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Há um comboio natalício a circular pela Baixa de Lisboa

O Comboio de Natal chegou ao Rossio no final de Novembro. As viagens são gratuitas com um voucher que pode ser levantado em algumas lojas.

Joana Moreira
Escrito por
Joana Moreira
Jornalista
Comboio de Natal
Mariana Valle Lima
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A cada 30 minutos, ouve-se o sino do Comboio de Natal no Rossio. É uma das novidades nas atracções da época festiva promovidas pela ADBP – Associação de Dinamização da Baixa Pombalina, também responsáveis pelo Rossio Christmas Market.

Já há quem espere na paragem, mesmo em frente ao café Nicola. A viagem arranca em direcção à Rua do Ouro, faz um desvio para a Rua de São Julião e regressa pela Rua da Prata até à Praça da Figueira, atravessando a Betesga para voltar ao ponto de partida. O percurso não dura mais de 15 minutos.

O comboio branco, vestido como manda a quadra, está em circulação até 19 de Dezembro, todos os dias, das 12.00 às 20.00. A viagem não tem qualquer custo, basta pedir um dos vouchers disponíveis espalhados em lojas da cidade (a lista completa pode ser consultada na página de Instagram @comboio_baixa_lisboa). Entre os negócios onde encontrar um “boarding pass” está o café A Brasileira, a Garrafeira Nacional ou a Óptica Mundial. 

Na impossibilidade de conseguir um bilhete – só à terceira porta é que os encontrámos – pode dar-se a sorte de conseguir entrar sem ele, se existirem lugares vazios.

Comboio de Natal
Mariana Valle Lima

Há uma proeminência de sotaques estrangeiros, mas o comboio natalício não é só para turistas. Fátima, Fernanda e Lurdes divertem-se numa das primeiras carruagens. As três amigas vieram de Cascais passar o dia a Lisboa já com a viagem fisgada. Fátima, 69 anos, fez o trabalho de casa e descobriu online que bastava pedir um voucher. Depois foi só convencer as amigas. “Assumo a minha personalidade, quero tudo a que tenho direito!”, diz-nos. Garantiram o bilhete (não dourado, mas vermelho) na Casa das Bifanas, a dois passos dali. 

No meio da risota, vão olhando para a cidade com novos olhos. Comentam a quantidade de lojas fechadas na Rua do Ouro, e as pequenas alegrias pela sobrevivência de outras. “Olha, a Papelaria Fernandes ainda existe”, regozijam. 

Comboio de Natal
Mariana Valle Lima

As músicas de Natal vão pintando a curta odisseia, entre clássicos ingleses e a excepção em língua portuguesa, “A todos um bom Natal”. “Os portugueses têm a mania de ir para o estrangeiro e aqui acham tudo piroso”, diz Fátima, que regressa ao Rossio satisfeita. 

Finalmente, a festa acaba e o trio sai da carruagem. Depois de passear nos mercados e de andar de comboio, é hora de ir ver as luzes de Natal. 

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