Seis canções essenciais de Beyoncé

Em dia de Beyoncé Fest, conceito que há um ano nascia no Porto (e que hoje toma lugar no Titanic Sur Mer) recuperamos seis canções memoráveis de uma das mais influentes artistas dos últimos tempos

Normal. Perfeitamente normal, dada a fama, a influência e o endeusamento de Queen B, que o Beyoncé Fest chegue a Lisboa. Arriscaríamos dizer que até chegou tarde. Mas mais vale tarde do que nunca. O Titanic Sur Mer acolhe a celebração que apaga a primeira vela deste conceito que começou no Porto.

Para os que não estão preparados, preparámos esta digna lista de canções de Beyoncé. Seja lá qual for a razão (como a música que juntou Jay-Z a esta diva ou a que lhe deu uma nomeação para um Globo de Ouro) todas merecem ser escutadas. Não estrague o botão do repeat. E quando, mais logo, no Titanic, tocarem estas músicas, diga que vem daqui.

As entradas custam 5€.

Seis canções essenciais de Beyoncé

03 Bonnie and Clyde

Na verdade a faixa pertence a Jay-Z e ao seu disco The Blueprint2: The Gift & the Curse (2002). Mas se aqui está é porque tem que estar. Constam os rumores que foi nas rodagens deste teledisco que a nossa estimada Beyoncé se deixou cair de amores pelo seu marido Jay-Z. Se duvida, convidamo-lo a espreitar o teledisco da canção e a ousar dizer que não há química entre os artistas. Tudo bem, são profissionais. Mas a coisa já não mais voltaria atrás. E com razão, o estilo (meio gangster, longe como tudo da forma como hoje se deixa ver) de Beyoncé encanta qualquer um.

Baby Boy (ft. Sean Paul)

Como qualquer bebé, às tantas, tem que se aprender a andar por sua conta. “Baby Boy”, com Sean Paul, foi um dos grandes hits dos primeiros tempos de Beyoncé na sua carreira a solo. Dangerously in Love foi editado em 2003, ainda antes do último disco do supergrupo Destiny’s Child, que viria a desintegrar-se em 2005. É uma canção para acabar a pingar de suor, tal é a exigência do seu instrumental na altura de dançar. E vá lá: quem nunca tentou seduzir ninguém com esta canção que atire a primeira pedra.

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7/11

Era 2013 e Beyoncé já tinha alcançado o seu lugar como diva da música popular. Este “7/11” está aqui porque é um caso evidente de criatividade da artista. Sobretudo através do seu teledisco. É uma canção festiva, filmada na casa de Beyoncé, em coreografias diversas com vários pijamas possíveis. A ideia que dá é que juntou as amigas, beberam uns copos valentes, porque também têm direito, e a diversão gerou uma canção de dança em casa de banho e risada pegada. Bonito.

Single Ladies (Put a Ring on It)

I Am… Sasha Fierce (2008) é o terceiro disco da norte-americana e um pontapé sério na eternidade, na conquista de audiências. E o que dizer desta “Single Ladies (Put a Ring on It)”? Dizer, certamente, que ainda hoje toca em festas de várias temáticas, que se tornou um cliché automático de noites de roça-roça, e que bailarino que é bailarino tem esta coreografia na ponta da língua, ou do pé. E calma, porque é mais que evidente que esta canção não é só para mulheres solteiras, que isso fique esclarecido.

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Listen

Cantora que se preze, nos dias que correm, dá uma perninha em Hollywood – e Beyoncé não é excepção. Quer com Dreamgirls (2006), de onde sacamos esta "Listen", quer com Cadillac Records (2008) foi nomeada para os Globos de Ouro. Nada mau. 

Formation

Sempre que se faz uma playlist deste género há que olhar para o presente, porque o que aqui fica é, em grande parte, uma cronologia que lhe atravessa a carreira. E se estamos aqui a escolher critérios diversos para incluir as músicas, temos que dizer o mais óbvio: Lemonade foi o disco com mais sucesso para Queen B. Talvez porque hoje as pessoas têm outra atenção, mas talvez também porque esta é uma Beyoncé 3.0., com faixas com um input electrónico, virada para a internet. A Beyoncé que faz vídeo-álbuns é a nossa Beyoncé preferida. Nossa talvez não, mas do mundo certamente.

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