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Dez bandas do novo punk japonês para arejar os ouvidos

A Festa do Japão revela, em Belém, vários aspectos da cultura nipónica – mas nenhum deles é este que lhe propomos.

Por José Carlos Fernandes
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A Festa do Japão – que ocupa o Jardim Vasco da Gama, em Belém, nesta sexta-feira – pretende mostrar aos lisboetas a cultura japonesa e faz desfilar ao longo do dia demonstrações de karate, grupos de tambores tradicionais, um recital de shamisen e canto, danças tradicionais bon-odori, workshops de ikebana, origami, haiku e furoshiki.

São venerandas e nobres artes, profundamente enraizadas na história do Japão, mas existe outro Japão cujos ecos raramente chegam ao Ocidente: o país alberga uma das mais fervilhantes cenas musicais do planeta, alicerçada numa constelação de salas de concertos e num mercado musical que só fica atrás do dos EUA e supera o britânico (3.º) e o alemão (4.º) juntos e em que os discos – com 72% de quota de mercado – ainda imperam sobre a música desmaterializada (que, nos EUA, já representa 75%). Um dos géneros mais florescentes é o punk (e os géneros limítrofes, como a power pop e o melodic hardcore), que há muito entrou em coma no Ocidente, mas no Japão é realimentado por um incessante borbulhar de novas bandas. Tóquio, com os seus 13,8 milhões de habitantes (38 milhões no total da área metropolitana), é o fulcro da música indie japonesa, mas Osaka, com 2,7 milhões de habitantes (19 milhões na área metropolitana), orgulha-se da sua tradição punk.

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Dez bandas do novo punk japonês para arejar os ouvidos

Neverstand

Origem: Osaka

Uma sonoridade entre o punk e a power pop, em que a turbulência e a tensão permanentes casam com melodias “orelhudas” – as suas melhores canções não fazem má figura ao lado das dos Foo Fighters. Em Julho de 2015 – quando a idade média dos membros rondava os 19 anos – venceram o RO69Jack, o mais importante concurso de bandas amadoras do Japão, e lançaram o EP Crossing Sky, que veio juntar-se ao mini-álbum Stand By (2014). De então para cá surgiram os mini-álbuns Move On (2016), AM 06:58 (2017) e The Gleam of a Candle (2019).

[“My Tiny Song”, do mini-álbum The Gleam of a Candle (2019)]

Airflip

Origem: Osaka

Após várias entradas e saídas de membros, cristalizaram em 2015 na formação actual. Em 2017 lançaram o primeiro EP, Brand New Day, e em 2018 lançaram o primeiro mini-álbum Clover Voice, seguido, já este ano, por Friends in My Journey. As poucas afinidades entre a fonéticas japonesa e inglesa levam a que poucas bandas arrisquem cantar em inglês – e quando o fazem, costumam ter uma pronúncia que só é decifrável pelos japoneses. Satoshi, o vocalista dos Airflip, é uma excepção.

[“Dear Friends”, do mini-álbum Friends in My Journey (2019)]

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04 Limited Sazabys

Origem: Nagoya

São a banda mais antiga deste lote – formaram-se em 2008 – e também a que desfruta de maior popularidade: a suficiente para fazer uma centena de concertos por ano, alguns deles em grandes salas, como o Nippon Budokan ou o Osaka-jo Hall. Os membros da banda atingiram os 30 anos de idade, embora estejam longe de o parecer – sobretudo o carismático vocalista/baixista/compositor Gen, que tem cara, compleição física e voz de um miúdo de 16 anos. Lançaram os mini-álbins Marking All!! (2010), Sonor (2013) e Monolith (2014) e os álbuns Cavu (2015), Eureka (2016) e Soil (2018).

[“Knife”, do álbum Cavu (2015)]

Inkymap

Origem: Hachioji, Área Metropolitana de Tokyo

Formados em 2012, lançaram o primeiro mini-álbum, Make Believer?, em 2015, seguido pelos álbuns Blister on My Foot (2016) e Asteroid (2017).

[“Mantis”, do álbum Asteroid (2017)]

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Maki

Origem: Nagoya

O trio formou-se em 2015, assinou em 2017 pela Trust Records, uma das principais editoras de punk e power pop do Japão, e estreou-se em disco em 2018 com o mini-álbum Love of Commonplace. Em 2019 os Maki lançaram o segundo mini-álbum, Good Bye.

[“Dislike”, do mini-álbum Love of Commonplace (2018)]

Pot

Origem: Osaka

Definem-se como praticantes de “happy rock”, têm refrães que ficam facilmente no ouvido e seriam certamente populares entre surfers e skaters ocidentais se conseguissem transpor as barreiras geográfica e linguística. Tem a particularidade de a parte vocal ser repartida entre os dois guitarristas (Yoshikun e Oda) e o baixista (Yopi), ainda que a principal responsabilidade recaia sobre Yoshikun. Estrearam-se em 2014 com o álbum Arco Iris [sic], seguido pelos mini-álbuns Mish Mash (2016) e Gemme (2017) e pelo álbum Spark (2018).

[“Sunday”, do mini-álbum Arco Iris (2014)]

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Ratai

Origem: Osaka

O quarteto, cujo nome significa “corpo nu”, mescla a energia desabrida do punk com a rítmica complexa do math rock e ganhou fama pela alta voltagem das suas actuações ao vivo. Lançou dois mini-álbuns, New World e Thinking About Tomorrow, ambos de 2017.

[“Hearing”, do disco de estreia, de 2013, um split album com a banda Anyo]

Harukamirai

Origem: Hachioji, Área Metropolitana de Tokyo

Gravam desde 2016 para a editora The Ninth Apollo, vocacionada, como a Trust Records, para o punk e power pop. Em 2017 lançaram os mini-álbuns Sense of Wonder e Stardust Song e em 2019 surgiu o primeiro álbum, Eternal Flower.

[“Predawn”, do mini-álbum Stardust Song (2017)]

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Shout It Out

Origem: Sakai, Área Metropolitana de Osaka

O grupo começou como um trio de amigos na escola secundária, em 2012, centrado nas composições do vocalista e guitarrita Shoma Yamauchi. Em 2015 recrutaram um baterista permanente e lançaram o mini-álbum Teenage, seguindo-se o EP About What We Sing Tomorrow, em 2016 – nesse ano assinaram pela editora Pony Canyon, onde lançaram o EP Also We Cannot Sleep Tonight (2016) e o álbum Youth’s Claim (2017).

[“Backlight”, do EP About What We Sing Tomorrow (2016)]

T.C. Speaker

Origem: Osaka

Praticavam pop punk e estrearam-se em 2011 com o mini-álbum Good-bye My World e dissolveram-se após lançar o seu único trabalho de longa duração, I Am Me (2016). Apesar de extintos, vale a pena mencioná-los, pela energia e assertividade e pela raridade de cantarem num inglês razoável.

[“Break to Remake”, de Good-bye My World (2011)]

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A restauração floresce a grande velocidade na capital. Aliás, a nossa cidade tem uma diversidade cada vez maior no que à restauração diz respeito. E é mesmo caso para dizer: venham eles. Queremos toda a comida do mundo, chefs a abrir restaurantes de fine dining ou conceitos mais democráticos com caldinhos, muito peixe, japoneses a ensinarem-nos que esta gastronomia não é só peixe cru e sushi, boa comida portuguesa. Ou até comida que nos trata da alma e traz bom astral. Queremos ficar sentados no restaurante a conversar e apreciar as vistas ou pegar e levar para casa. Fizemos-lhe um guia com os melhores novos restaurantes em Lisboa abertos nos últimos meses. Não se sinta desactualizado e marque já mesa – é só escolher a gastronomia que mais lhe apetece hoje. Recomendado: Os melhores restaurantes em Lisboa

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