Global icon-chevron-right Portugal icon-chevron-right Lisboa icon-chevron-right Os restaurantes mais bonitos em Lisboa

Os restaurantes mais bonitos em Lisboa

Lisboa está cheia de belíssimos projectos de restauração. Este é o nosso top dos restaurantes mais bonitos em Lisboa.

Por Mariana Correia de Barros e Inês Garcia |
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JNcQUOI Asia
©Inês Félix

Espelho meu, espelho meu, haverá algum restaurante mais bonito do que eu? A pergunta é legítima, dado o esforço que os restaurateurs desta cidade têm feito em montar projectos de encher o olho. E a verdade é que os olhos não só comem o que vem para a mesa como também gostam de um espaço cuidado e decorado com gosto. Lisboa está cheia de belíssimos projectos de restauração – venham mais – mas este é o nosso top de restaurantes mais bonitos em Lisboa, do velociraptor no meio da sala às flores a cair do tecto.

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Os restaurantes mais bonitos em Lisboa

JNcQUOI Asia
©Inês Félix
Restaurantes, Asiático contemporâneo

JNcQUOI Asia

icon-location-pin Avenida da Liberdade

O dinossauro deu lugar ao dragão, a decoração respira motivos asiáticos, profundamente embebidos na presença portuguesa pelo Oriente e a cozinha, aberta, faz chegar sabores de todo o continente, e até as casas de banho são dignas de nota. O projecto é assinado por Lázaro Rosa Violán, o nome responsável pelo primeira aventura do grupo, o JNcQUOI Avenida, e destaca-se pelos interiores sofisticados e ambientes casuais de funcionalidade eclética. Ao todo, o JNcQUOI Asia tem quatro espaços distintos: cocktail bar, restaurante, sushi bar e terraço. Na carta, há especialidades das quatro regiões: do sushi à robata, passando pelo tandoori e terminando com criações de chef para a sobremesa como o cheesecake de queijo de cabra com bolachas de canela e gengibre (9€) ou o pão de ló chinês (9€). À noite, o plano é outro. A luz do espaço muda e o ambiente transforma-se, dando vida à mesa de DJ que complementa a zona do bar, estendendo a vida até às 02.00.

Fifty Seconds
©Manuel Manso
Restaurantes, Haute cuisine

Fifty Seconds

icon-location-pin Parque das Nações

O primeiro restaurante de Martín Berasategui, o chef espanhol com mais estrelas Michelin, em Lisboa, fica no topo da Torre Vasco da Gama, no hotel Myriad by Sana, e o nome faz jus à subida: do sopé até à sala demoramos exactamente 50 segundos. Lá em cima, vista 360º (parte da experiência é também a visita à cozinha, que com jeitinho permitem), dois menus de degustação (e escolha à carta) para uma viagem de três horas, no mínimo, pelos clássicos de Berasategui, como o mil-folhas de foie gras com maçã verde e enguia fumada e outras criações em parceria com o chef executivo Filipe Carvalho.

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Queimado
©Inês Félix
Restaurantes

Queimado

icon-location-pin Bairro Alto

Neste restaurante  é tudo cozinhado ou terminado no carvão, mas não vale a pena levar o nome à letra – nada vai sair queimado. Não há cheiro a fumo, não há carvão à vista e a própria decoração do restaurante não denuncia exactamente ao que vamos. É pequeno e tem um bonito degradé com azul-turquesa e vários tons de rosa, um bar à entrada, um balcão de costas para a cozinha (com espelhos para ir espreitando o que se está a passar), e mais de uma dezena de lugares sentados. O menu de jantar é de partilha, tem nove opções, só usa produtos locais e regionais e vai mudando consoante as estações do ano – tudo a preços acessíveis e com a recomendação de três a quatro pratos para duas pessoas. Ao domingo há “uma espécie de brunch”, com comida composta.

Epur
©Manuel Manso
Restaurantes

Epur

icon-location-pin Chiado

O primeiro restaurante em nome próprio de Vincent Farges em Lisboa tem uma cozinha com grandes janelas viradas para o Largo da Academia Nacional de Belas Artes, e três salas distintas no interior, altas, em tons neutros que emanam paz e tem uma vista incrível para a cidade e para o rio Tejo. A carta é muito simples: há sempre três entradas, uma com elementos de água, outra de horta e uma terceira de terra; três pratos principais, do mar ou do rio, do campo e recordações de receitas familiares; e três sobremesas, uma com chocolate, outra com fruta e uma vintage.

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Cantinho do Avillez
©Arlindo Camacho
Restaurantes, Português

Cantinho do Avillez Parque das Nações

icon-location-pin Parque das Nações

O conceito deste Cantinho é o mesmo que inaugurou em 2011 no Chiado com algumas nuances. Neste restaurante no Parque das Nações, a bonita decoração em cor de tijolo ficou a cargo de Joana Astolfi. Os clássicos do Cantinho do Avillez estão aqui: falamos dos peixinhos da horta com molho tártaro, do tártaro de atum com sabores asiáticos, dos ovos cozidos a baixa temperatura, com chouriço e pão frito, das lascas de bacalhau e do prego MX-LX, um prato d.i.y. bem popular. Para finalizar, não podia faltar a sobremesa que se celebrizou no primeiro restaurante, a Avelã3, além do bolo de chocolate à Cantinho com gelado de morango. O Cantinho do Avillez de Cascais também entra nesta lista: tem dois pisos e um pequeno pátio, com uma claraboia e mesas em madeira. Aí, há arcos a dividir o espaço e a criar zonas mais acolhedoras e, numa das paredes azuis a evocar o mar, há uma tapeçaria de macramé com cerca de quatro metros, da autoria de Vasco Águas, o Barbudo Aborrecido.

O Mariscador
Fotografia: Duarte Drago
Restaurantes, Frutos do mar

O Mariscador

icon-location-pin São Sebastião

Esqueça o mar e diga antes rio. Rodrigo Castelo, da Taberna Ó Balcão em Santarém, abriu o seu primeiro restaurante em Lisboa numa homenagem a todos aqueles que trabalham o marisco de rio. Neste espaço de dois andares, com uma bonita parede com porcelanas e redes de pesca brancas, comem-se lagostins de rio, gambão, camarinha e caranguejo de rio. Na esplanada comem-se as refeições mais descontraídas, com enchidos preparados pela equipa de Rodrigo Castelo e os pregos em pombinhas, o pão doce tradicional de Santarém e feito para O Mariscador com um pouco menos de açúcar, explica Bruno Ribeiro, chef de cozinha. O prego de carne é de touro, há um segundo de atum e o de caranguejo de casca mole, preparado com uma maionese de citronela e pickles de pepino.

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Restaurantes, Português

Belcanto

icon-location-pin Chiado

Depois de várias mudanças ao longo dos anos, o verdadeiro extreme makeover deu-se em Maio de 2019: o Belcanto cresceu e mudou-se para a porta ao lado, para o espaço onde chegou a morar o restaurante Largo. No total, passou a ter mais 12 lugares, uma sala privada e uma mesa do chef com capacidade para mais pessoas. O projeto de remodelação ficou a cargo do Studio Astolfi, e privilegia os tons neutros e a simplicidade.

O Asiático - Lareira
Fotografia: Arlindo Camacho
Restaurantes, Asiático contemporâneo

O Asiático

icon-location-pin Chiado/Cais do Sodré

Kiko Martins habituou os lisboetas à boa comida e aos restaurantes bonitos. D’O Talho a A Cevicheria – o polvo pendurado no tecto deve estar gasto de tantas fotografias – é tudo trabalhado a dedo. A fasquia elevou-se quando abriu O Asiático, com entrada directa para o top dos mais bonitos da cidade. Na entrada  encarnada, carregada de frascos com especiarias, fermento japonês e cogumelos secos, por exemplo, nasceu A Barra Japonesa, um restaurante de sushi "contemporâneo". E depois há a grande sala, muito bem iluminada e a esplanada, onde se acende uma lareira nos dias frios. 

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Restaurante Alma
Fotografia:Arlindo Camacho
Restaurantes

Alma

icon-location-pin Chiado

Do primeiro Alma de Henrique Sá Pessoa em Santos para o segundo Alma no Chiado, as únicas coisas que devem ter-se mantido iguais foram o prato de leitão com pak choi e o próprio chef. A sala branca e luminosa do primeiro Alma deu lugar a um espaço mais sóbrio, mais escuro, mas bem mais bonito. A traça do edifício pombalino do século XVIII foi mantida, com tectos altos e chão de pedra, a dupla de arquitectos Eduardo Malhado e Catarina Ventura assinou o projecto (trabalharam com o chef também no seu ateliê de pesquisa) e as duas salas transformaram-se num restaurante de fine dining bem descontraído.

JNCQUOI
Fotografia: Arlindo Camacho
Restaurantes

JNcQUOI

icon-location-pin Avenida da Liberdade

Seria impossível fazer uma lista dos mais bonitos restaurantes de Lisboa e não incluir o JNcQUOI, o restaurante que veio dar ainda mais dignidade à Avenida da Liberdade. Exagero? Naa… já tentou marcar mesa no próprio dia? O projecto assinado pelo arquitecto catalão Lázaro Rosa-Violá está cheio de deliciosos pormenores. Do esqueleto do velociraptor no meio da sala aos espelhos nas paredes e portas, dos bancos em pele às gravuras nas paredes, das árvores no meio da sala à pinta do delibar, nada aqui foi deixado ao acaso.

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Prado
Arlindo Camacho
Restaurantes, Português

Prado

icon-location-pin Castelo de São Jorge

Um pé direito alto pode ser uma gigante dor de cabeça para decorar um espaço. Ou exactamente o oposto. No Prado, o novo talk of the town, souberam aproveitá-lo muito bem. Do tecto da antiga fábrica de enlatados caem vários candeeiros com fios longos e abajurs bonitos, intercalados pelas vigas de ferro que estão a ser aos poucos a ser tapadas por várias plantas e ervas – verde é o que mais se vê em toda a sala. Ao fundo, onde o tecto é mais baixo, fica a garrafeira, em tons mais escuros, um bom contraste com as mesas de madeira clarinha.

Restaurantes, Português

Pharmácia

icon-location-pin Chiado/Cais do Sodré

Susana Felicidade recuperou o vintage na primeira Taberna Ideal – e de certa forma lançou a moda para os muitos que vieram a seguir – mas aquilo que fez no Pharmacia foi ligeiramente diferente. Recriou a 100% o ambiente de uma farmácia antiga, instalou armários brancos a contrastar com as madeiras escuras e antigas da sala e com o papel de parede verde água, e encheu-os de falsas embalagens de remédios. Os detalhes farmacêuticos não se ficaram por aqui: a água vem servida em frascos antigos e há carrinhos de medicamentos para apoio das mesas. A prescrição inclui também os pratos todos diferentes, pelos quais ficou conhecida.

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Loco
Fotografia: Arlindo Camacho
Restaurantes

LOCO

icon-location-pin Estrela/Lapa/Santos

Quando abriu o Loco, Alexandre Silva pretendia servir, além de uma refeição, uma experiência. Os seus pratos são disruptivos, tal como o fine dining que montou, a cozinha virada para a sala segue a tendência do que se tem feito lá fora e fica na zona mais sóbria (e escura) da sala. O projecto de arquitectura foi assinado por João Tiago Aguiar, conta com uma oliveira suspensa do tecto por cabos de aço – impressiona – uma garrafeira moderna à entrada e, ao fundo uma parede de azulejos tridimensionais assinada pela artista plástica Mariana Vasco Costa.

praia no parque
Fotografia: Duarte Drago
Restaurantes

Praia no Parque

icon-location-pin São Sebastião

Após anos de abandono, aquele que foi outrora o restaurante Botequim do Rei ganhou uma nova vida – o espaço junto ao mítico lago do Parque Eduardo VII ficou de cara lavada e trouxe a praia para o centro da cidade, com linhas sofisticadas mas modernas. O Praia no Parque replica em Lisboa o mesmo conceito do projecto sazonal Praia na Villa, em Vilamoura, e faz a ponte entre o jantar e a noite sem ter de sair do restaurante. De quinta a sábado, a noite começa mais cedo e quem vai ali jantar sabe que vai acabar a dançar e de copo na mão. O conceito de partilha também reina para estes lados, a carta equilibra-se entre os pratos de peixe e os de carne (há 13 cortes no total), portanto é o melhor dos dois mundos. 

Lisboa, bela Lisboa

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Fotografia: Ana Luzia
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Fotografia: Arlindo Camacho
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