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As melhores noites africanas da cidade

Festas que acontecem uma vez por mês, DJ sets tropicais, afro-bailes, bailes no meio da rua ou matinés de domingo. Conheça os sítios mais quentes para ouvir música africana. E dançar, claro

©Alipio Padilha

O Inverno está a chegar, mas à noite as temperaturas na cidade começam a subir. Pelo menos nestas festas. Damos-lhe seis sugestões para dançar pela noite dentro - às vezes até durante o dia. Kizomba, kuduro, funaná, mornas, semba... Há para todos os estilos musicais, mesmo o electro-guetto.

As melhores noites africanas da cidade

Noite Príncipe - MusicBox

Escolha dos críticos

Uma vez por mês, a temperatura do MusicBox atinge os seus valores mais altos com as Noites Príncipe. Uma parceria com a editora Príncipe Discos que traz artistas dos subúrbios (e respectivos amigos) como DJ Marfox (já mencionado pela Rolling Stone como um dos artistas a não perder de vista), DJ Firmeza, DJ Nervoso, Nigga Fox ou Nidia Minaj. Música electro-guetto, como também lhe chamam, com um cocktail de kuduro, tarrachinha, funaná, house e techno.      

Quando: uma vez por mês, à sexta ou ao sábado, das 23.00 às 06.00

Cais do Sodré

B. Leza

A discoteca africana mais conhecida da cidade tem sido feliz na sua nova morada desde 2011, mesmo em frente ao rio, depois de ter fechado portas no Palácio dos Almadas. Os artistas continuam os mesmos, de Cabo Verde a Angola, e aqui ninguém consegue ficar sentado muito tempo. Mais cedo ou mais tarde vão puxá-lo para dançar. Tito Paris, Calú Moreira e Bonga são habitués no palco e na pista de dança – este último protagonista da famosa festa de Carnaval da casa. É marcar já o 28 de Fevereiro na agenda. Aos domingos há matinés de kizomba.

Quando: quarta a domingo, das 22.30 às 04.00

Cais do Sodré

Hardass Sessions - Lux Frágil

Escolha dos críticos

Outra festa mensal entre as melhores da cidade, as Hardass Sessions, organizadas pela Enchufada, a editora de Buraka Som Sistema, já cumpriram mais de trinta sessões no Lux e comemoram em Dezembro o seu sexto aniversário. Aos DJs da Enchufada (Branko e Rastronaut são assíduos) costumam juntar-se convidados internacionais – por exemplo, os Dengue Dengue Dengue, como aconteceu este ano. A próxima é já no fim do mês, a 28 de Outubro, e traz Dotorado Pro, o “Rei das Marimbas”, do panorama afro-house alfacinha e a DJ Australiana LUEN                  

Quando: as noites começaram por ser bimensais e agora acontecem uma vez por mês em Lisboa e no Porto

São Vicente 

Afro-baile Celeste Mariposa

A dupla Celeste Mariposa (Wilson Vilares e Francisco Sousa) tem aquecido até as noites mais geladas de Lisboa com música dos PALOP, de Cabo Verde a São Tomé, sem esquecer Angola e Moçambique. Os DJ sets suados, conhecidos como afro-bailes, enchem espaços como o Damas, na Graça, ou o Ginjal Terrasse, em Cacilhas, onde não se paga entrada. É estar atento à agenda preenchida de festas, actualizada todas as semanas na página dos Celeste Mariposa no Facebook.  

Onde: em vários espaços da cidade, do Damas à Casa Independente, passando pelo Ginjal Terrasse ou Titanic Sur Mer.

Quando: várias datas, é estar atento à página de Facebook

Belo da Bica

O bar cabo-verdiano na Bica é um bom sítio para beber um grogue enquanto ouve música ao vivo, geralmente às sextas-feiras. O espaço é apertado e se não quiser dançar tem sempre a desculpa de que precisa de apanhar ar para se juntar à (agora pequena) multidão na rua. Numa altura em que a Bica começa a esmorecer e muitos bares que frequentávamos estão de porta fechada, a festa no Belo da Bica por enquanto mantém-se acesa.

Quando: de terça a domingo, das 18.00 às 04.00

Kizomba no Quiosque

Às vezes, a vontade de dançar é tanta que até a Avenida da Liberdade se transforma numa pista. No quiosque do Melhor Bolo de Chocolate do Mundo, as noites de kizomba já são uma tradição de sexta-feira desde há dois anos. A partir das 20.00 e até à meia-noite, dança-se ao som da música de um DJ convidado. É aproveitar antes que a chuva estrague o ritual de entrada livre.

Quando: às sextas, das 20.00 às 00.00

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