los Black Jews. Pouco depois conhecemos uma nova faceta, Jasmim, o cantautor folk. O primeiro EP, Oitavo Mar, saiu em 2017 e o álbum de estreia, Culto da Brisa, chega para o ano. A julgar pelo primeiro avanço, “Aqui, Agora”, vem aí coisa boa, mais longe da tradição folk anglo-americana e sintonizada com alguma música popular portuguesa.

Meera

Se é para amar, que seja por inteiro. Com todas as cores e de todas as maneiras. Os Meera criam canções disco-soul que apelam à libertação sexual, celebram o hedonismo e o amor-próprio. Jonny Abbey e Cecília Costa cruzaram-se numa banda, viajaram pelo mundo e estamparam essa amizade na música. Regressados a Portugal, conheceram o produtor Goldmatique e descobriram afinidades musicais. Depois de remisturas para Moullinex e The Gift e dois temas editados com o selo Discotexas, vão continuar a lançar música em 2019, a fazer a festa nos palcos, a amar e a ser amados.

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Macaia

A magia de Macaia está na sua voz, uma dádiva de soul e rap. Cresceu no meio musical evangélico, estudou piano clássico e desde 2015 que trabalha com Mundo Segundo (Dealema) em concertos e em estúdio. A sua emancipação a solo começou no final de 2018 e este ano vai continuar a mostrar ao mundo o que vale. Deve lançar um álbum antes do Verão, e tem outros projectos na calha.

Sequoia Guzmán

Nasceram numa garagem, mas com vontade de colorir para lá das linhas. A expressividade da voz emoldura uma poética do quotidiano com perdigotos punk e psicadélicos, dinamitados pelas guitarras, baixo e bateria. Lançaram o primeiro disco nos últimos meses de 2018, e para o ano devem lançar o segundo. A prioridade para os próximos meses, porém, é tocar ao vivo: “Quantos mais concertos tivermos, mais felizes estaremos”.

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Terebentina

Salivando ao sabor da incerteza, nos terrenos mais crus do rock, noise e free jazz, os Terebentina expressam-se em forma de vertigem e visceralidade. Um delicioso caos de ruído e poesia apocalíptica, em defesa da democratização da expressão artística. Em 2018, o sexteto mostrou o que tinha para dar com performances pujantes. E o primeiro EP chega no início de 2019.

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Coisas para fazer

São novos restaurantes e bares, eventos e exposições, concertos e peças de teatro, filmes e séries com que temos encontro marcado nos três primeiros meses do ano e que lhe vão dar o conforto de que vai precisar para chegar à Primavera.

Os concertos mais aguardados de 2019

Música

Desde figurões da música popular brasileira como Gal Costa a veteranos da canção anglo-saxónica como Tom Jones e Rod Stewart, passando por bandas de pop-rock progressivo como os Muse, lendas do indie rock americano como os Yo La Tengo ou instituições vivas do thrash metal como os Metallica, há muita música para ouvir em 2019. E ainda há tantos nomes por confirmar.

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Restaurantes

O início do ano vai trazer um novo templo para amantes ramen, mais cozinha contemporânea, boas carnes ou um novo conceito em que tudo passa pelas brasas, até as bebidas. Isto sem esquecer os aperitivos, aquele conceito de bebida after work que cada vez tem mais fãs, ou um bom docinho para finalizar a refeição, com uma catedral dedicada a um doce tradicional português.

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