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São sete pratos, todos finalizados com lascas finíssimas de trufa branca de Alba, considerada a melhor e mais rara do mundo. Fazem parte do menu especial do Come Prima.

Se a trufa é uma jóia culinária, a branca de Alba é a rainha da corte. Originária das regiões de Piemonte, no Noroeste de Itália, tem um sabor delicado, com notas de alho, queijo e almíscar, e é uma das iguarias mais caras do mundo – cresce longe da vista e só os cães treinados para o efeito a conseguem encontrar, razão porque facilmente ascende aos milhares de euros (este ano, o quilo custa 5000€). Em Lisboa, encontramo-la num grupo restrito de restaurantes, como o Come Prima, que inaugura esta quarta-feira, 26 de Novembro, o seu Menu Trufa Branca.
O compromisso de Tanka Sapkota com a trufa não é desconhecido. O chef nepalês trabalha com este produto desde 1992, em 2018 trouxe para Portugal uma trufa de 1153 gramas, a maior da década na Europa, e foi distinguido um ano depois como Cavaleiro da Ordem das Trufas e do Vinho de Alba, sagrando-se como o único no país a receber esta honra da célebre confraria enogastronómica criada em 1967. Como se isso não bastasse, iniciou em 2022 uma expedição pioneira de prospecção de trufas em território nacional, num projecto científico que culminou com a descoberta de trufa negra em Portugal.
“Tenho a sorte de contar com uma rede de caçadores de trufas em Alba, o que me permite garantir produtos da mais alta qualidade. Partilhar esta excelência com os clientes do Come Prima é algo que me dá um enorme prazer e que faço questão de repetir todos os anos”, diz Tanka, que volta a trazer a iguaria para o premiado Come Prima, com um menu especial, que inclui três entradas, dois pratos de pasta, um prato de carne e uma sobremesa, todos finalizados com lascas finíssimas de trufa branca de Alba.
Para começar, há tártaro de lombinho da Irlanda (49,90€), picado à mão com trufa branca de Alba; ovos biológicos cozidos a baixa temperatura e trufa branca de Alba (44,90€); e creme de queijo fontina, ricotta de cabra e batata (44,90€), com creme de castanhas, finalizado com ovo biológico cozido a baixa temperatura e trufa branca de Alba.
Segue-se ravioli recheado com queijo ricotta e fontina (51,90€), com manteiga dos Açores, parmesão e trufa branca de Alba; pasta fresca cabelo de anjo (51,90€), com manteiga dos Açores e trufa branca de Alba, e escalopes de lombinho de vitela (65,90€), com manteiga dos Açores e trufa branca de Alba, acompanhados com creme de castanha e batata-doce.
Para sobremesa, há zabaione (39,90€), com creme de castanha, ricotta de cabra e trufa branca de Alba. Mas não se esqueça: para provar o Menu Trufa Branca, a reserva é obrigatória (213 902 457) e deve indicar que é para Trufa Branca.
Desde 1996 a viver em Portugal, Tanka Sapkota é especializado em comida italiana. A par do Come Prima (Rua do Olival, 258), considerado um dos 70 melhores restaurantes italianos do mundo, o chef também é proprietário dos restaurantes Forno d’Oro (considerado a 12.ª melhor pizzaria da Europa), Il Mercato (com uma das mais reputadas massas frescas de Lisboa) e a Casa Nepalesa (que recebeu o prémio Time Out para melhor cozinha de Lisboa, eleita pelos consumidores).
Come Prima, Rua do Olival, 258. Seg-Sáb 18.00-22.30
Está a par das 69 soletes com que Lisboa foi distinguida? Ou que abriu uma mercearia gourmet onde até o gelado e o cheesecake levam caviar? Se for mais de sandes, também há: o Wishbone serve frango frito “karaage” do meio dia à meia-noite. E, por falar em comida de conforto, os fãs de italiano vão gostar de conhecer o Partenope, onde o ragu coze durante oito horas, o pão fermenta por 48 e as beringelas ficam a marinar três dias.
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