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Mundo Segundo & Sam The Kid
© DRMundo Segundo & Sam The Kid

Os concertos a não perder no Super Bock em Stock 2021

Mais de 50 artistas vão passar pelo Super Bock em Stock entre sexta, 19, e sábado, 20. Destacamos dez concertos do festival.

Escrito por
Luís Filipe Rodrigues
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Já foi Super Bock em Stock, já foi Vodafone Mexefest e entretanto recuperou o nome original. Depois de um ano parado (por culpa da pandemia, sempre a pandemia), o Super Bock em Stock vai voltar a mexer com a Avenida da Liberdade e arredores entre os dias 19 e 20 de Novembro. Há mais de 50 concertos espalhados por 12 palcos e um autocarro. Para que não se perca, dizemos-lhe o que não pode perder, do rock experimental dos cabeças de cartaz internacionais Django Django e Iceage ao trap de LON3R JOHNY e o hip-hop português dos históricos Mundo Segundo & Sam The Kid.

Recomendado: Os melhores concertos em Lisboa já na agenda para 2022

Tomás Wallenstein

Depois de uma primeira data a solo no Lux, em Setembro do ano passado, o cantor e compositor dos Capitão Fausto tem andado a tocar sozinho pelo país – e ainda há um mês o pudemos ouvir ao vivo em Lisboa, na Fábrica do Pão do Hub Criativo do Beato. Sentado atrás do piano, vai interpretar canções suas e de outros, mas sempre à maneira dele.

Teatro Tivoli BBVA. Sex 20.40

Mundo Segundo & Sam The Kid

Mundo Segundo e Sam The Kid são dois ícones do hip-hop português. O primeiro, natural de Vila Nova de Gaia, é membro dos Dealema e tem uma carreira a solo de respeito. O segundo vem de Chelas, é membro dos Orelha Negra e um dos mais importantes rappers e produtores do país. Andam a trabalhar num disco e a dar concertos juntos há vários anos. No Coliseu, vamos mais uma vez ouvir o que têm andado a cozinhar.

Coliseu dos Recreios. Sex 20.45

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Django Django

É natural que, quando confrontado com o nome deste quarteto londrino, pense no compositor e guitarrista de jazz belga Django Reinhardt. Mas os Django Django sempre garantiram que o nome “não tem nada a ver com ele”. E a música também não. Pisar os seus concertos (e ouvir os discos) é entrar em território art rock, ocasionalmente psicadélico, vagamente electrónico, como atesta o último Glowing in the Dark, lançado no início do ano.

Coliseu dos Recreios. Sex 22.15

The Legendary Tigerman

Não é todos os dias que este bluesman coimbrão se apresenta sozinho em palco. Mas é sempre especial. Acompanhado apenas e mais uma vez pela sua guitarra, um kit de bateria e um kazoo, volta a ser a gloriosa one man band que era quando vestiu a pele de The Legendary Tigerman pela primeira vez, há cerca de 20 anos.

Teatro Tivoli BBVA. Sex 23.00

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Sports Team

Com apenas um disco no currículo (Deep Down Happy, prontamente nomeado para o Mercury Prize em 2020), os Sports Team têm vindo a ganhar fama pelas suas actuações ao vivo, experiências comunais e caóticas qb. Pelo menos, é o que conta a imprensa britânica. Na Estação Ferroviária do Rossio, vamos poder confirmar a veracidade destes relatos.

Estação do Rossio. Sex 23.45

LON3R JOHNY

João Freixo, ou LON3R JOHNY, é um dos nomes cimeiros (e mais cativantes) do trap nacional. Começou por largar EPs no Soundcloud, com uma sonoridade enformada pelo emo, passou pela entretanto extinta Think Music, de ProfJam, que o catapultou para um novo patamar de popularidade single após single, e lançou o primeiro disco através da Sony, A Nave vai em Tour, este ano. 

Capitólio. Sáb 19.45

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Primeira Dama & A Sua Banda

Desde que se estreou a solo com Histórias por contar que os elogios a Primeira Dama nestas páginas se sucedem. E ele faz por merecê-los. Apesar de andar por esta Terra há apenas 23 anos, a qualidade da sua escrita e interpretação não acusam a tenra idade. Em Superstar Desilusão (2020), o disco que agora leva ao Super Bock em Stock, com a mesma banda que o gravou, puxa pela sua veia indie rock.

Estação do Rossio. Sáb 21.20

Iceage

Houve um tempo em que a música dos Iceage era arisca. No primeiro e no segundo discos, lançados nos primeiros anos da década passada, os dinamarqueses não renegavam a herança do pós-punk, mas as suas canções surgiam infectadas pelo hardcore americano dos 80s. Com o tempo, porém, foram perdendo um certo fulgor e limando as arestas à sua música. Seek Shelter, gravado em Lisboa e produzido pelo português adoptivo Peter Kember (vulgo Sonic Boom, ex-Spacemen 3), é o mais recente passo nessa direcção.

Coliseu dos Recreios. Sáb 22.00

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David & Miguel

David & Miguel são David Bruno e Mike El Nite, dois homens do hip-hop, agora transformados em cantores românticos de um Portugal desaparecido. As suas canções remetem-nos para uns 80s idealizados, em que as pessoas viam Palavras Cruzadas (a novela, mas também o título do disco) numa televisão quadrada e passavam férias no Inatel (como baptizaram o primeiro single).

Teatro Tivoli BBVA. Sáb 23.00

Wet Leg

Com apenas dois singles editados, e já assinados pela venerável Domino, os Wet Leg são uma das bandas mais frescas que vamos ouvir neste festival. Apesar de o público só lhes conhecer um par de canções, as pepitas pós-punk “Chaise Longue” e “Wet Dream”, têm mais uma dezena delas escritas, que vão tocar em Lisboa e meter no álbum de estreia, com edição marcada para 2022.

Estação do Rossio. Sáb 23.10

Mais coisas para fazer esta semana em Lisboa

  • Música

De dia para dia, há mais e melhores concertos em Lisboa. O pior da pandemia parece já ter passado, o panorama musical revigora-se semana após semana, e até os artistas internacionais começam a regressar, timidamente, à cidade. E porque alguns concertos valem mais a pena do que o resto, ou porque uns são potenciais surpresas enquanto outros são valores mais ou menos seguros, toda a informação ajuda. Do jazz à pop-rock e do fado à música brasileira, siga as nossas sugestões de música ao vivo. Não se vai arrepender.

  • Teatro

A classe artística nunca parou de arranjar novas formas de se exprimir e mostrar trabalho ao longo desta pandemia. Enquanto as salas estiveram fechadas, apostaram as fichas todas na internet. Semana após semana continuaram a estrear novas peças de teatro em streaming. Até, finalmente, o sector da cultura voltar a abrir portas. Desde então tem-se apostado tanto na reposição de espectáculos outrora cancelados, como em novas estreias. Há propostas culturais de diferentes géneros, nascidas em diferentes épocas e com diferentes intenções. Muitas vezes com a chancela dos melhores criadores, companhias e salas do país. Portanto, não tem desculpa: vá ao teatro.

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  • Coisas para fazer

Calçado e roupa confortáveis, uma garrafa de água, um frasco de álcool-gel e uma máscara. Estes são os essenciais para um passeio na bonita cidade de Lisboa. As opções são várias e adequam-se a todos os gostos, mas fique atento: algumas destas actividades requerem reservas ou inscrições. Aproveite para juntar a família ou um grupo de amigos e conheça a cidade ao mesmo tempo que pratica algum exercício. Sempre com distância e sem atropelos.

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