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A história de três amigos que adoram pizza acabou assim, com um restaurante em Santos onde o forno está sempre quente. O Patife serve pizzas e copos e acaba de ganhar uma sala de jantar.

Da mesma forma que, à mesa, há espaço para mais uma fatia, Lisboa tem sempre espaço para mais uma pizzaria. Ainda mais quando três amigos – apreciadores confessos desta iguaria italiana – se propõem a criar a melhor pizza da cidade. É assim que começa a história de Francisco Tavares, João Maria Bernardino e Miguel Varanda. O Patife abriu em Santos, em Abril do ano passado, e mesmo antes de se comer o que quer que seja, o ambiente destaca-se logo das pizzarias mais tradicionais.
Moderno e acolhedor são os adjectivos escolhidos por Francisco para definir este espaço. Predominam as superfícies de inox, há bancos altos e dois balcões (um deles virado para a zona de preparação das pizzas), um candeeiro escultórico assinado pela artista Sofia Cruz (Krus) e arranjos florais que nos põem a suspirar pela próxima Primavera.
"Ir jantar fora é muito mais do que a qualidade da comida. Ela tem que estar lá, sem dúvida alguma, mas o ambiente também. É o que faz o cliente querer ficar. O nosso espaço é pequeno e, às vezes, até precisávamos de rodar mais, mas as pessoas adoram ficar", resume Francisco.
Um lugar para chegar, sentar, comer, beber e ficar, ainda que pequeno. Na verdade, o Patife acaba de ganhar uma nova sala. Fica na porta ao lado, ligado pela zona de serviço. "A nova sala vai ser óptima, sobretudo para os clientes que quiserem fazer um jantar de amigos com 15 ou 20 pessoas terem a possibilidade de reservar", explica Francisco.
O espaço pode, na realidade, acomodar até 27 pessoas sentadas. Tem um bar, de onde saem os dois cocktails da casa – um com base de gin e um bem mais recente, o negroni spreetz (ambos 11€). Já a carta de vinhos apresenta uma dúzia de vinhos portugueses, naturais ou de pouca intervenção, e abrange tintos, brancos, verde, rosé, laranja e espumante. os preços começam nos 6€ a copo e em 24€ a garrafa. Pode sempre optar por provar a cidra natural Basto Eu, produzida em Celorico de Basto e vendida em garrafas de 75cl (21€).
Para elaborar o menu, actualmente composto por dez pizzas, os três sócios contaram com Anderson Silva, chef pizzaiolo que, durante um ano, fez várias experiências até encontrar a massa ideal. Com 48 horas de fermentação, feita com farinha portuguesa de Paulino Horta (Alenquer), é simultaneamente fofa e leve. "Foi um desafio. Sempre trabalhei com farinhas italianas e aqui trabalhamos com farinha portuguesa. É mais própria para pão, porém entrega muito sabor", partilha Anderson Silva, também responsável por algumas das receitas que vemos no menu.
Há espaço para clássicos como a Margherita (11,50€) ou a Marinara (10€), mas também para receitas originais. Entre as que fazem mais sucesso está a Patife (15,50€). A pizza de assinatura da casa é de pepperoni, mas finalizada com mel de Alpiarça. A lista de originais continua. A Cacio Pepe (13,50€) é uma referência directa à receita de massa italiana, com mozzarella, pecorino, taleggio, grana padano e pimenta preta. A Lôca (15,50€) é nova e especialmente fotogénica – leva molho alla vodka, taleggio, grana padano, ragú, 'nduja, picle de cebola roxa e cebolinho. A Fuego (16€) é feita com tomate, pepperoni, stracciatella, grana padano, manjericão e mel de 'nduja. Até a Shroomz (14,50€), com uma base clássica de cogumelos e mozzarella, ganha outro sabor com sálvia e raspas de limão.
As novidades pingam ao sabor das estações. O Patife já serviu pizza de pêssego no Verão, com figos e presunto no Outono e, por estes dias, junta uma receita com ananás ao cardápio, não obstante todo o divisionismo que esse tipo de pizza acarreta. Opções sazonais que entram em cena temporariamente. Já o pão de alho (7€) nunca vai a lado nenhum. O Patife reinventou o snack, carregando-o de queijo e temperando-o com cebolinho. Também ele, à semelhança das pizzas, costuma andar à boleia da Uber Eats, a plataforma de entregas aqui usada.
Ao balcão ou sentados à mesa, é difícil ignorar a banda sonora do restaurante. Ajuda a criar ambiente e confirma que estamos perante gente atenta aos detalhes. Não fomos os primeiros a reparar. A pedido de muitas famílias, os três sócios tornaram pública a playlist no Spotify. Chama-se Patife Tasca Pizza e está tudo dito.
Rua Poço dos Negros, 192 (Santos). Seg-Dom 17.0-00.00
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