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A Benamôr levou a cozinha de beleza para o Príncipe Real

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Depois da Rua dos Bacalhoeiros, a Benamôr sobe umas colinas para abrir portas no Príncipe Real. A segunda casa veste-se de rosa millennial, que nem casa de bonecas, e tem uma montra catita sempre com as novidades da marca.

A cozinha há muito que deixou de ser só cenário para tachos, panelas e colheres de pau. A beleza também tem uma receita e na Benamôr segue-se à risca a tradição quase centenária naquilo a que gostam de chamar de “cozinha  de beleza”. Essa tradição, que nasceu em 1925, ainda é o que era, mas está de cara de lavada desde 2016, ano em que fizeram renascer a marca com uma nova imagem. 

Esse lifting à imagem da Benamôr está bem visível nesta segunda loja no Príncipe Real. Chama à atenção, ainda antes de passar a ombreira da porta, pelo tom rosa que preenche paredes e cada canto dos armários embutidos do espaço, entrando directamente para a lista dos sítios mais instagramáveis da cidade. O novo espaço serve uma homenagem ao produto mais vendido, aquele que alavancou a marca desde o início: o famoso creme de rosto, cuja fórmula se mantém desde 1925, agora sem parabenos. 

Em cima dos armários há posters emoldurados com anúncios do antigamente de produtos Benamôr – lembra-se do Bronzaline? – e, sem surpresa, o charme da art déco continua a ser um dos pilares da marca e da decoração das suas lojas, ambas com os mosaicos de chão inspirados no friso das bisnagas. 

Manuel Manso

Vanessa, funcionária da Benamôr e apaixonada pela marca, conta-nos que todas as lojas têm os denominadores comuns, que são as gamas da marca, mas que “cada uma delas tem um factor ‘uau’ que as distingue umas das outras”. Se na loja dos Bacalhoeiros pode comprar barras de sabão a peso – a balança antiga denuncia o processo – ou construir os seus próprios coffrets personalizáveis, no espaço do Príncipe Real o elemento especial é outro: em breve os clientes vão poder receber massagens faciais e de mãos. 

“Vamos ter uns banquinhos aqui na loja e estas massagens vão funcionar também como diagnósticos de pele, porque todas nós somos formadas para isso. A ideia é adequarmos cada uma das gamas ao tipo de pele e necessidades dos nossos clientes”, refere.

A família Benamôr foi crescendo ao longo dos anos e, mais recentemente, ganhou um novo membro: a gama Nata, inspirada na pastelaria portuguesa e nos doces tradicionais, com extrato de ovo e canela. A linha é composta pelo creme de mãos, de corpo e bálsamo de lábios, e está toda exposta na montra – que muda sempre que há novidades – e na bancada central da loja. 

Manuel Manso

As restantes referências douram as prateleiras, impecavelmente arrumadas, organizadas por gamas, da Alantoíne à Jacarandá, do Gordíssimo à Rose Amélie, estendendo os produtos ao gel de banho, óleos, bálsamos, manteigas de corpo ou até a mais recente água micelar. 

Aqui, ao contrário do que se possa supor, a grande fatia da clientela não é turista de passagem, são antes estrangeiros que já vivem em Lisboa e os próprios portugueses, que não deixam cair a glória de outros tempos em saco roto. 

“É engraçado ver este encontro de clientes por aqui, porque mesmo os portugueses acabam sempre por se apaixonar mais um bocadinho pela marca”, explica Vanessa. Aqui também se encontram gerações: aquela que têm memória de, noutros tempos, encher as prateleiras com produtos da marca, com aquela camada jovem que assistiu ao renascimento da Benamôr e reconhece o seu valor no mundo da cosmética.

Em Lisboa, além da primeira loja da marca, os produtos Benamôr também estão à venda no El Corte Inglés, lojas Perfumes&Companhia e n’A Vida Portuguesa, apesar de não terem todas as gamas.

Rua da Escola Politécnica, 8. Seg-Sáb 10.00-20.00, Dom 11.00-20.00.

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