Os restaurantes mais bonitos em Lisboa

Lisboa está cheia de belíssimos projectos de restauração. Este é o nosso top dos restaurantes mais bonitos em Lisboa.
Prado
Fotografia: Arlindo Camacho
Por Mariana Correia de Barros e Inês Garcia |
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Espelho meu, espelho meu, haverá algum restaurante mais bonito do que eu? A pergunta é legítima, dado o esforço que os restaurateurs desta cidade têm feito em montar projectos de encher o olho. E a verdade é que os olhos não só comem o que vem para a mesa como também gostam de um espaço cuidado e decorado com gosto. Lisboa está cheia de belíssimos projectos de restauração – venham mais – mas este é o nosso top de restaurantes mais bonitos em Lisboa, do velociraptor no meio da sala às flores a cair do tecto.

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Os restaurantes mais bonitos em Lisboa

Cantinho do Avillez
©Arlindo Camacho
Restaurantes, Português

Cantinho do Avillez

icon-location-pin Parque das Nações

O conceito deste Cantinho é o mesmo que inaugurou em 2011 no Chiado, e que já replicou no Porto, com algumas nuances. Neste restaurante no Parque das Nações, a bonita decoração em cor de tijolo ficou a cargo de Joana Astolfi. Os clássicos do Cantinho do Avillez estão aqui: falamos dos peixinhos da horta com molho tártaro, do tártaro de atum com sabores asiáticos, dos ovos cozidos a baixa temperatura, com chouriço e pão frito, das lascas de bacalhau e do prego MX-LX, um prato d.i.y. bem popular. Para finalizar, não podia faltar a sobremesa que se celebrizou no primeiro restaurante, a Avelã3, além do bolo de chocolate à Cantinho com gelado de morango.

o mariscador
©Manuel Manso
Restaurantes, Frutos do mar

O Mariscador

icon-location-pin São Sebastião

Esqueça o mar e diga antes rio. Rodrigo Castelo, da Taberna Ó Balcão em Santarém, abriu o seu primeiro restaurante em Lisboa numa homenagem a todos aqueles que trabalham o marisco de rio. Neste espaço de dois andares, com uma bonita parede com porcelanas e redes de pesca brancas, comem-se lagostins de rio, gambão, camarinha e caranguejo de rio. Na esplanada comem-se as refeições mais descontraídas, com enchidos preparados pela equipa de Rodrigo Castelo e os pregos em pombinhas, o pão doce tradicional de Santarém e feito para O Mariscador com um pouco menos de açúcar, explica Bruno Ribeiro, chef de cozinha. O prego de carne é de touro, há um segundo de atum e o de caranguejo de casca mole, preparado com uma maionese de citronela e pickles de pepino.

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Belcanto - Sala
©Paulo Barata
Restaurantes, Português

Belcanto

icon-location-pin Chiado

O verdadeiro extreme makeover deu-se assim que José Avillez tomou as rédeas do Belcanto, no início de 2012, e o remodelou a 100% – impossível esquecer a instalação de Joana Astolfi com a frase de Ricardo Reis, “Para ser grande sê inteiro”. Em 2016, o restaurante voltou a fechar para obras e deu-se a conhecer com uma cozinha maior, à vista de quem está na sala, novas fotografias na parede (algumas do artista Luís Mileu) e uma instalação de pratos, desenhados pelo chef e concebidos pela ceramista Cátia Pessoa.

O Asiático - Lareira
Fotografia: Arlindo Camacho
Restaurantes, Asiático contemporâneo

O Asiático

icon-location-pin Chiado/Cais do Sodré

Kiko Martins habituou os lisboetas à boa comida e aos restaurantes bonitos. D’O Talho a A Cevicheria – o polvo pendurado no tecto deve estar gasto de tantas fotografias – é tudo trabalhado a dedo. A fasquia elevou-se quando abriu O Asiático, com entrada directa para o top dos mais bonitos da cidade. A entrada é encarnada, carregada de frascos com especiarias, fermento japonês e cogumelos secos, por exemplo; as escadas estão forradas a fotografias da viagem que fez à volta do mundo; e depois há a grande sala, muito bem iluminada e a esplanada, onde se acende uma lareira nos dias frios.

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Restaurante Alma
Fotografia:Arlindo Camacho
Restaurantes

Alma

icon-location-pin Chiado

Do primeiro Alma de Henrique Sá Pessoa em Santos para o segundo Alma no Chiado, as únicas coisas que devem ter-se mantido iguais foram o prato de leitão com pak choi e o próprio chef. A sala branca e luminosa do primeiro Alma deu lugar a um espaço mais sóbrio, mais escuro, mas bem mais bonito. A traça do edifício pombalino do século XVIII foi mantida, com tectos altos e chão de pedra, a dupla de arquitectos Eduardo Malhado e Catarina Ventura assinou o projecto (trabalharam com o chef também no seu novo ateliê de pesquisa) e as duas salas transformaram-se num restaurante de fine dining bem descontraído.

Casa de Pasto - Sala de Jantar
©DR
Restaurantes, Português

Casa de Pasto

icon-location-pin Cais do Sodré

Abriu no final de 2013 para prestar homenagem às casas de pasto do início do século XX, tanto na cozinha como na decoração. Projecto feito pela Mainside, que já tinha surpreendido os lisboetas com originalidade da Pensão Amor e voltou a surpreender com o Rio Maravilha, tem uma onda kitsch e uma quantidade de peças de decoração que só alguém com olho consegue conjugar tão bem. Armários antigos cheios de loiças, paredes em papel de chita, pratos pendurados na parede, mesas altas e redondas, mesas pequenas e umas casas de banho que nos fazem entrar para outra dimensão (e ansiar por uma valente dor de barriga).

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JNCQUOI
Fotografia: Arlindo Camacho
Restaurantes

JNcQUOI

icon-location-pin Avenida da Liberdade

Seria impossível fazer uma lista dos mais bonitos restaurantes de Lisboa e não incluir o JNcQUOI, o restaurante que veio dar ainda mais dignidade à Avenida da Liberdade. Exagero? Naa… já tentou marcar mesa no próprio dia? O projecto assinado pelo arquitecto catalão Lázaro Rosa-Violá está cheio de deliciosos pormenores. Do esqueleto do velociraptor no meio da sala aos espelhos nas paredes e portas, dos bancos em pele às gravuras nas paredes, das árvores no meio da sala à pinta do delibar, nada aqui foi deixado ao acaso.

Prado
Arlindo Camacho
Restaurantes, Português

Prado

icon-location-pin Castelo de São Jorge

Um pé direito alto pode ser uma gigante dor de cabeça para decorar um espaço. Ou exactamente o oposto. No Prado, o novo talk of the town, souberam aproveitá-lo muito bem. Do tecto da antiga fábrica de enlatados caem vários candeeiros com fios longos e abajurs bonitos, intercalados pelas vigas de ferro que estão a ser aos poucos a ser tapadas por várias plantas e ervas – verde é o que mais se vê em toda a sala. Ao fundo, onde o tecto é mais baixo, fica a garrafeira, em tons mais escuros, um bom contraste com as mesas de madeira clarinha.

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Restaurantes, Português

Pharmácia

icon-location-pin Chiado/Cais do Sodré

Susana Felicidade recuperou o vintage na primeira Taberna Ideal – e de certa forma lançou a moda para os muitos que vieram a seguir – mas aquilo que fez no Pharmacia foi ligeiramente diferente. Recriou a 100% o ambiente de uma farmácia antiga, instalou armários brancos a contrastar com as madeiras escuras e antigas da sala e com o papel de parede verde água, e encheu-os de falsas embalagens de remédios. Os detalhes farmacêuticos não se ficaram por aqui: a água vem servida em frascos antigos e há carrinhos de medicamentos para apoio das mesas. A prescrição inclui também os pratos todos diferentes, pelos quais ficou conhecida.

A Time Out diz
Loco
Fotografia: Arlindo Camacho
Restaurantes

Loco

icon-location-pin Estrela/Lapa/Santos

Quando abriu o Loco, Alexandre Silva pretendia servir, além de uma refeição, uma experiência. Os seus pratos são disruptivos, tal como o fine dining que montou, a cozinha virada para a sala segue a tendência do que se tem feito lá fora e fica na zona mais sóbria (e escura) da sala. O projecto de arquitectura foi assinado por João Tiago Aguiar, conta com uma oliveira suspensa do tecto por cabos de aço – impressiona – uma garrafeira moderna à entrada e, ao fundo uma parede de azulejos tridimensionais assinada pela artista plástica Mariana Vasco Costa.

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Aquele Lugar Que Não Existe
©Francisco Santos
Restaurantes

Aquele lugar que não existe

icon-location-pin Marvila

É mais difícil tirar fotografias ao Aquele Lugar que Não Existe do que ao tecto da Capela Sistina. Daí que para conhecer o restaurante mais secreto de Marvila seja preciso lá ir. Fica num gigantesco armazém e à porta não tem mais do que um sofá, umas flores e outro mobiliário de linhas antigas. Lá dentro, e citando o crítico Alfredo Lacerda, “a decoração parece ter sido obra de um carpinteiro amador e louco, que foi enchendo o lugar de tralha perdida num sótão: mesas de snooker, baús, estantes desiguais, candelabros, ventoinhas.” Uma loucura que vale a pena conhecer.

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