Super Bock em Stock: cinco nomes que queremos ver na Avenida

O festival antigamente conhecido como Vodafone Mexefest volta mexer com a Avenida da Liberdade entre 23 e 24 de Novembro
Gianluca
Gianluca
Por Luís Filipe Rodrigues |
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Antes do Vodafone Mexefest existiu o Super Bock em Stock – que era exactamente o mesmo, mas com outro nome. E, como tudo é cíclico, este ano o festival que mexe com a Avenida da Liberdade no final de Novembro volta a assumir o nome inicial. Realiza-se entre 23 e 24 de Novembro, em várias salas da Avenida e arredores, e já se conhecem as primeiras cinco confirmações: Johnny Marr, Elvis Perkins, The Harpoonist and The Axe Murderer, Charles Watson e Conan Osiris. É um princípio de conversa tão bom como outro qualquer, e a vinda do mitificado guitarrista dos The Smiths é realmente uma boa notícia, mas há uns quantos nomes que gostávamos também de ler no cartaz. Programadores (do Super Bock em Stock, mas não só), pensem nisto como uma lista de Natal em Julho.

Super Bock em Stock: 5 nomes que queremos ver na Avenida

Clairo

O vídeo de "Pretty Girl", de Clairo, já foi visto mais de 17 milhões de vezes no Youtube desde Agosto passado. Entre as pessoas que o viram estavam os editores da revista THE FADER, que acompanharam desde então a evolução do seu trabalho e este ano editaram o primeiro EP da cantora americana. diary 001 é um disco de pop lânguida e frágil, (ainda) lo-fi, mas pronta a sair do quarto para o mundo. 

Gianluca

Toda a gente precisa de ouvir Gianluca. Mesmo a sério. Em boa hora o chileno desistiu do curso de belas artes para se fazer à vida naquela área fronteiriça entre o emo-trap e o reggaeton. A dar cartas desde o ano passado, tem um EP, Vortex (2017), e um par de mixtapes em seu nome: a fenomenal SSR, editada no ano passado e mais directa, e G Love, que rebentou em Maio deste ano, embrulhado em xanax e com uma onda mais contemplativa.

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Hot Snakes

Os Hot Snakes estão longe de ser novatos, mas há anos que não eram tão pertinentes. Necessários, mesmo. Perto do final do ano passado, a Sub Pop compilou a sua música em The Incomplete Hot Snakes, e este ano lançaram o primeiro disco de originais desde que se separaram em 2005, Jericho Sirens. São uma referência do pós-hardcore americano e a sua música apocalíptica captura bem o espírito deste tempo.

Lizz

A Filho Único trouxe a chilena Lizz ao Lounge no início do ano, mas nunca é cedo para a trazer de volta. Estreou-se em 2016, com o EP Imperio Vol 1, e deve lançar o primeiro álbum neste ano ou no início do próximo, com dedo de Rusty Santos, produtor que percebe da poda como poucos e que já trabalhou com figurões como os Animal Collective, Ariel Pink ou DJ Rashad. Vai sair mais uma fornada de neo-perreo melancólico, a acreditar no primeiro single e no que ela disse à Vice.

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Snail Mail

Lindsey Jordan, a mulher que se confunde com os Snail Mail, tem a lição bem estudada. A música do álbum de estreia deste ano, Lush, não é exactamente revivalista, mas remete para os discos certos, com ecos do indie rock de The Replacements. Mas também de Liz Phair ou dos Helium. E tem datas marcadas para Novembro nuns quantos festivais europeus.

Mais festivais

FESTIVAL SUPER BOCK SUPER ROCK 2014
Fotografia: Arlindo Camacho
Música

Guia completo dos festivais de Verão

Os festivais de música estão para o Verão como a chuva está para o Inverno: sabe bem de vez em quando, e mesmo quem não gosta reconhece que faz falta. Ao contrário da chuva, no entanto, há cada vez mais e maiores festivais. E há para todos os gostos. Desde megaproduções como o Rock in Rio e o NOS Alive, a festivais um pouco mais pequenos mas ainda assim grandes, como o Super Bock Super Rock ou o Vodafone Paredes de Coura, e eventos mais especializados como o Jazz em Agosto ou o FMM Sines. É só escolher. 

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Super Bock Super Rock: oito concertos a não perder

Pelo menos agora não se passam horas a fio no trânsito para chegar ao Meco. Pelo menos agora não há pó. Agora só podemos queixar-nos da tontura do entra-e-sai na Altice Arena. E há coisas piores.  Vá-se mais ou menos à bola com esta última versão do Super Bock Super Rock, há que reconhecer que é um festival com sete vidas. Já se deu em estádios, em quintas e parques, e o facto é que continua a atrair um batalhão de gente. Este ano os cabeças de cartaz são The xx, Travis Scott e Julian Casablancas + The Voidz. É tudo gente digna, mas há vida para além dos maiores nomes. 

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The National
Photograph: Courtesy the artist
Música, Festivais de música

NOS Alive: dez concertos a não perder

Já se sabe que, num festival com a dimensão do NOS Alive, há muita coisa, muita música, por onde escolher. Há bandas e artistas para todos os gostos, do fado ao indie rock, passando pela electrónica e alguma pop, pelo que duas pessoas podem ter experiências diametralmente opostas. E ainda bem que assim é. A pensar nisso, percorremos o cartaz do primeiro ao último dia e do maior palco ao mais pequeno coreto, e escolhemos uma dezena de concertos obrigatórios. Não são obrigatoriamente os maiores, são os melhores. De Bryan Ferry aos Pearl Jam, passando por The National e Yo La Tengo.

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