Global icon-chevron-right Portugal icon-chevron-right Lisboa icon-chevron-right Concertos gratuitos de Jazz e Clássica em Janeiro

Concertos gratuitos de Jazz e Clássica em Janeiro

Jazz e clássica são “só para elites”? Não precisa de fazer um rombo no orçamento para desfrutar destes géneros em Lisboa e arredores

Marcos Magalhães
©Denys Stetsenko Marcos Magalhães
Por José Carlos Fernandes |
Publicidade

Do barroco francês à música contemporânea portuguesa, passando pela música de câmara eslava, há música para todos os gostos no programa de Janeiro. E, para combinar com a estação, até há uma apresentação integral do ciclo de canções Viagem de Inverno, de Schubert. Continua o Festival CriaSons, dedicado à música de câmara contemporânea, e há ainda Brahms e Zemlinsky (que se cruzam na História e neste palco), Ravel e Shostakovich, Dvorák e Kodály, e Beethoven e Mozart. Tal e qual: aos pares. No Jazz, o destaque vai para Arsénio Martins.

Recomendado: Concertos em Lisboa em Janeiro

Concertos gratuitos de Jazz e Clássica em Janeiro

Arsénio Martins & Aroma Jazz Trio
©DR
Música, Clássica e ópera

Recital de piano e clarinete

Obras de Arsénio Martins, pelo próprio, em piano, e Ricardo Quintas, em clarinete. Martins divide a sua actividade entre França, Itália, Espanha e Portugal, lidera vários grupos, como o Aroma Jazz Trio ou o Arsénio Martins Ensemble, e estreou-se em disco em 1996 com Notas Brancas.

Música, Clássica e ópera

Brahms e Zemlinsky

Em meados da década de 1890, quando Alexander Zemlinsky tinha vinte e poucos anos e era ainda desconhecido e Johannes Brahms era sexagenário e um dos nomes mais proeminentes do meio musical austro-germânico, o segundo deu uma preciosa ajuda à carreira do primeiro, nomeadamente ao recomendar ao seu editor a publicação do Trio para clarinete (ou violino), violoncelo e piano (1896), de Zemlinsky. O próprio Brahms compusera um trio para formação análoga cinco anos antes, o famoso op.114, pelo que faz todo o sentido juntar as duas obras no mesmo programa – é o que fazem Jorge Camacho (clarinete), Daniela Radu (violino), Mariana Ottosson (violoncelo) e Anna Tomasik (piano).

[II andamento (Adagio) do Trio para clarinete, violoncelo e piano, de Brahms, por Martin Fröst (clarinete), Clemens Hagen (violoncelo) e Leif Ove Andsnes (piano) (na foto), no Festival Internacional de Música de Cãmara de Stavanger, Noruega, 2010]

Publicidade
Música, Clássica e ópera

Blavet, Couperin, Leclair

O programa “Le Rossignol en Amour” é dedicado ao barroco francês, com a Ordre (Suíte) para cravo XIV de François Couiperin, e sonatas para flauta de Michel Blavet (op.2/2 La Vibray) e Jean-Marie Leclair (op.2/1). Por Nuno Inácio (flauta) e Marcos Magalhães (cravo).

[I andamento (Adagio) da Sonata para flauta de op.2 n.º 1 de Jean-Marie Leclair, por Barthold Kuijken (flauta), Wieland Kuijken (violoncelo) e Robert Kohnen (cravo), em instrumentos de época (Accent)]

Música, Clássica e ópera

Ravel e Shostakovich

Um quarteto de cordas formado por jovens Solistas da Metropolitana – Laura Martins e Diana Esteves (violinos), Pedro Pires (viola) e Ana Hespanha (violoncelo) – toca o mais famoso quarteto de Shostakovich (o n.º 8 op.110) e o II andamento do único quarteto de Ravel. Sons pela Cidade

Publicidade
Cândido Lima
©DR
Música, Clássica e ópera

Festival CriaSons

O 2.º concerto do Festival CriaSons, que tem por propósito a divulgação da música de câmara contemporânea, tem por título “Para Além da Música: Memórias e Afectos”, foi delineado pelo compositor Cândido Lima e combina obras de compositores internacionais consagrados – Pascal Dusapin e Iannis Xenakis – e compositores portugueses – António de Sousa Dias, Cândido Lima, Ângela Lopes, Camila Menino e Fernando Valente.

O melhor de 2018

Música

Os melhores discos de jazz de 2018

A Grã-Bretanha anda desnorteada e a angústia em relação ao pós-Brexit adensa-se, mas o jazz britânico nunca esteve tão pujante: quatro dos grupos responsáveis pelos melhores discos de jazz de 2018 são súbditos de Sua Majestade (embora um dos músicos envolvidos não se reveja nela). O jazz português também está cá representado, por direito próprio e não por enviesamento nacionalista.

Max Emanuel Cencic
©DR
Música

Os melhores discos de música clássica de 2018

Este ano há duas excepcionais selecções de árias de dois mestres consagrados em interpretações tão frescas e vivas que se diria que a música foi composta na véspera, e iniciou-se a prospecção das cerca de 40 óperas de Porpora, filão que levará anos a explorar. Mas 2018 foi também o ano em que chegou ao disco uma inquietante ópera estreada em 2005, da autoria de um dos mais notáveis compositores de ópera vivos, e o ano do centenário da morte de Debussy.

Publicidade