Os sítios mais instagramáveis em Lisboa

Há cafés obrigatórios, recantos de rua, retalhos de arte urbana ou edifícios, basta fotografar

Fotografia: Arlindo Camacho

Eu instagramo, tu instagramas, nós instagramamos. A conjugação pode travar um pouco a língua mas não há mesmo volta a dar: o verbo instagramar entrou no léxico urbano e não é certo que o abandone em breve. Se já não sabe viver sem actualizar o seu Instagram, siga o nosso roteiro de recantos bem instagramáveis em Lisboa, dos museus ao restaurante da moda, passando por propriedades privadas fáceis de entrar e dar o clique. Tem alguma coisas a acrescentar? Pode partilhar tudo isso connosco (isto é, envie-nos a sua foto para leitores@timeout.com) e ajudar-nos a escolher os melhores sítios para fotografar em Lisboa.

Recomendado: Os cafés mais instagramáveis de Lisboa

Sítios mais instagramáveis em Lisboa

JNcQUOI
Fotografia: Arlindo Camacho
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JNcQUOI

A carta inclui coisas tão díspares como foie gras (18€), caviar Beluga (82€, 30g), bisque de lavagante (16€, obrigatório), caranguejo do Alaska (19€), chuletón (68€, 1100g), paletinha de cabrito (28€) e piano de entrecosto (18€). Quanto ao esqueleto de dinossauro no meio da sala, a foto fica a custo zero. Aproveite antes que a inspiração se extinga. 

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Avenida da Liberdade
The Sweet Art Museum
Fotografia: Manuel Manso
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The Sweet Art Museum

Neste espaço, as regras são inversamente proporcionais àquelas a que tem de obedecer nos outros museus. As proibições desaparecem para darem lugar a experiências – pode fotografar, tocar nas obras e, imagine-se, mergulhar nelas. O The Sweet Art Museum vai deixar a cidade mais doce e os feeds de Instagram mais rosa. O museu tem oito salas, uma delas pensada pela artista portuguesa Maria Imaginário, sendo que algumas contam com degustação de doces. Dos gelados às gomas, passando por uma sala com uma piscina de marshmallows, onde pode mergulhar (isto é a sério). 

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Marvila
MAAT
Fotografia: Arlindo Camacho
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MAAT

Projecto da Fundação EDP, o Museu de Arte, Arquitectura e Tecnologia já está mais do que consagrado nas iniciais MAAT. As suas formas arquitectónicas marcaram o ano de 2016 na cidade, justificando frutíferas romarias à zona de Belém. Afinal, mais que não fosse, aquela estrutura assinada pela britânica Amanda Levete e o pôr-do-sol em fundo ficam mesmo a matar numa foto para partilhar nas redes. A tendência promete ser intemporal – não abrande no registo fotográfico lá porque estamos em 2018.

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Belém
Rio Maravilha
Fotografia: Arlindo Camacho
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Rio Maravilha

O Cristo Rei está longe de ser o principal chamariz no terraço do Rio Maravilha. A estátua da Crista Rainha, uma espécie de versão feminina e colorida do famoso monumento que se avista do outro lado da ponte, já terá desfilado por 95% dos instagrams desta cidade e mais além. Não deu por nada? Vá lá, tente colmatar a lacuna em menos tempo que uma chegada ao Brasil. 

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Alcântara
Arco da Rua Augusta
©ATL/Arco da Rua Augusta
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Arco da Rua Augusta

Não se trata bem do arco triunfal cuja construção foi programada em 1759, no quadro da reconstrução pombalina que se seguiu ao terramoto de 1755, e no topo do qual se pode ler "VIRTVTIBVS MAIORVM VT SIT OMNIBVS DOCVMENTO.PPD“, que, traduzido, significa "Às Virtudes dos Maiores, para que sirva a todos de ensinamento. Dedicado a expensas públicas”. Acontece que aqui do alto se tiram muito boas fotos da Praça do Comércio com o rio em fundo. 

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Baixa Pombalina
Mural de André Saraiva na Feira da Ladra
Fotografia: Ana Luzia
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Mural de André Saraiva na Feira da Ladra

Nem só de compras vive a Feira da Ladra: há murais de grandes artistas, vistas privilegiadas sobre o Tejo e o Panteão Nacional. Não se admire se a esmagadora maioria dos influencers nacionais andar por aqui. O trabalho de André Saraiva explica as romarias à zona do Campo de Santa Clara. E nem é preciso aparecer aos dias de feira (terça-feira e sábado) porque o mural não sai do sítio. 

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São Vicente 
Muros e paredes de Lisboa
©DR
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Muros e paredes de Lisboa

Aproveite a embalagem e continue atento às paredes e muros da cidade. Lisboa é uma autêntica galeria gratuita a céu aberto e o seu Instagram só tem a ganhar com isto. Vhils, Bordalo II, Aka Corleone e Finok são alguns dos nomes mais sonantes neste roteiro de arte urbana em Lisboa. Embarque num passeio alternativo pela cidade. 

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Por Renata Lima Lobo
Soi
Fotografia: Francisco Santos
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Soi

No Soi há tudo o que se come nas ruas de Banguecoque, palavra do chef Maurício Vale. Além das luzes fortes dos néons, o espaço tem um papel de parede com motivos asiáticos, duas mesas altas viradas para a rua, luzes a pender do tecto, e chapéus de palha cónicos vietnamitas, qual cocktail de inspirações para brilhar nas redes. Aproveite para comer também, claro.

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Cais do Sodré
Mosteiro dos Jerónimos
Fotografia: Arlindo Camacho
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Mosteiro dos Jerónimos

Mandado erigir pelo rei D. Manuel I em memória do Infante D. Henrique é Monumento Nacional desde 1907 e Património Cultural da Humanidade desde 1983, muito antes de as redes sociais se fazerem anunciar ao mundo. Para adicionar um pouco de história, e patriotismo, ao seu feed, aposte neste mosteiro edificado no século XVI. Não se esqueça que na igreja encontram-se, entre outros, os túmulos de Luís de Camões, Vasco da Gama e do rei D. Sebastião, cujos restos mortais foram trazidos por D. Filipe I numa tentativa de aniquilar o mito sebastianista. Mas são poucos os que acreditam que se trata efectivamente do corpo do Desejado.

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Belém
Bastardo
Fotografia: Ana Luzia
10/22

Bastardo

Comer num hotel podia ser, até há não muito tempo, uma experiência residual, mas espaços como o Bastardo tornaram esta hipótese um filho mais que legítimo. Além do mais, o restaurante é perfeito para instagramar os populares individuais com a frase “on this magic place calories don’t count”, ou as pinturas antigas com frases por cima como “vai à merda. Vai tu”.

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Baixa Pombalina
Fundação Champalimaud
Fotografia: Manuel Manso
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Fundação Champalimaud

A Fundação Champalimaud é um verdadeiro tubo de ensaio no que à ciência e seus meandros diz respeito. Mesmo que a investigação não lhe assista, há quem encontre bom conforto visual naquele outro tubo (ora espreite a imagem). Enfim, cada um é para o que nasce.

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Belém
Mez Cais Lx
Fotografia: Manuel Manso
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Mez Cais Lx

O Mez Cais LX, mano mais novo do Mez Cais no Cais do Sodré, prossegue o trilho da comida mexicana e não são só os coktails que o podem levar ao tapete. O espaço na Lx Factory inclui um ringue, que medirá forças com as imagens de tortilhas, ceviches e burritos.

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Alcântara
Casa Independente
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Casa Independente

Inaugurada em 2012 no Largo do Intendente, funciona como associação cultural, sala de concertos, bar e restaurante. Teve um papel fundamental na requalificação do Intendente, uma zona até então completamente excluída dos roteiros da noite alfacinha. Hoje ninguém quer perder o flamingo na casa de banho, entre outros pontos de interesse.

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Intendente
Flamingo
Fotografia: Ana Luzia
14/22

Flamingo

Com o fim dos Anos 60 cabe ao Flamingo animar o Largo do Terreirinho, aberto até às 04.00 e com a boa disposição sempre em altas. Como a generalidade dos mortais que visitam o bar, vai querer imortalizar a sua passagem pela casa de banho, a rivalizar com os nitghtclubs mais bem equipados.

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Santa Maria Maior
Nicolau Lisboa
15/22

Nicolau Lisboa

Não há fim-de-semana que o Nicolau Lisboa esteja de fora do feed de Instagram da nossa crítica Marta Brown. "Há quem poste o brunch, uns escolhem
 ovos, outros os smoothies (#green, #healthy), outros as panquecas, a decoração. O resultado é sempre um post bonitinho, com um rol de comentários do estilo “adoro”, “tão bom”, “quero ir!”. Daí ter de admitir que fui cheia de expectativas conhecer o Nicolau". Marta não ficou assim tão convencida depois da experiência, mas a verdade é todos querem o coração do Nicolau.

 

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Baixa Pombalina
Lux Frágil
© Luísa Ferreira
16/22

Lux Frágil

Escolha dos críticos

Ver o nascer do sol da varanda do Lux é um passatempo obrigatório de qualquer lisboeta ou visitante. E quem nunca registou para a posteridade a elegância serena das famosas Vigorosa e Poderosa...enfim, nem sabemos o que dizer-lhe. Se o consola, qualquer foto tirada no interior da discoteca mais famosa de Lisboa promete ser épica, sobretudo com o adiantar da hora.

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São Vicente 
Torre de Belém
© Lydia Evans / Time Out
17/22

Torre de Belém

Pode ser um cliché mas é um dos clichés mais expressivos da cidade de Lisboa. A Torre de Belém começou por ser uma estrutura de defesa da barra do Tejo e hoje é um ícone da arquitectura do reinado de D. Manuel I. Classificada em 1983, como Património Mundial pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), foi eleita em 2007, uma das Sete Maravilhas de Portugal. E fica bem na fotografia.

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Belém
El Clandestino
Fotografia:Ana Luzia
18/22

El Clandestino

As fotografias espalhadas pelo espaço, que retratam situações quotidianas dos povos latino-americanos, e um fotógrafo da Guatemala; ou a recriação de um cemitério mexicano; e ainda as peças criadas pela Oficina Irmãos Marques, que tornam esta viagem ao México, Peru e mais além inesquecível para o seu telefone inteligente. 

 

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Chiado/Cais do Sodré
Village Underground
Fotografia: Manuel Manso
19/22

Village Underground

Armazéns, cafetaria, etc. Esta vila enche-se de motivos de atracção e o mais difícil é escolher o ângulo certo para recomendar. O mais seguro é deambular pela zona e ver se não lhe escapa nada. 

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Alcântara
Dear Breakfast
©Francisco Santos
20/22

Dear Breakfast

O novo Dear Breakfast quer prolongar (e melhorar) as manhãs, com ovos de todas as maneiras e feitios, tostas e sumos naturais. Há ovos Benedict (ovos escalfados, bacon, molho holandês, 9€), Royal (com salmão, 9€), Florentine (espinafres, croutons, molho holandês, 7€) e Rothko (com um ovo cozinhado no meio de um pão brioche, com chouriço e tomate, 9€), além dos tradicionais ovos mexidos (6€ ou com trufas pretas por mais 4€), cozidos (4,50€) e omeletes (6€). Toda a atmosfera foi pensada ao pormenor para ser uma boa maneira de começar bem o dia — e para ficar bem nas redes, convenhamos. Só assim se explica que meia cidade se anda a instagramar aqui, com mais ou menos fervor por ovos. 

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A Cevicheria
© Ana Luzia
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A Cevicheria

Durante a viagem que fez pelo mundo, a cozinhar em casas de famílias, o chef Kiko Martins apaixonou-se pelo prato tradicional do Peru. Trouxe-o para A Cevicheria, um pequeno restaurante com um belíssimo balcão, onde não é possível marcar mesa. O ceviche puro com peixe branco, puré de batata-doce, cebola, algas e leite de tigre vale a espera, que pode ser acompanhada pela captação da imagem do polvo suspenso no tecto. 

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Princípe Real
Novo edifício EDP
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Novo edifício EDP

É bem possível que o carré de borrego com pistáchio d’O Watt, o mais recente restaurante de Kiko Martins, se torne num prato icónico desta cidade. Mas antes disso, comecemos pela estrutura do novo edifício da EDP, capaz de iluminar qualquer registo fotográfico. Uma opção segura e modernaça para poder dizer que está a par dos tempos. 

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Chiado/Cais do Sodré

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