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The Legendary Tigerman
© DRThe Legendary Tigerman

Viva a música: os concertos em Lisboa e os festivais de Verão a não perder

Os efeitos da pandemia continuam a sentir-se, mas a música não se cala. Fazemos um apanhado dos melhores concertos e festivais deste Verão.

Escrito por
Luís Filipe Rodrigues
e
Ana Patrícia Silva
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Pelo segundo ano consecutivo, os principais festivais de Verão foram cancelados e os grandes músicos e grupos internacionais continuam afastados de Portugal. Mas a vida e a música continuam. Até Setembro, artistas sobretudo portugueses vão pisar os palcos de Lisboa e arredores – alguns têm discos novos para mostrar, outros apenas vontade de aproveitar todas as oportunidades para tocar ao vivo. E depois há uns quantos festivais onde os músicos nacionais mais uma vez se encontram em maioria (ou na totalidade), e duas mostras de jazz de referência com cartazes internacionais. Como dantes. Não perca estes concertos e festivais de Verão.

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Os concertos em Lisboa e os festivais de Verão a não perder

  • Música
  • Jazz
  • São Sebastião

Este ano, o Jazz em Agosto recusa-se a fazer silêncio. As honras de abertura foram entregues ao histórico saxofonista Peter Brötzmann, que a 29 de Julho se encontra com Han Bennink (bateria) e Alexander von Schlippenbach (piano) para evocarem o seminal Machine Gun (1968) e o mais recente Fifty Years After... (2018). E isto é só o princípio. Nos dias seguintes, poderemos ouvir músicos merecedores de todos os elogios, a tocarem jazz e música exploratória no presente e para o futuro. Como o saxofonista Mats Gustafsson (que se apresenta com os seus projectos The End e Fire!), Ikizukuri com Susana Santos Silva, Hedvig Mollestad, Katharina Ernst, Anthropic Neglect ou Roots Magic, entre outros.

  • Música
  • Funk, soul e disco
  • Belém

Voz do gospel, da soul, do jazz e outrora até do rock’n’roll, Selma Uamusse ilumina qualquer sala onde a sua música se escuta. E faz-nos acreditar num mundo melhor, com mais amor. Lançou há um ano o seu segundo registo em nome próprio, Liwoningo (que significa “luz” em chope, uma língua tradicional de Moçambique). Produzido por Guilherme Kastrup, o disco acentua o património imaterial africano enquanto se mistura no mundo.

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  • Música
  • Belém

É um dos mais inspirados e consensuais escritores de canções portugueses da sua geração. Uns poucos sortudos descobriram a sua música no início da década passada, quando ainda assinava como Cão da Morte e escondia as suas inseguranças atrás de um manto de ruído doce. Muitos outros encontraram-na a partir de 2015, quando se assumiu Severo e limou as arestas das suas canções. Desde então, cada novo disco é melhor do que o anterior. O Sol Voltou, de 2019, é o mais recente.

  • Música
  • Folk, country e blues
  • Belém

Paulo Furtado continua a querer descobrir-se através da música e a cada novo álbum vai-se impondo novas e desafiantes experiências. Foi o que aconteceu no último, mas não muito recente Misfit (2018), fruto de uma road trip pelo deserto norte-americano, em que The Legendary Tigerman se dispôs a perder-se, a desaparecer e a reencontrar-se, electrificado pelo rock’n’roll.

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  • Música
  • Avenidas Novas

O novo e segundo álbum em nome próprio de Rui Reininho é um registo intrigante e peculiar de um homem múltiplo. Explora estruturas mais magnéticas e sensoriais, com menos palavras e mais sons, mas sem perder o charme e a língua mordaz. Apresenta-o na Culturgest, a 10 de Setembro, com Paulo Borges, Julius Gabriel, Ryoko Imai e o ex-companheiro dos GNR Alexandre Soares.

É tempo de Verão

  • Compras

Está na hora de pôr as leituras em dia. Com ou sem ilustrações, em prosa ou em verso, para os pais, para os filhos ou até para a família inteira, são várias as novidades literárias para este Verão. Basta pensar no que precisa que lhe receitem. Uma boa dose de romance, de suspense ou de vida real? Há, mas não só. Entre thrillers, poesia, testemunhos reais e as pérolas de auto-ajuda de Bruce Lee, escolher não será tarefa fácil.

  • Coisas para fazer

As praias que se seguem ficam a um pulo de Lisboa. Agora é vestir o visual mais fresco, guardar a toalha e o protector solar na mala, preparar um lanchinho e escolher uma leitura de Verão ou um jogo para toda a família. Não interessa para onde vai, só que não vai para muito longe: a ideia é ir apanhar sol e dar uns mergulhos sem ter de se esforçar muito por isso. O roteiro inclui Costa da Caparica, Linha de Cascais, Sintra, Oeste, Arrábida, Tróia e Meco.

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  • Compras

Chegar a um dos melhores jardins da cidade para montar um piquenique não é assim tão simples – aliás, pode ser, mas certamente não terá tanta pinta se pegar simplesmente no que tem na dispensa. Vá, esforce-se um bocadinho mais para assentar arraiais por esses relvados fora com aquela toalha aos quadradinhos, uns pratos catitas, jarros com torneira para evitar desastres, cestos de verga à moda antiga, guardanapos de pano e até palhinhas de massa, que estamos aqui para evitar o plástico descartável.

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