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Mariana Valle Lima

Konnichiwa, Lisboa. Os novos restaurantes japoneses que o vão pôr à prova

Nos últimos meses apareceram várias novidades na cidade. Estes são os novos restaurantes japoneses em Lisboa

Editado por
Cláudia Lima Carvalho
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A vida retomou a normalidade e as novidades gastronómicas sucedem-se em Lisboa, de tal forma que fica até difícil de acompanhar. Nos últimos meses, apareceram na cidade e arredores novos restaurantes japoneses que prometem dar que falar – na verdade, alguns já têm dado e a prova disso é a dificuldade em arranjar mesa. Nem todos se fazem de sushi porque a gastronomia japonesa é mais rica do que isso. Nestes novos restaurantes japoneses, há preços em conta, mas também contas que podem pesar mais porque os restaurantes não são todos iguais – e ainda bem que assim é.

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Cinco novos restaurantes japoneses a não perder

  • Restaurantes
  • Chiado

Do nome nasceu a ideia. Cru nas paredes e na comida, mas nem por isso menos cuidado ou sofisticado. O Cru abriu com uma carta essencialmente de sushi – grande o suficiente para agradar a puristas amantes do tradicional e a fãs do sushi de fusão. A aposta é do grupo Fullest, que só aqui, no Largo Rafael Bordalo Pinheiro, tem o Café Royale e o Tapas n’ Friends. O ambiente é exótico, convidativo a ficar, especialmente ao final do dia, onde há DJ. Na cozinha, Agnaldo Ferreira, dono do Hikidashi em Campo de Ourique, foi o chef consultor. É nas opções aparentemente simples, como o sashimi (de atum, robalo, salmão, toro, vieira, lírio ou dourada, cujos preços variam entre os 10€ e os 28€ para cinco fatias), que se sente a qualidade do peixe, mas também nos niguiris, como o de toro com caviar (18€/2 unidades). Há gunkans de assinatura e alguma fusão. Veja-se o gunkan de caranguejo e ovo de codorniz trufado (12€/2 unidades), mas também as combinações improváveis, como atum, foie gras braseado e flor de sal (13€/2 unidades).

  • Restaurantes
  • Japonês

O espaço é pequeno, mas cheio de pinta. Um balcão para menos de 20 pessoas, iluminado em parte por néons vermelhos. O ambiente é frenético: a música está alta, as pessoas falam alto e na cozinha à nossa frente é difícil acompanhar o ritmo acelerado (mas não menos regrado) com que tudo acontece. É assim o Izakaya, o novo restaurante de Tiago Penão, o chef do Kappo, que fica a poucos metros dali. E são assim os izakayas no Japão. De forma curta, e simplista até, podem definir-se como sítios onde se serve comida para acompanhar a bebida. Como boa tasca japonesa, não faltam opções de saké para acompanhar a refeição, a copo (8€-18€) ou à garrafa (71€-250€), mas também cocktails clássicos dos izakayas. Quanto à comida, há muito por onde escolher, doses pequenas e várias, a pedir uma partilha ao balcão. “Isto é uma coisa muito virada para a comida do dia-a-dia. Uma grande vertente são os yakitoris e depois temos os otsumamis, que são literalmente petiscos”, aponta o chef. Na dúvida, entregue-se nas mãos de quem sabe e faça o menu Omokase (65€).

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  • Restaurantes
  • Alcântara

A destreza com que William Vargas domina a faca, que a olhos leigos se confunde com uma catana, impressiona. Diz-nos o chef que foi feita por um artesão, aquando da abertura do Omakase Ri, em Alcântara, em meados de Junho. É com ela, e com as mãos, que trabalha o sushi, ao jeito tradicional, que é depois servido ao balcão, onde só cabem sete pessoas. “O estilo omakase significa deixar nas mãos do chef”, diz, para justificar o nome do restaurante. O processo é este: “Vou ao mercado de manhã, escolho os melhores produtos, faço o envelhecimento do peixe, as técnicas de cura.” E depois, isso resulta num menu de 15 momentos (65€), que varia todos os dias consoante o que estiver disponível no mercado. No dia em que a Time Out visitou o Omakase Ri, provou um sashimi de lírio do Japão; um tsumetai edamame, com carapau e gengibre; vários niguiris, que nos chegam com os mais variados peixes, entre os quais o shima-aji (aqui com yuzo), o pregado, e três partes do atum, entre outras peças. Para uma experiência mais completa, pode sempre optar pelo pairing de saké (30€).

Teresa David
Jornalista
  • Restaurantes
  • Bairro Alto

A movimentada Rua do Loreto, entre o Chiado e o Bairro Alto, tem um novo inquilino. Chama-se Santa Catarina Sushi Bar, é filho da marca Noori, mas nem por isso se assemelha. É certo que também serve sushi, mas ao contrário das populares lojas Noori nos centros comerciais, tem outros favoritos da cozinha asiática. Também não quer ser um sítio de passagem – prefere ser um espaço para se estar. Os favoritos da carta são os combinados de sushi. Há o tradicional (22€, 21 peças), o do chef (19€, 17 peças; 34€, 35 peças), o de salmão (21€, 17 peças), e uma versão vegetariana (17€, 15 peças). Além do sushi, há carpaccios de peixe branco (12€), salmão (13€), e um mix de peixes (13€), além de ceviches (13€-14€), pokés (12,5€-13€) e pregos: de atum (14€), choco (12€) e o vegetariano (12€). Mas antes de tudo isto, atire-se às entradas, como as túlipas kimuchi (8€) ou a tempura de camarão (6€).

Teresa David
Jornalista
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  • Restaurantes
  • Japonês
  • Santos

É sabida a devoção de São Paulo aos restaurantes japoneses. A história é longa e já soma mais de um século de relações entre os dois países. Hoje, o Brasil tem a maior comunidade japonesa fora do Japão e o resultado disso apresenta-se de várias formas e sabores, se a conversa for gastronomia. O by Koji é disso exemplo. Abriu há quase uma década no Estádio do Morumbi e rapidamente se foi fazendo notar. A marca chega agora a Lisboa pelas mãos de Koji Yokomizo, o chef que lhe dá nome, e de Michel Weber, que depois de viver em São Paulo não quis passar sem esta cozinha em Lisboa. Atrás do balcão, está Shinya Koike, o chef que estava desde 2018 no Bonsai, um clássico da cidade. De um lado ficam as mesas, do outro um grande balcão com vista para a cozinha, separada entre a zona de quentes e frios. Apesar de existirem pratos quentes na carta, é para o sushi que se viram todas as atenções. Não há fogo de vista nem fusão que se sobreponha ao sabor do peixe, que em grande parte vem dos Açores.

Outras novidades gastronómicas

  • Restaurantes

Entre novos restaurantes, mudanças nas cartas ou trocas de chefs, todas as semanas perdemos a conta às mesas onde nos sentamos para que nunca lhe faltem novidades. Aqui reunimos dez restaurantes onde vai querer reservar mesa, seja para celebrar uma ocasião especial, seja para ficar a par das mesas que têm dado que falar por aí. Há menus especiais, pratos novos em restaurantes com estrela Michelin, bares com comida de chef, terraços escondidos e outros na praia, comidas do mundo e daqui.

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