Os sítios mais instagramáveis em Lisboa

Há cafés obrigatórios, recantos de rua, retalhos de arte urbana ou edifícios. Basta fotografar
caixas correios
Fotografia: Arlindo Camacho
Por Maria Ramos Silva e Francisca Dias Real |
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Eu instagramo, tu instagramas, nós instagramamos. A conjugação pode travar um pouco a língua mas não há mesmo volta a dar: o verbo instagramar entrou no léxico urbano e não é certo que o abandone em breve. Se já não sabe viver sem actualizar o seu Instagram, siga o nosso roteiro de recantos bem instagramáveis em Lisboa, dos museus ao restaurante da moda, passando por propriedades privadas fáceis de entrar e dar o clique. Tem alguma coisas a acrescentar? Pode partilhar tudo isso connosco (isto é, envie-nos a sua foto para leitores@timeout.com) e ajudar-nos a escolher os melhores sítios para fotografar em Lisboa.

Recomendado: Os cafés mais instagramáveis de Lisboa

Sítios mais instagramáveis em Lisboa

1
Museu dos doces, The sweet art museum, marvila
Fotografia: Manuel Manso
Coisas para fazer

The Sweet Art Museum

icon-location-pin Marvila

Neste espaço, as regras são inversamente proporcionais àquelas a que tem de obedecer nos outros museus. As proibições desaparecem para darem lugar a experiências – pode fotografar, tocar nas obras e, imagine-se, mergulhar nelas. O The Sweet Art Museum vai deixar a cidade mais doce e os feeds de Instagram mais rosa. O museu tem oito salas, uma delas pensada pela artista portuguesa Maria Imaginário, sendo que algumas contam com degustação de doces. Dos gelados às gomas, passando por uma sala com uma piscina de marshmallows, onde pode mergulhar (isto é a sério). 

2
JNCQUOI
Fotografia: Arlindo Camacho
Restaurantes

JNcQUOI

icon-location-pin Avenida da Liberdade

A carta inclui coisas tão díspares como foie gras (18€), caviar Beluga (82€, 30g), bisque de lavagante (16€, obrigatório), caranguejo do Alaska (19€), chuletón (68€, 1100g), paletinha de cabrito (28€) e piano de entrecosto (18€). Quanto ao esqueleto de dinossauro no meio da sala, a foto fica a custo zero. Aproveite antes que a inspiração se extinga. 

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3
MAAT
Fotografia: Arlindo Camacho
Museus

MAAT

icon-location-pin Belém

Projecto da Fundação EDP, o Museu de Arte, Arquitectura e Tecnologia já está mais do que consagrado nas iniciais MAAT. As suas formas arquitectónicas marcaram o ano de 2016 na cidade, justificando frutíferas romarias à zona de Belém. Afinal, mais que não fosse, aquela estrutura assinada pela britânica Amanda Levete e o pôr-do-sol em fundo ficam mesmo a matar numa foto para partilhar nas redes. A tendência promete ser intemporal – não abrande no registo fotográfico lá porque estamos em 2018.

4
Rio Maravilha - Esplanada
Fotografia: Arlindo Camacho
Restaurantes, Fusão

Rio Maravilha

icon-location-pin Alcântara

O Cristo Rei está longe de ser o principal chamariz no terraço do Rio Maravilha. A estátua da Crista Rainha, uma espécie de versão feminina e colorida do famoso monumento que se avista do outro lado da ponte, já terá desfilado por 95% dos instagrams desta cidade e mais além. Não deu por nada? Vá lá, tente colmatar a lacuna em menos tempo que uma chegada ao Brasil. 

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5
Vista do Arco da Rua Augusta
©ATL/Arco da Rua Augusta
Atracções

Arco da Rua Augusta

icon-location-pin Baixa Pombalina

Não se trata bem do arco triunfal cuja construção foi programada em 1759, no quadro da reconstrução pombalina que se seguiu ao terramoto de 1755, e no topo do qual se pode ler "VIRTVTIBVS MAIORVM VT SIT OMNIBVS DOCVMENTO.PPD“, que, traduzido, significa "Às Virtudes dos Maiores, para que sirva a todos de ensinamento. Dedicado a expensas públicas”. Acontece que aqui do alto se tiram muito boas fotos da Praça do Comércio com o rio em fundo. 

6
Mural de André Saraiva
Fotografia: Ana Luzia
Coisas para fazer, Mercados e feiras

Mural de André Saraiva na Feira da Ladra

icon-location-pin São Vicente 

Nem só de compras vive a Feira da Ladra: há murais de grandes artistas, vistas privilegiadas sobre o Tejo e o Panteão Nacional. Não se admire se a esmagadora maioria dos influencers nacionais andar por aqui. O trabalho de André Saraiva explica as romarias à zona do Campo de Santa Clara. E nem é preciso aparecer aos dias de feira (terça-feira e sábado) porque o mural não sai do sítio. 

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7
Tous – Ourivesaria Aliança
©DR
Compras, Joalharia

Tous - Ourivesaria Aliança

icon-location-pin Chiado

A surpresa foi grande quando em finais de 2012 demos pela reabilitação feita pela espanhola Tous na antiga Ourivesaria Aliança. Cada pormenor foi preservado ao máximo, desde a fachada, datada de 1914, aos frescos, passando pelas molduras e os móveis restaurados, o que faz com que entrar no número 50 da Rua Garrett seja um conto de fadas ainda mais perfeito. Além da beleza, a loja apresenta também um património histórico, com obras do pintor Artur Alves Cardoso (também autor das pinturas da sala de sessões da Assembleia da República). Por todo o espaço há vitrines com jóias e, na segunda sala, expositores com malas e carteiras que sobem até à galeria – uma visão a cor-de-rosa e dourado, com muitos ursos à mistura.

A Time Out diz
8
Bordallo II-Trash Puppy
©DR
Coisas para fazer

Muros e paredes de Lisboa

Aproveite a embalagem e continue atento às paredes e muros da cidade. Lisboa é uma autêntica galeria gratuita a céu aberto e o seu Instagram só tem a ganhar com isto. Vhils, Bordalo II, Aka Corleone e Finok são alguns dos nomes mais sonantes neste roteiro de arte urbana em Lisboa. Embarque num passeio alternativo pela cidade. 

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9
soi
Fotografia: Francisco Santos
Restaurantes, Asiático contemporâneo

Soi

icon-location-pin Cais do Sodré

No Soi há tudo o que se come nas ruas de Banguecoque, palavra do chef Maurício Vale. Além das luzes fortes dos néons, o espaço tem um papel de parede com motivos asiáticos, duas mesas altas viradas para a rua, luzes a pender do tecto, e chapéus de palha cónicos vietnamitas, qual cocktail de inspirações para brilhar nas redes. Aproveite para comer também, claro.

10
Mosteiro dos Jerónimos
Fotografia: Arlindo Camacho
Atracções

Mosteiro dos Jerónimos

icon-location-pin Belém

Mandado erigir pelo rei D. Manuel I em memória do Infante D. Henrique é Monumento Nacional desde 1907 e Património Cultural da Humanidade desde 1983, muito antes de as redes sociais se fazerem anunciar ao mundo. Para adicionar um pouco de história, e patriotismo, ao seu feed, aposte neste mosteiro edificado no século XVI. Não se esqueça que na igreja encontram-se, entre outros, os túmulos de Luís de Camões, Vasco da Gama e do rei D. Sebastião, cujos restos mortais foram trazidos por D. Filipe I numa tentativa de aniquilar o mito sebastianista. Mas são poucos os que acreditam que se trata efectivamente do corpo do Desejado.

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11
thalia
(cortesia Trienal de Lisboa)
Teatro

Teatro Thalia

icon-location-pin Sete Rios/Praça de Espanha

Construído em 1820 como teatro privado do conde Joaquim Pedro Quintela, na verdade o que foi castigado foi o próprio edifício, vítima de um incêndio em 1862 do qual só sobrou a fachada. Esteve abandonado mais de 150 anos até que passou para as mãos da Secretaria-Geral da Educação e Ciência que em 2010 decide requalificar o teatro, com um projecto de arquitectura dos ateliês dos arquitectos Gonçalo Byrne e Bárbara Lopes. Hoje o espaço recebe mensalmente concertos da Orquestra Metropolitana de Lisboa e é possível alugá-lo para eventos privados.

12
Restaurante Bastardo
Fotografia: Ana Luzia
Restaurantes, Cozinha contemporânea

Bastardo

icon-location-pin Baixa Pombalina

Comer num hotel podia ser, até há não muito tempo, uma experiência residual, mas espaços como o Bastardo tornaram esta hipótese um filho mais que legítimo. Além do mais, o restaurante é perfeito para instagramar os populares individuais com a frase “on this magic place calories don’t count”, ou as pinturas antigas com frases por cima como “vai à merda. Vai tu”.

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13
Fundação Champalimaud
Fotografia: Manuel Manso
Coisas para fazer

Fundação Champalimaud

icon-location-pin Belém

A Fundação Champalimaud é um verdadeiro tubo de ensaio no que à ciência e seus meandros diz respeito. Mesmo que a investigação não lhe assista, há quem encontre bom conforto visual naquele outro tubo (ora espreite a imagem). Enfim, cada um é para o que nasce.

14
Palácio de Monserrate
DR
Atracções, Edifícios e locais históricos

Palácio de Monserrate

icon-location-pin Sintra

O estilo do Palácio de Monserrate é difícil de definir mas as expressões "eclético" e "gosto orientalista" parecem aplicar-se bem. Há ali qualquer coisa da Índia, qualquer coisa do Médio Oriente e muita coisa bonita. O jardim é uma viagem pelos quatro cantos do mundo: tem uma zona quente com plantas da América Central (Jardim do México), um Vale dos Fetos, um roseiral e um Jardim do Japão.

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15
mez cais lx
Fotografia: Manuel Manso
Restaurantes, Mexicano

Mez Cais Lx

icon-location-pin Alcântara

O Mez Cais LX, mano mais novo do Mez Cais no Cais do Sodré, prossegue o trilho da comida mexicana e não são só os coktails que o podem levar ao tapete. O espaço na Lx Factory inclui um ringue, que medirá forças com as imagens de tortilhas, ceviches e burritos.

16
Flamingo Casa Independente
Noite

Casa Independente

icon-location-pin Intendente

Inaugurada em 2012 no Largo do Intendente, funciona como associação cultural, sala de concertos, bar e restaurante. Teve um papel fundamental na requalificação do Intendente, uma zona até então completamente excluída dos roteiros da noite alfacinha. Hoje ninguém quer perder o flamingo na casa de banho, entre outros pontos de interesse.

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17
casa de banho do flamingo bar
Fotografia: Ana Luzia
Bares

Flamingo

icon-location-pin Santa Maria Maior

Com o fim dos Anos 60 cabe ao Flamingo animar o Largo do Terreirinho, aberto até às 04.00 e com a boa disposição sempre em altas. Como a generalidade dos mortais que visitam o bar, vai querer imortalizar a sua passagem pela casa de banho, a rivalizar com os nitghtclubs mais bem equipados.

18
Coração Nicolau Lisboa
Restaurantes, Cafés

Nicolau Lisboa

icon-location-pin Baixa Pombalina

Não há fim-de-semana que o Nicolau Lisboa esteja de fora do feed de Instagram da nossa crítica Marta Brown. "Há quem poste o brunch, uns escolhem
 ovos, outros os smoothies (#green, #healthy), outros as panquecas, a decoração. O resultado é sempre um post bonitinho, com um rol de comentários do estilo “adoro”, “tão bom”, “quero ir!”. Daí ter de admitir que fui cheia de expectativas conhecer o Nicolau". Marta não ficou assim tão convencida depois da experiência, mas a verdade é todos querem o coração do Nicolau.

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19
Lux
© Luísa Ferreira
Noite

Lux Frágil

icon-location-pin São Vicente 

Ver o nascer do sol da varanda do Lux é um passatempo obrigatório de qualquer lisboeta ou visitante. E quem nunca registou para a posteridade a elegância serena das famosas Vigorosa e Poderosa... enfim, nem sabemos o que dizer-lhe. Se o consola, qualquer foto tirada no interior da discoteca mais famosa de Lisboa promete ser épica, sobretudo com o adiantar da hora.

20
Torre de Belem
© Lydia Evans / Time Out
Atracções

Torre de Belém

icon-location-pin Belém

Pode ser um cliché mas é um dos clichés mais expressivos da cidade de Lisboa. A Torre de Belém começou por ser uma estrutura de defesa da barra do Tejo e hoje é um ícone da arquitectura do reinado de D. Manuel I. Classificada em 1983, como Património Mundial pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), foi eleita em 2007, uma das Sete Maravilhas de Portugal. E fica bem na fotografia.

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21
Restaurante El Clandestino
Fotografia:Ana Luzia
Restaurantes

El Clandestino

icon-location-pin Chiado/Cais do Sodré

As fotografias espalhadas pelo espaço, que retratam situações quotidianas dos povos latino-americanos, e um fotógrafo da Guatemala; ou a recriação de um cemitério mexicano; e ainda as peças criadas pela Oficina Irmãos Marques, que tornam esta viagem ao México, Peru e mais além inesquecível para o seu telefone inteligente. 

 

22
Village Underground
Fotografia: Manuel Manso
Atracções

Village Underground

icon-location-pin Alcântara

Armazéns, cafetaria, etc. Esta vila enche-se de motivos de atracção e o mais difícil é escolher o ângulo certo para recomendar. O mais seguro é deambular pela zona e ver se não lhe escapa nada. 

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23
Dear Breakfast, brunch, pequeno almoço
©Francisco Santos
Restaurantes

Dear Breakfast

O estilo minimalista fala por si. As plantas, o mármore e as cores claras dão o mote para pegar no telefone e começar a disparar. O Dear Breakfast quer prolongar (e melhorar) as manhãs, com ovos de todas as maneiras e feitios, tostas e sumos naturais. Há ovos Benedict (ovos escalfados, bacon, molho holandês, 9€), Royal (com salmão, 9€), Florentine (espinafres, croutons, molho holandês, 7€) e Rothko (com um ovo cozinhado no meio de um pão brioche, com chouriço e tomate, 9€), além dos tradicionais ovos mexidos (6€ ou com trufas pretas por mais 4€), cozidos (4,50€) e omeletes (6€). Toda a atmosfera foi pensada ao pormenor para ser uma boa maneira de começar bem o dia — e para ficar bem nas redes, convenhamos. Só assim se explica que meia cidade se anda a instagramar aqui, com mais ou menos fervor por ovos. 

24
A Cevicheria
© Ana Luzia
Restaurantes, Global

A Cevicheria

icon-location-pin Princípe Real

Durante a viagem que fez pelo mundo, a cozinhar em casas de famílias, o chef Kiko Martins apaixonou-se pelo prato tradicional do Peru. Trouxe-o para A Cevicheria, um pequeno restaurante com um belíssimo balcão, onde não é possível marcar mesa. O ceviche puro com peixe branco, puré de batata-doce, cebola, algas e leite de tigre vale a espera, que pode ser acompanhada pela captação da imagem do polvo suspenso no tecto. 

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25
Restaurantes, Português

Novo edifício EDP

icon-location-pin Chiado/Cais do Sodré

É bem possível que o carré de borrego com pistáchio d’O Watt, o mais recente restaurante de Kiko Martins, se torne num prato icónico desta cidade. Mas antes disso, comecemos pela estrutura do novo edifício da EDP, capaz de iluminar qualquer registo fotográfico. Uma opção segura e modernaça para poder dizer que está a par dos tempos. 

26
Casa do Alentejo
©DR
Restaurantes

Casa do Alentejo

icon-location-pin Santa Maria Maior

Há todo aquele ambiente de boas-vindas que mais parece saído de um filme das arábias. Para fugir das multidões, das filas, do serviço lento da esplanada da moda e dos colegas de trabalho, a Taberna da Casa do Alentejo é o lugar perfeito. Situada no pátio interior do edifício do antigo Palácio Alverca – que só por si merece uma visita – esta esplanada pode não ter as vistas deslumbrantes das suas congéneres, mas os petiscos (açordas, enchidos, salgadinhos, queijos, etc.), a paz e o sossego compensam. 

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caixas correios
Fotografia: Arlindo Camacho

Calçada do Combro

Esta deixamos como pista (qual caça ao tesouro), já que não é das sugestões mais óbvias. Dizemos apenas que deve percorrer de dia o passeio do lado do restaurante Sea Me. Procure uma porta aberta e a fileira de caixas de correio da imagem. Valeu a pena procurar, não valeu?

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rua rosa dia
Fotografia: Manuel Manso

Rua Cor-de-Rosa

Não há mistério: o chão da rua cor-de-rosa é... cor-de-rosa. E se não aprecia multidões, fica melhor à devida distância do que pertinho. Para registar as formiguinhas lá em baixo, no eixo mais movimentado do Cais do Sodré, socorra-se da passagem superior e confira o flash. 

Mais em Lisboa

JNCQuoi
©DR
Restaurantes

Os restaurantes mais bonitos em Lisboa

Espelho meu, espelho meu, haverá algum restaurante mais bonito do que eu? A pergunta é legítima, dado o esforço que os restaurateurs desta cidade têm feito em montar projectos de encher o olho. A Time Out escolheu os restaurantes mais bonitos – logo, mais instagramáveis – em Lisboa. 

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