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Zénite
Manuel Manso

Arroios, Anjos, Intendente: os melhores sítios para sair à noite

Sítios para pensar, beber e dançar na zona com mais associações culturais por metro quadrado da cidade

Sebastião Almeida
Escrito por
Hugo Torres
e
Sebastião Almeida
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Há não muitos anos, a noite no Intendente era quase interdita a quem não andasse pelas ruas com um punhal nos dentes. E nos Anjos quase não existia. Mas esta zona foi alvo de uma reabilitação profunda, concluída no essencial em 2012, e desde então começaram a crescer ou a surgir espaços que faziam a ligação entre o dia e a noite nestes bairros. Sobretudo associações culturais muito viradas para a recreação feita de copo numa mão e a anca na outra. Quem cá estava antes disso cá continua: o ambiente é de coexistência.

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Do dia para a noite

  • Noite
  • Lisboa

Concertos gratuitos numa antiga lavandaria transformada em bar por um violoncelista, Hugo Fernandes, com mobiliário e objectos de decoração de uma antiga farmácia da Penha de  França. É esta a proposta que está a levar os moradores mais velhos da rua a trocar a telenovela pelo bar nas noites de concertos – terças, quintas e domingos. A ementa de petiscos depende da música que for servida. Nada é por acaso. Aqui a arte tem um poder transformador. Há workshops, sessões de poesia e teatro, e brunch ao fim-de-semana.

  • Coisas para fazer
  • Centros culturais
  • Intendente

O corredor de livros à entrada serve de aviso a quem vai à procura de mais uma associação  transformada em bar. Este é um lugar de convívio, mas de discussão e de activismo político.  Os concertos, as performances e os debates existem como forma de intervenção – ou, pelo menos, de inquietação. As feiras do livro nocturnas são uma marca do espaço.

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  • Noite
  • Intendente

A Casa Independente foi o ponto de viragem na noite do Intendente. Passou a ser cool vir para o bairro beber um copo  de tatuagem à mostra. Não lhe faltam concertos nem festas para ir parar com os costados ao Salão Tigre, e não precisa de convite para instagramar o logradouro. Há dois anos, cresceu para o Andar de Cima – mais um bar, mais espectáculos.

  • Coisas para fazer
  • Centros culturais
  • Lisboa
  • preço 1 de 4

Para aprender a dançar o tango, o melhor é descer aqui. Literalmente: desce as escadas e vai dar a um dos espaços onde a reabilitação do bairro começou (na altura, funcionava aqui o Sou). Além do tango, há aulas de pilates, yoga, tap dance, swing e capoeira. À noite, tem concertos regulares e a cada duas semanas pode testar a cultura geral no Bus Quiz.

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  • Noite
  • Vida noturna alternativa
  • Intendente

A música é o prato principal. Os concertos e os DJ set ocupam boa parte da programação desta cave já a fugir para outra colina, com destaque para as noites de música electrónica improvisada – as Desterronics. Há aulas de música para uma imensidão de instrumentos e salas de ensaio. A cada duas semanas, há Terças de Poesia Clandestina.

  • Noite
  • Cafés/bares
  • Lisboa
  • preço 1 de 4

Música, cinema, dança, fotografia – o Crew Hassan tem tudo o que uma associação cultural aspira a ter. Tem dias temáticos para o som que por lá se ouve – do funk à música árabe –, concertos regulares, gente de toda a parte, comida vegetariana, aulas, loja de roupa em segunda mão e loja de discos – a Tabatô Records, onde se encontram algumas raridades em vinil –, e até projectos de inclusão para os idosos do bairro. Mas nada enche tanto as medidas de quem lá vai como a mesa de pingue-pongue que está na cave. E é grátis.

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  • Coisas para fazer
  • Lisboa

Biblioteca, activismo e comida para alimentar o bucho que puxa pelo intelecto. A RDA é um centro cultural que serve refeições e bebidas, mas recusa o epíteto de bar ou restaurante. Os horários estão sempre sujeitos a confirmação, para despistar a pequena burguesia. Ao domingo à noite, acende-se o forno comunitário para fazer pizzas e ensinar a fazer pão.

  • Bares
  • Intendente

Situa-se na Rua do Benformoso, antes de chegar ao Largo do Intendente, e é o novo bar de cocktails da cidade, com especial queda para o café. A maioria dos seus cocktails têm café de alguma maneira e o seu conceito é baseado no contrabando de café entre Portugal e Espanha, nos anos 50. O projecto é de João Resende, que antes de aqui estar tinha estado a trabalhar em Barcelona, onde conheceu um dos seus sócios: o espanhol Antonio Romero. O terceiro elemento da sociedade do Café Klandestino é o irmão de João, Marcelo Resende.  

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  • Bares
  • Bares
  • Lisboa

É o ponto mais longínquo deste roteiro. Este bar é uma das preciosidades que a cidade reserva longe dos grandes centros nocturnos. Os habituais shows de burlesco condizem com o mobiliário vintage e as peças de decoração antigas resgatadas por Valdo Moreira para o seu espaço. Entre as 21.00 e as 22.00, a hora é feliz: imperial a 80 cêntimos.

  • Bares
  • Lisboa

Se está à procura de um sítio para mostrar os seus dotes no ukulele, para declamar os poemas que anda a escrever nos intervalos do trabalho ou para finalmente expor as pinturas que nunca teve coragem de mostrar a ninguém, o Zénite pode ser o sítio certo. Fica perto do Jardim Constantino e tem cocktails, exposições, noites de leitura, quiz e stand-up comedy.

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  • Bares
  • Lisboa

Inspirado na cultura celtibérica e lusitana, este bar em Arroios, um espaço ideal para um bom início de noite, é provavelmente o único sítio em Lisboa onde vai encontrar hidromel à pressão. Outra das preocupações é respeitar a cultura celtibérica e a dos antigos povos nórdicos e germânicos e por isso mesmo existe uma pequena biblioteca (ainda em crescimento) sobre o tema, comida e festas temáticas.

  • Bares
  • Cervejaria artesanal
  • Grande Lisboa

Gonçalo Sant’Ana pode gabar-se 
de ter criado a primeira marca
 de cerveja artesanal de Lisboa, a Sant’Ana LX Brewery, em 2014.
 Aqui, encontram-se as cervejas da marca, assim como outras portuguesas e estrangeiras. Também se realizam regularmente workshops e outros eventos.

Dar ao dente antes de dar à língua

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