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Gianluca
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Meia dúzia de nomes que gostávamos de ler no cartaz do próximo Super Bock em Stock

O Super Bock em Stock já conheceu melhores dias. Elencamos seis concertos baratos que podiam ter sido marcados esta edição. Ou que podem ser já agendados para o ano.

Escrito por
Luís Filipe Rodrigues
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O cartaz da edição deste ano não tem o fulgor a que o Super Bock em Stock nos habituou – sobretudo nos anos em que era o Vodafone Mexefest. Sabemos que, a menos de uma semana do festival, não há nada a fazer. Mas, possuídos pelo espírito natalício, decidimos apontar meia dúzia de nomes que deram que falar este ano e vão continuar a dar que falar nos próximos. Não é a primeira vez que fazemos este exercício, e alguns dos artistas sugeridos da última vez acabaram mesmo por passar por outros festivais portugueses, mais tarde. Portanto, é capaz de não ser má ideia prestar atenção também a estas dicas. Não é tarde nem é cedo para vermos estes nomes em Portugal.

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Chat Pile

A música dos Chat Pile é intensa. Conheceram-se e começaram a tocar juntos no Oklahoma, entre o midwest e o sul dos Estados Unidos, e viram o sonho americano esfumar-se sem poderem fazer nada nem terem voto na matéria. Isso reflecte-se nas canções do álbum de estreia de 2022, God’s Country. São pesadas e sujas, com o noise e o sludge metal a acompanharem os lamentos desesperados e confusos do vocalista Raygun Busch.

Gianluca

O chileno é um dos artistas mais curiosos da música urbana latina. Em meados da década passada, Gianluca desistiu do curso de belas artes para se fazer à vida numa área fronteiriça entre o emo-trap e o reggaetón. Desde então, tem lançado singles e discos entre o reggaetón, o trap e mais recentemente a pop electróncia. Sempre triste e a pingar amor, como se quer.

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Jim Legxcay

Ninguém diria que este homem tem pouco mais de 20 anos. Nas canções que escreve, produz e edita como Jim Legxacy, o rapper e cantor londrino combina géneros dispares que existem nas margens da pop: há batidas retiradas do hip-hop dos anos zero e guitarras que podiam estar numa canção emo do midwest nos anos 90, mas também escutamos ecos dos afrobeats actuais e do grime das ruas onde cresceu. Tudo isto conflui nas suas canções luminosas.

Lowertown

Depois de uma série de EPs lo-fi mas orelhudos, editados ao longo dos últimos anos, os norte-americanos Lowertown sobem a parada no primeiro álbum de estúdio, I Love to Lie, editado há um mês pela Dirty Hit. O som está mais límpido e as canções mais variadas – apesar de nunca se afastarem de terrenos indie rock – mas não perderam o nervo, nem a intensidade juvenil.

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More Eaze

Seja a solo, nos discos feitos a meias com a habitual colaboradora claire rousay e outros músicos ou em bandas como Lomelda e Alexalone, mari maurice ainda não parou de surpreender quem a tem acompanhado nos últimos anos. Mas nada se compara aos discos que faz e edita como more eaze. Ambiental e omnívora, a sua música bebe de diferentes géneros, épocas e latitudes geográficas. E, com total liberdade, reimagina o que pode ser a pop.

Pool Kids

Um pouco por todo o mundo, nos últimos anos, miúdos têm pegado no legado do emo de 90s para construir música que fala para o presente, para o passado e nalguns casos para o futuro. É o caso dos Pool Kids. O primeiro álbum, Music To Practice Safe Sex To, de 2018, tinha tanto de matemático como de emocional, soava a Cap'n Jazz e a Paramore. Era bom, mas não o suficiente para separá-los de outros revivalistas emo de então. Mas no segundo e homónimo álbum deste ano vão mais longe. Nele escutamos ecos do emo, da pop, do math-rock e da folk. É um disco de coração partido e dor de corno quase perfeito. E um dos melhores do ano.

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